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BRDE movimenta R$ 1,26 bilhão no agro paranaense e reforça presença no Show Rural Coopavel 2026

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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou o ano de 2025 com R$ 1,26 bilhão em contratações voltadas ao agronegócio no Paraná, consolidando o setor como o principal motor das operações no estado. Foram 3.621 contratos assinados, volume similar ao registrado no ano anterior, mas com crescimento de 10% nas operações da safra, que somaram R$ 850 milhões apenas no segundo semestre.

O resultado reforça a importância do crédito rural na economia paranaense e prepara o cenário para a participação ampliada do BRDE no Show Rural Coopavel 2026, que ocorre entre 9 e 13 de fevereiro, em Cascavel (PR) — uma das maiores feiras agropecuárias da América Latina.

Crédito de longo prazo impulsiona produtividade e competitividade do agro

Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, os números confirmam o papel estratégico do banco como financiador de longo prazo para um setor que sustenta a economia do estado.

“O agro tem uma dinâmica que exige planejamento, previsibilidade e acesso a crédito em condições adequadas. O BRDE atua para viabilizar investimentos que se traduzem em produtividade, renda e valor agregado, fortalecendo as cadeias que movimentam a economia real do Paraná”, destacou o dirigente.

Pronaf e PCA lideram contratações e reforçam foco em armazenagem e agricultura familiar

Entre as linhas de crédito, o destaque ficou com o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), responsável por R$ 422,9 milhões em 3.259 contratos — voltados principalmente para modernização produtiva e compra de equipamentos.

Na sequência, o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) movimentou R$ 277,6 milhões em 25 operações, voltadas à expansão da capacidade de armazenagem, ponto crítico para reduzir perdas e melhorar a logística do agro paranaense.

O Prodecoop, voltado ao cooperativismo, também teve papel relevante, com R$ 178,1 milhões distribuídos em 38 contratos, apoiando modernização e ampliação de cooperativas agroindustriais.

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Outras linhas que ganharam espaço foram o Inovagro (R$ 96,5 milhões) e o RenovAgro (R$ 40,4 milhões), voltadas à inovação tecnológica e sustentabilidade ambiental no campo.

Banco do Agricultor Paranaense destina R$ 133 milhões em 2025

O Banco do Agricultor Paranaense, programa criado pelo Governo do Paraná em parceria com o BRDE e coordenado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), continua fortalecendo o crédito rural estadual.

Somente em 2025, foram R$ 133 milhões aplicados em 985 projetos, representando 27% das operações rurais do banco.

Desde o início do programa, em 2021, o volume total investido soma R$ 414 milhões distribuídos em 2.927 projetos, voltados a modernização de propriedades, inovação e sustentabilidade.

Crédito como motor da transformação produtiva

De acordo com o diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, o avanço no agro reflete uma estratégia de expansão sustentável e tecnicamente sólida.

“Nosso desempenho no campo mostra que é possível crescer com segurança e responsabilidade. O foco está em projetos com impacto econômico real, alinhados à capacidade de pagamento e à sustentabilidade de longo prazo”, afirma Neves.

As operações do banco abrangem desde a produção primária até a agroindústria, priorizando modernização tecnológica, eficiência produtiva e ampliação logística, elementos fundamentais para reduzir custos e elevar a competitividade da cadeia agroindustrial.

Show Rural Coopavel 2026: inovação, conteúdo e relacionamento

Com um estande estruturado para aproximar o banco de produtores, cooperativas e empresas, o BRDE prepara uma programação especial durante o Show Rural Coopavel 2026.

Além do atendimento técnico, o espaço contará com uma mesa de podcast, voltada a entrevistas com produtores, empresários e autoridades, discutindo tendências, inovação e desafios do agronegócio brasileiro.

Segundo o superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke, o evento é uma oportunidade estratégica para reforçar vínculos com o setor.

“O Show Rural é uma vitrine essencial para fortalecer nossa presença no campo e apresentar soluções financeiras sob medida para quem investe e transforma o agro paranaense”, afirmou.

Programação inclui lançamentos, palestras e novas parcerias

Durante o evento, o banco realizará palestras técnicas, assinaturas de convênios e entrega de certificados a entidades do Oeste paranaense apoiadas por mecanismos de incentivo fiscal.

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Entre as ações confirmadas, está o lançamento da nova etapa do BRDE Labs, iniciativa voltada à inovação, empreendedorismo e soluções para o desenvolvimento regional.

O estande também sediará um café da manhã com clientes e parceiros, voltado à troca de experiências e discussão de novos ciclos de investimento e crescimento sustentável.

BRDE celebra 65 anos com foco em inovação e sustentabilidade

A presença no Show Rural 2026 também fará parte das celebrações pelos 65 anos do BRDE, a serem completados neste ano.

Desde sua criação, o banco tem sido protagonista no financiamento do desenvolvimento do Sul do Brasil, apoiando ciclos de industrialização, modernização agropecuária e expansão da infraestrutura.

