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Café: Ano de 2023 registra alta de quase 20% nos preços, impulsionado por fatores climáticos e geopolíticos

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O mercado internacional de café vivenciou um ano de 2023 marcado por expressivas altas nas cotações, especialmente no segmento arábica da Bolsa de Nova York (ICE Futures US), referência global para a comercialização. O consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, destaca que o período foi caracterizado por movimentos bruscos e intensos nos preços, notadamente em dezembro.

A transição de um cenário de baixo potencial produtivo no Brasil, devido a geada e seca nas safras de 2021 e 2022, para um ano de safra abundante em 2023, não ocorreu de forma linear, como esperado. Barabach destaca que o El Niño, mesmo classificado como moderado, trouxe episódios severos, como bolsões de calor extremo no Brasil, reavivando memórias de eventos prejudiciais à produção, como em 2016.

O café arábica na ICE US começou 2023 cotado em torno de 165 cents, impulsionado pelo otimismo produtivo com chuvas no Brasil. No entanto, a pressão vendedora reduziu os preços para 145 cents. Correções ocorreram, mas a safra brasileira avançando trouxe aumento na oferta e interesse crescente dos produtores em negociar, pressionando novamente as cotações para perto de 145 cents.

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Após desenhar um fundo gráfico em torno de 145 cents, o mercado teve uma guinada de alta, impulsionada pela entressafra e postura mais cautelosa dos vendedores. Fatores como o conflito no Oriente Médio, aumento no petróleo e a redução nos estoques certificados na ICE US contribuíram para essa guinada.

A flutuação cambial, queda do dólar e dúvidas produtivas para a safra brasileira de 2024, devido às altas temperaturas relacionadas ao El Niño, foram adicionadas à equação. O mercado passou a precificar preocupações com a oferta, levando o preço do café em NY para 200 cents no final de 2023, acumulando uma valorização de 19% no contrato de março. Um ano positivo para os produtores, considerando a recuperação na produção de arábica no Brasil e um ritmo mais lento na demanda global da indústria.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de soja dos EUA seguem 20% abaixo do ano passado, enquanto embarques de milho avançam 26%, aponta USDA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu mais recente relatório semanal de embarques de grãos, confirmando o forte desempenho das exportações norte-americanas de milho e o ritmo ainda mais lento da soja em comparação com a temporada anterior.

Os dados referentes à semana encerrada em 11 de junho mostram que os embarques de soja e milho ficaram dentro das expectativas do mercado, enquanto o trigo apresentou resultado inferior ao esperado pelos analistas.

O relatório é acompanhado de perto por agentes do agronegócio mundial por servir como importante indicador da demanda internacional pelos grãos produzidos nos Estados Unidos, principal concorrente do Brasil no mercado global.

Embarques de soja permanecem abaixo da temporada passada

De acordo com o USDA, os Estados Unidos embarcaram 522,687 mil toneladas de soja na última semana, volume situado dentro da faixa projetada pelos operadores, que variava entre 345 mil e 600 mil toneladas.

Apesar do desempenho semanal positivo, o acumulado da safra 2025/26 ainda demonstra desaceleração em relação ao ano anterior.

Até o momento, os embarques norte-americanos de soja somam 36,596 milhões de toneladas, resultado 20% inferior ao registrado no mesmo período da temporada passada.

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O cenário reforça a forte concorrência no mercado internacional de soja, especialmente diante da ampla oferta brasileira e do avanço das exportações da América do Sul nos últimos meses.

Milho mantém ritmo forte e supera temporada anterior

No milho, os números seguem impressionando o mercado internacional.

Os embarques semanais alcançaram 1,637 milhão de toneladas, dentro das projeções que variavam entre 1,5 milhão e 2 milhões de toneladas.

Com esse resultado, o volume total embarcado pelos Estados Unidos na temporada chega a 65,614 milhões de toneladas, um crescimento de 26% em comparação ao mesmo período do ciclo anterior.

O desempenho confirma a forte demanda global pelo cereal norte-americano e reforça a competitividade dos Estados Unidos no comércio internacional de milho.

Segundo a analista internacional Karen Braun, o ritmo atual das exportações é historicamente elevado.

Ela destaca que os embarques de soja vêm permanecendo acima da média semanal há vários meses, enquanto os volumes de milho continuam muito superiores aos padrões históricos.

A especialista observa ainda que, na semana anterior, os embarques de milho ultrapassaram a marca de 2 milhões de toneladas pela quinta vez no atual ano comercial, um desempenho considerado raro dentro das mais de quatro décadas de registros disponíveis.

Trigo decepciona e fica abaixo das expectativas

Diferentemente da soja e do milho, os embarques de trigo apresentaram desempenho mais fraco.

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O USDA informou exportações semanais de 334,292 mil toneladas, abaixo da faixa esperada pelo mercado, que variava entre 350 mil e 550 mil toneladas.

Com o início do ano comercial 2026/27 para o trigo em 1º de junho, o volume acumulado de embarques alcança 554,075 mil toneladas.

O resultado representa uma queda de 6% em relação ao registrado no mesmo período da temporada anterior.

Mercado acompanha demanda global por grãos

Os números divulgados pelo USDA reforçam o atual cenário de forte demanda mundial por milho, ao mesmo tempo em que evidenciam os desafios enfrentados pela soja norte-americana para recuperar participação no mercado internacional.

Para produtores, exportadores e tradings, os dados seguem sendo um importante termômetro da competitividade dos Estados Unidos e da dinâmica global do comércio de grãos.

Nas próximas semanas, o mercado continuará monitorando o avanço da safra norte-americana, o comportamento da demanda internacional e a competitividade das exportações brasileiras, fatores que devem influenciar diretamente a formação dos preços globais de soja, milho e trigo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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