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Café avança mais de 2% impulsionado por suporte financeiro e expectativas de demanda

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Iniciando esta quinta-feira (21) com vigorosas valorizações, o mercado futuro do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Future US) apresentou um avanço expressivo nos preços. Além das preocupações contínuas com a oferta, o mercado recebe suporte significativo do setor financeiro.

Por volta das 09h01 (horário de Brasília), os contratos para maio/24 registravam uma alta de 395 pontos, sendo cotados a 186,40 cents/lbp. Julho/24 apresentou uma valorização de 375 pontos, alcançando o valor de 185,15 cents/lbp. Já setembro/24 teve um aumento de 365 pontos, sendo negociado a 184,65 cents/lbp, e dezembro/24 também apresentou um incremento de 360 pontos, cotado a 184,10 cents/lbp.

Em Londres, o café conilon também segue a tendência de alta. Os contratos para maio/24 apresentaram um aumento de US$ 58 por tonelada, sendo negociados a US$ 3375. Julho/24 teve uma valorização de US$ 54 por tonelada, alcançando US$ 3275. Setembro/24 registrou um aumento de US$ 52 por tonelada, com o valor de US$ 3202, e novembro/24 teve um incremento de US$ 55 por tonelada, sendo cotado a US$ 3130.

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O mercado recebe um suporte adicional da expectativa de uma melhora na economia global e de uma demanda mais robusta para o café. Essa expectativa ganhou força após o Federal Reserve aliviar o nervosismo dos investidores ao manter os custos dos empréstimos inalterados e reforçar as expectativas de cortes de juros em 0,75 ponto percentual até o final de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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