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Cadastro de Propriedades Rurais em Goiás: Processo Totalmente On-line a Partir de Outubro

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A partir de hoje, 1º de outubro, os agropecuaristas de Goiás podem realizar o cadastro de suas propriedades rurais de maneira totalmente on-line, por meio do Sistema de Defesa Agropecuária (Sidago). Esta nova medida, introduzida pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), permite a inserção remota de documentos obrigatórios, eliminando a necessidade de comparecer a uma unidade regional ou local da Agência. O intuito é facilitar e agilizar o processo de cadastramento, tornando-o mais acessível para os produtores.

José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agrodefesa, enfatiza que o autocadastro no Sidago representa um avanço significativo promovido pelo Governo de Goiás para modernizar os procedimentos e proporcionar mais eficiência aos agropecuaristas.

“Com essa nova funcionalidade, todo o processo pode ser realizado digitalmente, sem que o produtor precise se deslocar até uma unidade da Agrodefesa. Esperamos um aumento no número de cadastros, o que beneficiará o setor, pois, ao conhecer as propriedades produtivas, a Agência poderá planejar melhor suas ações, atividades e programas voltados para garantir a sanidade agropecuária no Estado, resultando, consequentemente, em alimentos de maior qualidade em Goiás”, destaca.

O autocadastro foi desenvolvido pela Gerência de Tecnologia da Agrodefesa, a partir da identificação de necessidades do setor produtivo rural. Atualmente, o cadastro deve ser feito presencialmente, com o produtor levando a documentação necessária a uma unidade da Agrodefesa. Com a nova funcionalidade, os documentos poderão ser anexados pelo próprio produtor no Sidago, durante o processo de cadastro digital. Após essa etapa, os documentos serão avaliados por um servidor da Agência, e, se aprovados, o cadastro será liberado junto com a senha de acesso ao Sidago, que será enviada ao agropecuarista, conforme explica Carlos Howes, gerente de Tecnologia da Agrodefesa.

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Passo a Passo do Cadastro

Os produtores rurais com Inscrição Estadual ativa na Secretaria de Estado da Economia e que ainda não estão cadastrados no Sidago devem acessar o site https://sidago.agrodefesa.go.gov.br/ para iniciar o procedimento. Na página inicial, é necessário selecionar a opção “CADASTRAR SUA PROPRIEDADE”, escolher o tipo de usuário, preencher os dados pessoais e informar a Inscrição Estadual da propriedade, além de completar a ficha cadastral.

Em seguida, será possível anexar os documentos obrigatórios para análise e concluir o processo, aguardando a aprovação de um servidor responsável pela unidade veterinária ou município da propriedade. “A aprovação seguirá o mesmo procedimento atualmente em vigor, sendo realizada por um servidor da Agência que terá acesso às informações para avaliação e validação”, detalha Carlos.

A Agrodefesa também disponibilizou um manual de autocadastro no Sidago, com orientações sobre o processo, acessível no link: www.goias.gov.br/agrodefesa.

Importância do Cadastro

José Ricardo Caixeta Ramos ressalta que o cadastro de propriedades rurais junto à Agrodefesa é uma exigência legal no Estado e é fundamental para que os produtores possam realizar outras ações, como o cadastro de lavouras de soja. A Agrodefesa alerta ainda os produtores de soja sobre a obrigatoriedade de cadastrar suas lavouras, conforme a Instrução Normativa nº 06/2024, que determina que o cadastro deve ser feito eletronicamente a cada nova safra no Sidago. O prazo máximo para o cadastramento é de 15 dias após o término do calendário de semeadura da soja, que nesta safra encerra em 2 de janeiro de 2025.

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Além disso, a regularização do cadastro de propriedades rurais no Sidago é crucial para que os agropecuaristas possam emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), um documento oficial para o transporte de animais no Brasil, contendo informações essenciais sobre a rastreabilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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