AGRONEGÓCIO

Brasil se torna o primeiro país do mundo a exportar frango para Israel

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O Brasil conquistou um mercado histórico para exportação de carne de frango, ao se tornar o primeiro país do mundo a fornecer esse produto para Israel.

Essa conquista, que ressalta a credibilidade e a confiança no agronegócio brasileiro, foi anunciada oficialmente durante uma coletiva de imprensa em Brasília.

Israel, conhecido por ser um dos maiores consumidores per capita de carne de frango do mundo, demonstrou um interesse crescente em cortes de maior valor agregado, como o peito de frango e o popular “shawarma”, que é uma carne grelhada tradicionalmente servida em sanduíches.

O acordo de exportação agora permite que o Brasil atenda a essa demanda específica, aumentando as oportunidades de negócios e fortalecendo ainda mais os laços comerciais entre os dois países.

O sistema brasileiro de defesa agropecuária também desempenhou um papel crucial nesse marco histórico, pois garante que os produtos atendam aos mais altos padrões de segurança alimentar.

Esse reconhecimento da competência brasileira na produção e exportação de carne de frango fortalece ainda mais a posição do Brasil como um grande jogador no mercado global de alimentos.

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Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária estão em Israel, onde mantiveram, ao longo da semana, reuniões com autoridades sanitárias locais e realizaram visitas a estabelecimentos produtivos para coletar informações sobre o processo de produção “kosher” (adequado aos preceitos do judaísmo), ao qual as empresas exportadoras para Israel deverão aderir.

O abate e o processamento “kosher” não afetam a inocuidade dos produtos nem o cumprimento de preceitos de bem-estar animal.

A abertura do mercado israelense é resultado da estreita coordenação entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), em parceria com o setor privado nacional.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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