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Café, a bebida que ganha dois meses de comemoração no Brasil

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Somos o maior produtor e exportador de café do mundo, além do segundo maior consumidor, atrás apenas dos Estados Unidos. Essa paixão nacional pela bebida é tão intensa que merece ser celebrada não apenas em um, mas em dois meses consecutivos: o Mês Nacional do Café, em maio, e o Mês Mundial do Café, em abril.

O café vai além de uma simples bebida para despertar pela manhã. É um ritual diário, uma pausa para apreciar o sabor e o aroma dessa bebida que conquistou o paladar de milhões de pessoas.

Seja quente ou gelado, expresso ou coado, em dias frios ou quentes, o queridinho dos lares brasileiros está presente em todas as ocasiões, desde a hora de acordar e, para os mais aventureiros, até antes de dormir. Tem gente que o consome para começar o dia com produtividade, ao mesmo tempo que há quem prefira uma xícara somente para relaxar após um dia atarefado.

Entre 2019 e 2023, a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), em parceria com o Instituto Axxus, descobriu que 81% das pessoas têm o hábito de tomar café. Dentre os 4,2 mil entrevistados, 29% consomem mais de seis xícaras por dia, enquanto 46% ficam entre três e cinco xícaras.

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A verdade é que não há regras para o consumo dessa bebida, que, muito mais do que um hábito, é um momento de prazer e de conexão com a cultura do nosso país.

Mas o que faz do café um verdadeiro símbolo nacional?

Um dos maiores fatores que contribui para a sua popularidade é a qualidade dos cafés nacionais. O Brasil é conhecido pela diversidade de suas regiões produtoras, cada uma com suas características de solo, clima e altitude, que conferem sabores únicos aos grãos. Essa riqueza permite que os brasileiros produzam bebidas com notas sensoriais distintas, que agradam a todos os paladares.

Além disso, o café está intrinsecamente ligado à nossa história e identidade cultural, representando uma das principais atividades econômicas do país. Segundo a Conab, somente no ano passado, o consumo no Brasil correspondeu a 55,07 milhões de sacas produzidas na safra e, a cada dia, cria tendências que impulsionam um novo perfil de consumidores brasileiros.

Um exemplo disso são as famosas cafeterias especializadas, que usam diferentes técnicas criativas para a preparação do café para colocá-lo à mesa como um elemento da gastronomia. É um universo de possibilidades: expresso, cappuccino, macchiato, chemex, aeropress… Todas as variações despertam a curiosidade dos consumidores, que tentam reproduzir as receitas dentro de casa, por meio de prensas francesas e cafeteiras de cápsulas.

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O café é um símbolo de tradição e modo de vida e, cada vez mais, os brasileiros valorizam a sua importância para a identidade histórica, econômica e cultural do nosso país. Portanto, que o Mês Nacional do Café seja um momento de apreciar as possibilidades dos grãos brasileiros, levando essa paixão para o mundo.

Por Bruna Malta, produtora de café e fundadora do Olinto Café

Fonte: Mention

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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