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Café arábica inicia semana em queda com foco nas condições climáticas e na oferta limitada

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Bolsa de Londres fecha por feriado e negociações se concentram em Nova York

Nesta segunda-feira, a Bolsa de Londres não abriu devido ao “Early May Bank Holiday”, tradicional feriado bancário que ocorre na primeira segunda-feira de maio no Reino Unido. Com isso, o foco do mercado se voltou exclusivamente à Bolsa de Nova York, onde os contratos do café arábica apresentavam quedas moderadas nas primeiras horas do dia.

Clima favorece lavouras e melhora expectativa para safra futura

De acordo com relatório divulgado pela Pine Agronegócios, o acúmulo de chuvas entre o final de março e abril contribuiu significativamente para a recuperação da umidade do solo nas principais regiões produtoras. A melhora nas condições hídricas indica um cenário mais promissor para 2025, se comparado ao mesmo período de 2024.

Em 2023, nesta época do ano, já se observava um déficit hídrico, com níveis de armazenamento no solo abaixo de 80% e temperaturas muito acima da média. A consultoria projeta que, se as condições atuais se mantiverem, a temporada 2026/2027 poderá ter um desempenho agrícola superior ao da safra 2025/2026.

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Safra 2025 ainda preocupa o mercado pela limitação de oferta

Apesar das melhorias nas condições climáticas, os fundamentos do mercado ainda apontam para uma safra brasileira de 2025 com oferta limitada, segundo análise da Safras & Mercado. Esse fator mantém os investidores atentos e continua influenciando os preços no mercado futuro.

Cotações do café arábica recuam nos principais vencimentos

Por volta das 8h50 (horário de Brasília), os contratos do café arábica registravam as seguintes variações na Bolsa de Nova York:

  • Maio/25: queda de 30 pontos, cotado a 395,40 cents/lbp
  • Julho/25: baixa de 445 pontos, a 380,95 cents/lbp
  • Setembro/25: recuo de 430 pontos, negociado a 374,40 cents/lbp
  • Dezembro/25: perda de 410 pontos, com preço de 366,05 cents/lbp

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Falta de boi pronto leva arroba a R$ 365 no fim de setembro

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A oferta reduzida de animais terminados levou o preço do boi gordo a encerrar setembro em alta nas principais regiões produtoras. Em São Paulo, a cotação média chegou a R$ 365,33 por arroba na quarta-feira, 30, ante R$ 362,25 no dia anterior.

A valorização ocorre num período de transição para a pecuária. Os animais mantidos a pasto atravessaram os meses de seca e ainda dependem da recuperação das pastagens para ganhar peso. Ao mesmo tempo, a entrada de bois confinados não foi suficiente para ampliar significativamente a oferta disponível no mercado.

O resultado aparece nas escalas de abate, concentradas entre seis e sete dias úteis. Esse prazo não indica falta generalizada de gado, mas mostra que os frigoríficos precisam negociar com maior frequência para manter suas unidades em funcionamento.

As maiores indústrias atravessam esse período com mais tranquilidade porque contam com animais de confinamentos próprios, contratos antecipados e parcerias com produtores. Os frigoríficos de pequeno e médio porte, mais dependentes das compras diárias, encontram maior dificuldade para completar as programações e acabam oferecendo preços mais altos por lotes prontos.

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A reação foi registrada em diferentes praças. Em Goiás, a cotação média alcançou R$ 351,25 por arroba. Minas Gerais chegou a R$ 350,88, Mato Grosso do Sul a R$ 357,61 e Mato Grosso a R$ 340,61.

O movimento não significa que todos os negócios estejam sendo fechados nesses valores. As condições variam conforme o padrão dos animais, a distância até o frigorífico, o prazo de pagamento e a necessidade de cada indústria. Bois destinados à exportação também podem receber valores diferentes.

A demanda externa ajudou a manter o ritmo dos abates durante parte de setembro, mas não explica sozinha a valorização. A alta ocorreu mesmo com a suspensão das vendas de carne bovina para a União Europeia e com a aproximação do limite imposto pela China às importações brasileiras.

Essas restrições podem afetar o mercado nos próximos meses, mas tiveram peso menor que a falta de animais terminados na formação do preço no encerramento de setembro. No curto prazo, a indústria precisa comprar gado para manter as linhas de abate, independentemente das incertezas sobre alguns destinos.

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No atacado, os preços da carne bovina também permaneceram firmes. O quarto dianteiro foi negociado a R$ 21,50 por quilo, o traseiro a R$ 28 e a ponta de agulha a R$ 20. A entrada do mês pode estimular a reposição dos estoques pelo varejo, embora a carne bovina continue enfrentando a concorrência do frango.

Para o produtor que possui boi pronto, o momento aumenta o poder de negociação, especialmente nas regiões em que os frigoríficos estão com escalas mais curtas. A recuperação das pastagens e a entrada de novos lotes de confinamento determinarão por quanto tempo essa vantagem será mantida.

Fonte: Pensar Agro

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