Nos últimos anos, a instituição passou a integrar à sua agenda os pilares de inovação, sustentabilidade e inclusão social, reafirmando seu compromisso com um desenvolvimento regional equilibrado e duradouro.

Desempenho operacional: mais crédito e mais investimentos no Estado

Em 2025, o BRDE registrou 5.707 novas operações e atingiu R$ 2,24 bilhões em contratações no Paraná, um avanço de 8,4% em relação a 2024.

Na Agência Curitiba, o volume de crédito saltou 48%, de R$ 3 bilhões para R$ 4,44 bilhões, com mais da metade direcionada a produtores rurais e micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

A carteira de crédito ativa do banco ultrapassou R$ 8,5 bilhões no Estado, consolidando o BRDE como um dos principais agentes de fomento econômico e financeiro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol volta a ser mais vantajoso que a gasolina em junho após queda de preços, aponta levantamento da Veloe/Fipe

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O etanol voltou a oferecer maior vantagem econômica em relação à gasolina para os proprietários de veículos flex em junho. Levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, desenvolvido com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostra que a relação entre os preços médios do etanol e da gasolina caiu para 67,9%, o menor nível registrado desde março de 2024 e abaixo do patamar de 70%, considerado referência para tornar o biocombustível mais vantajoso.

O resultado representa uma mudança importante no mercado de combustíveis, após meses em que essa relação permaneceu próxima ou acima do limite considerado ideal para o abastecimento com etanol.

Oferta maior de etanol impulsiona competitividade

A principal razão para a melhora na competitividade foi a queda de 4,7% no preço médio do etanol hidratado em relação a maio, o maior recuo entre todos os combustíveis monitorados.

Em junho, o litro do etanol foi comercializado, em média, por R$ 4,265 no Brasil. Nas capitais, o valor médio ficou em R$ 4,425.

O movimento acompanha o avanço da moagem da safra 2026/27 de cana-de-açúcar no Centro-Sul, que elevou a oferta do biocombustível e aumentou sua competitividade frente à gasolina.

Nas capitais brasileiras, a relação entre etanol e gasolina também melhorou, alcançando 68,5%, embora ainda existam diferenças regionais na viabilidade econômica do combustível.

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Gasolina e diesel também recuam em junho

Os combustíveis derivados do petróleo também apresentaram redução de preços ao longo do mês, porém em intensidade menor.

A gasolina comum registrou queda de 0,3%, encerrando junho com preço médio de R$ 6,727 por litro. A gasolina aditivada teve retração semelhante, chegando a R$ 6,866.

Entre os combustíveis destinados ao transporte de cargas, o diesel comum caiu 2%, sendo comercializado a R$ 6,988 por litro, enquanto o diesel S-10 recuou 1,4%, para R$ 7,111.

O único combustível que apresentou alta foi o GNV (Gás Natural Veicular), cujo preço médio aumentou 1,4%, atingindo R$ 4,654 por metro cúbico.

Diesel ainda lidera altas acumuladas em 2026

Apesar da sequência de quedas observada nos últimos dois meses, o acumulado de 2026 ainda revela forte pressão sobre os derivados de petróleo.

O diesel continua sendo o combustível com maior valorização no ano:

  • Diesel S-10: +15,1%
  • Diesel comum: +14,1%
  • Gasolina comum: +7,1%
  • Gasolina aditivada: +6,8%

Na contramão, o etanol é o único combustível que apresenta queda acumulada no primeiro semestre, com recuo de 4,7%.

Comparação com junho de 2025 mantém tendência

Na comparação anual, os combustíveis fósseis continuam mais caros.

Em relação a junho de 2025, os preços acumulam:

  • Diesel S-10: +16%
  • Diesel comum: +15%
  • Gasolina comum: +6,6%
  • Gasolina aditivada: +6,2%
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Já o etanol registra queda de 0,9% em 12 meses, enquanto o GNV acumula redução de 3,4%.

Cenário internacional segue influenciando os combustíveis

Segundo Mauro Kondo, superintendente de Negócios B2B da Veloe, o mercado iniciou um processo de estabilização, embora as pressões acumuladas ao longo do primeiro semestre ainda estejam presentes.

De acordo com o executivo, a principal mudança ocorreu justamente no etanol, cuja maior disponibilidade elevou sua competitividade frente à gasolina, enquanto os derivados do petróleo continuam sendo influenciados tanto pelo mercado internacional quanto pela dinâmica dos repasses internos.

O levantamento destaca que a queda dos preços do etanol foi favorecida pelo avanço da safra brasileira de cana-de-açúcar, enquanto o mercado internacional de petróleo apresentou um ambiente menos pressionado após a redução parcial dos riscos logísticos relacionados ao transporte marítimo pelo Estreito de Hormuz.

Demanda elevada limita quedas maiores

Apesar da melhora observada em junho, o estudo aponta que a demanda doméstica continua sustentando os preços dos combustíveis.

O bom nível de atividade econômica e o elevado volume de transporte rodoviário mantêm o consumo aquecido, reduzindo a velocidade dos repasses das quedas de custos ao consumidor final e limitando reduções mais expressivas nos preços praticados nos postos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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