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“Cada conquista da nossa gestão foi planejada e executada com a dedicação dos servidores públicos”, agradeceu o prefeito Emanuel Pinheiro durante a cerimônia do Prêmio de Modernização

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Emocionado, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, agradeceu aos mais de 20 mil servidores públicos da administração municipal pelo esforço e empenho na construção diária de uma capital cada vez melhor. Nesta quinta-feira (31), ao lado da primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, o prefeito entregou o Prêmio de Modernização no Serviço Público 2024 e o Prêmio Servidor Eficiente. Foram seis projetos premiados, além de 23 servidores homenageados. A solenidade foi realizada durante a 2ª edição da Feira Integrativa dos Servidores.

“Agradeço especialmente à Secretaria de Gestão, que coordenou com dedicação este evento em homenagem aos servidores públicos. Comemoramos o Dia do Servidor Público em 28 de outubro, mas a verdade é que o trabalho e o valor dos servidores merecem ser reconhecidos todos os dias. Desde que assumi o primeiro mandato, em 2017, sempre deixei claro: não quero o servidor público atrás de mim nem à minha frente. Quero o servidor ao meu lado, valorizado, respeitado, motivado e incentivado. E é isso que buscamos fazer ao longo desses quase oito anos de mandato”, afirmou o prefeito.

Ao final de sua gestão, preparando-se para passar a faixa ao prefeito eleito em 1º de janeiro, Emanuel Pinheiro ressaltou o orgulho de ver Cuiabá mais avançada do que quando assumiu a administração, em 2017. Ele destacou que essa evolução foi possível graças ao comprometimento e à dedicação dos servidores, que se empenharam diariamente para melhorar a cidade e prestar um atendimento de qualidade à população. “Cada conquista da nossa gestão foi planejada e executada com a dedicação de vocês, em cada secretaria que trabalhou incansavelmente para atender às necessidades da população”, completou.

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Valorizar o servidor público, destacou o prefeito, vai além de pagar salários e benefícios – algo que é uma obrigação básica. Para ele, valorizar significa também garantir boas condições de trabalho, respeito e um ambiente livre de assédio, onde cada servidor é respeitado em sua individualidade e estilo de trabalho. “É saber liderar e também ser liderado, reconhecendo a importância de cada homem e mulher que serve ao público com dedicação”, enfatizou.

Ser servidor público, concluiu, é mais do que um cargo; é uma vocação, uma escolha de vida e uma missão pessoal. “É por isso que admiro tanto cada um de vocês, que ajudaram a transformar Cuiabá em uma cidade melhor para todos.”

“É uma grande satisfação estarmos juntos hoje, celebrando essa ocasião tão especial para os servidores e para a nossa cidade. Hoje, mais do que nunca, vemos o talento, a dedicação e o compromisso dos nossos servidores, que vão além do trabalho diário, revelando o que há de melhor em cada um de vocês”, disse a primeira-dama, Márcia Pinheiro.

A secretária municipal de Gestão, Ellaine Mendes, destacou o sucesso da iniciativa. “A feira é uma prova de como nós, servidores, além de desempenharmos nosso trabalho com dedicação na administração, buscamos meios de diversificar nossa renda. Este já é o segundo ano da feira, e o sucesso foi tanto que tivemos que interromper as inscrições devido à alta demanda – inclusive, improvisamos tendas para abrigar todos. A feira reflete a valorização que o prefeito e a primeira-dama sempre colocam em prática, andando ao lado dos servidores e promovendo a humanização que nossa gestão prioriza. Hoje também é um dia especial pela entrega dos prêmios de Modernização no Serviço Público e Servidor Eficiente. “A administração pública é como uma grande engrenagem, e todos são essenciais para que o trabalho funcione de maneira eficaz. Não basta que o prefeito ofereça as melhores diretrizes; é preciso que trabalhemos em equipe para alcançar resultados”

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Premiação:

A grande vencedora do Prêmio de Modernização integra o quadro de servidores da Secretaria Municipal de Saúde: Renata da Silva Leite. Ela apresentou o projeto “Práticas Sustentáveis em Unidades de Saúde” e recebeu um carro zero km.

O segundo lugar, Júlio Carlos da Silva, ganhou um iPhone 15 pelo projeto “Grifos: Sistema de Gestão Estratégica de Cuiabá.”

O terceiro colocado é o projeto EcoCuiabá, de Andrielli Rodrigues, que atua na Secretaria Municipal de Educação. A premiação é uma viagem em território nacional de até R$ 5 mil.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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