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Brasil e Singapura firmam acordo para garantir comércio de carne suína durante surto de Peste Suína Africana

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Na última quarta-feira, 15 de janeiro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) do Brasil assinou um acordo de regionalização com Singapura, visando garantir a continuidade do comércio de carne suína e seus derivados no país, mesmo diante de um possível surto de Peste Suína Africana (PSA).

A medida, que já entrou em vigor, estabelece que as exportações podem prosseguir desde que a doença seja controlada dentro de uma zona restrita e que as práticas de controle sanitário sigam as diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Com esse acordo, o comércio de carne suína entre os dois países se torna mais seguro e previsível, beneficiando as indústrias de ambos os lados.

De acordo com Marcelo Mota, diretor do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, o protocolo é resultado do reconhecimento das autoridades de Singapura quanto à eficiência do serviço veterinário oficial do Brasil e ao comprometimento do setor produtivo com a segurança alimentar.

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O Brasil, que está livre da Peste Suína Africana desde 1988, mantém o status de país livre da doença, concedido pela OMSA. Este status, aliado ao novo acordo, abre portas para o mercado exigente de Singapura, um dos mais importantes da Ásia, ampliando as oportunidades comerciais para o Brasil na região.

A Peste Suína Africana é uma doença viral altamente contagiosa que afeta suínos domésticos e selvagens, causando sérios danos econômicos à indústria. Embora a PSA não represente risco para a saúde humana, pode gerar perdas significativas na produção de carne suína. O Brasil, como um dos maiores exportadores de carne suína do mundo, vê em Singapura um mercado crucial para a expansão de suas exportações.

Com informações da assessoria de imprensa do Mapa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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