AGRONEGÓCIO

Cada vez mais acessíveis, soluções de precisão são o caminho para a sustentabilidade na agricultura

Publicado em

A inovação e o avanço tecnológico ocorrem com agilidade no agronegócio, que atualmente passa por um amplo processo de digitalização e automação dos processos nas lavouras. A Valtra sempre esteve na vanguarda desse movimento e possui produtos que atendem as mais diversas produções, inclusive com opções de tratores preparados para o uso de agricultura de precisão em diversas faixas de potência.

“Na Valtra temos o Valtra Connect, um sistema de telemetria que apoia no gerenciamento a distância da frota do produtor. Ao usar essa tecnologia, o agricultor pode alcançar muitos benefícios como economia de combustível e menor tempo de máquina parada, além de garantir maior acuracidade nas decisões tomadas em todo o ciclo de produção. Por isso, estamos empenhados para que essa solução esteja cada vez mais presente em nossos equipamentos, disponíveis ao maior número possível de produtores rurais”, comenta Diego Lopes, gerente de tecnologias Fuse.

Com o Valtra Connect, é possível acessar informações dos equipamentos, como níveis de combustível, percurso realizado, estatísticas, horímetro, códigos de falha, dados de desempenho e geração de relatórios. Com esses dados em mãos, o produtor realiza melhorias de desempenho em tempo real, assim como planeja melhor as operações da próxima safra. “Ferramentas como essa permitem importantes avanços na produtividade e rentabilidade, ao mesmo tempo que garante a otimização de insumos, ou seja, é um caminho que viabiliza a sustentabilidade no campo”, argumenta Lopes.

Leia Também:  Marcas do Agro Brasileiro Avançam no Mercado Internacional e Apostam em Exportações de Valor Agregado

Presente no AgroBIT, evento focado na divulgação de inovações que ocorre nos dias 7 e 8 de novembro em Londrina (PR), a Valtra traz em seu estande os últimos lançamentos da marca:

Pulverizador série R5: Equipamento que conta com o inovador Liquid Logic, sistema inteligente que melhora a agitação proporcional do tanque de calda, além de contar com régua eletrônica que controla o volume carregado e mostra sua leitura correta em tempo real. Além disso, sua barra possui recirculação, o que evita o desperdício de produto, e um sistema de limpeza automática, em que o operador faz a limpeza de todo o sistema de pulverização sem sair da cabine.

Trator A144 HiTech: Com 145 cavalos de potência, é uma máquina preparada para trabalhar nas mais variadas situações. Seu motor eletrônico AGCO Power de 4 cilindros possibilita o máximo de eficiência com o menor consumo de combustível, além da transmissão PowerShift com troca de marchas automática. Sua concepção única alia robustez e eficiência nas operações, que contam com o auxílio de soluções digitais de precisão.

Leia Também:  SEM ESTOQUE: Deputados cobram ações do Ministro da Agricultura em reunião da Câmara

Trator T250 CVT: Máquina que se tornou uma referência na sua faixa de potência, com destaque para seu câmbio CVT. Esse tipo de transmissão é continuamente variável, ou seja, possui variações infinitas de marchas e rotações. Na prática isso significa que, independentemente do trabalho que realiza, o maquinário exerce o manejo com o máximo de eficiência ao mesmo tempo em que economiza recursos como desgaste de peças e consumo de combustível.

Nova Plantadeira Valtra Momentum: Implemento desenvolvido no Brasil que revolucionou o mercado pelo seu conceito dobrável, o que facilita o transporte pela propriedade. Está disponível nos tamanhos de 18, 20, 22 e 24 linhas, nas opções para só sementes ou sementes e fertilizantes. Com capacidade para 3.500 quilos de sementes, a plantadeira possui um sistema inteligente que gerencia seu peso ao longo do chassi, o que reduz a compactação e promove o plantio perfeito. Também possui sensores que nivelam as linhas, copiando perfeitamente o terreno. Para a deposição de fertilizantes, conta com exclusivo sistema capaz de realizar aplicações com taxa fixa, taxa variável e controle de sessões, reduz assim sobreposições e desperdícios.

Fonte: Valtra

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo

Published

on

Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.

O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.

A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.

A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.

A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.

Isan Rezende

INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.

Leia Também:  Licitação para compra de materiais abre caminho para construção da Vila Militar em Lucas do Rio Verde

Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.

Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.

O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.

No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.

Leia Também:  Intérpretes de Libras tornam desfiles na Sapucaí acessíveis

Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.

Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.

Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.

Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA