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Brasil Fortalece Negociações de Proteínas com o México

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) esteve envolvida, na última quinta-feira (29), em uma série de reuniões importantes lideradas pelos Secretários de Relações Internacionais e de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Roberto Serroni Perosa e Carlos Goulart, na Cidade do México. A missão teve como objetivo fortalecer as relações comerciais entre Brasil e México no setor de proteínas.

Durante a visita, Luis Rua, diretor de mercados da ABPA, e Nayara Dalmolin, coordenadora de marketing da associação, participaram de uma iniciativa conjunta com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a Embaixada do Brasil no México. Esse evento de promoção de negócios contou com a presença de representantes de mais de dez empresas brasileiras, além de autoridades como os Secretários Perosa e Goulart e o Embaixador do Brasil no México, Fernando Coimbra.

Em sua apresentação, Luis Rua ressaltou a importância do Brasil como um parceiro estratégico para o México na oferta de alimentos, destacando a alta qualidade dos produtos brasileiros, o rigor sanitário e a sustentabilidade da produção nacional. O foco principal esteve nas carnes de aves, suína, ovos e material genético avícola, com o intuito de reforçar a segurança alimentar do país norte-americano.

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A agenda incluiu ainda encontros com representantes do Governo Mexicano e com o Conselho Mexicano da Carne (Comecarne). Um dos avanços significativos mencionados por Rua foi o restabelecimento do fluxo de genética avícola para o México, que é o maior importador deste segmento do Brasil. Ele também apontou expectativas positivas para a retomada das exportações de carne de aves do Rio Grande do Sul e para as negociações tarifárias, que podem beneficiar tanto a avicultura quanto a suinocultura brasileiras.

O México é atualmente o nono maior destino das exportações brasileiras de carne de frango, com 108,5 mil toneladas exportadas entre janeiro e julho deste ano, um aumento de 8,4% em relação ao mesmo período de 2023. O crescimento nas exportações de carne suína para o país foi ainda mais expressivo, com um salto de 150,4%, totalizando 19,1 mil toneladas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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