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Café: Arábica Mantém Tendência de Alta em Nova York, com Londres Estável

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Nesta quinta-feira (15), o mercado futuro do café arábica registrou continuidade na valorização dos preços nos principais terminais de negociação, em Londres e Nova York. Às 9h42 (horário de Brasília), o contrato para dezembro de 2024 registrava alta de 160 pontos, sendo negociado a 236,15 cents por libra-peso. Já o contrato para março de 2025 subiu 125 pontos, cotado a 233,40 cents por libra-peso, enquanto o contrato para maio de 2025 teve elevação de 120 pontos, alcançando 231,20 cents por libra-peso. O contrato para julho de 2025 apresentou alta de 95 pontos, fixando-se em 228,60 cents por libra-peso.

Na Bolsa de Londres, o café robusta também registrou variações nos preços. O contrato para novembro de 2024 teve alta de US$ 14 por tonelada, sendo negociado a US$ 4305. O contrato para janeiro de 2025 subiu US$ 7, alcançando US$ 4138 por tonelada. Por outro lado, o contrato para março de 2025 apresentou uma leve queda de US$ 6, cotado a US$ 3977, enquanto o contrato para maio de 2025 teve alta de US$ 9, fixando-se em US$ 3882 por tonelada.

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A safra brasileira de café está se aproximando do final, o que pode exercer pressão sobre as cotações. Além disso, os operadores continuam atentos às condições climáticas no Brasil, onde a baixa quantidade de chuvas nas regiões cafeeiras tem gerado preocupação no setor.

Mercado Interno: Última Sessão Apresenta Variações Positivas

No mercado físico, a última sessão também registrou altas nos preços. O café tipo 6 bebida dura bica corrida teve valorização de 4,26% em Guaxupé (MG), sendo negociado a R$ 1.370 por saca. Em Campos Gerais (MG), o aumento foi de 3,31%, com o preço alcançando R$ 1.405 por saca. Em Espírito Santo do Pinhal (SP), o café foi cotado a R$ 1.430 por saca, uma alta de 1,42%.

O tipo cereja descascado também registrou elevações. Em Guaxupé (MG), houve aumento de 2,96%, com o preço da saca atingindo R$ 1.390. Em Machado (MG), o valor subiu 3,68%, fixando-se em R$ 1.410 por saca. Já em Campos Gerais (MG), o preço chegou a R$ 1.415 por saca, com alta de 3,28%. Em Franca (SP), a valorização foi de 1,4%, com a saca negociada a R$ 1.450.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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