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Brasil e Estados Unidos Lideram Ranking de Menores Custos na Produção de Frangos de Corte em 2023

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O Brasil e os Estados Unidos registraram, em 2023, os menores custos de produção de frangos de corte em comparação a três países da União Europeia – Holanda, Alemanha e Polônia. Os dados são do estudo anual conduzido pelo Instituto de Pesquisa em Economia da Universidade de Wageningen, na Holanda, sob a coordenação do pesquisador e economista especializado em avicultura Peter van Horne. O levantamento tem como objetivo avaliar a competitividade global do setor, utilizando uma metodologia desenvolvida para comparar os custos de produção entre diferentes mercados.

No caso do Brasil, os dados analisados referem-se a um aviário climatizado com pressão positiva localizado no estado do Paraná e foram fornecidos pela Embrapa Suínos e Aves (Concórdia/SC). O pesquisador da área de socioeconomia Marcelo Miele destaca a relevância da divulgação desses números para os agentes da cadeia produtiva brasileira.

O estudo revelou que as granjas brasileiras apresentam o menor custo de produção entre os países avaliados, com um valor de R$ 4,53 por quilograma de frango vivo, seguidas pelos Estados Unidos, com R$ 5,23/kg. Na outra ponta, a Alemanha registrou o maior custo, alcançando R$ 6,08/kg. Para essa análise, foram considerados fatores como custo da ração, aquisição de pintos de um dia, mão de obra, infraestrutura e outros insumos. No quesito instalações, o estudo levou em conta gastos com manutenção, depreciação e juros sobre o capital investido.

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Wageningen Economic Research

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços de fertilizantes e defensivos recuam após pico da crise e aliviam custos da safra 2026/27

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Os preços dos principais insumos agrícolas começaram a apresentar recuos relevantes nas últimas semanas, trazendo um alívio parcial para os custos de produção da safra 2026/27. O movimento ocorre após o mercado atingir o pico da crise em abril, período marcado por forte pressão internacional sobre fertilizantes e defensivos agrícolas.

De acordo com análises de mercado, houve queda nas cotações da ureia, do sulfato de amônio e também dos princípios ativos utilizados pela indústria de defensivos na China, principal fornecedora global de matérias-primas para o setor.

A redução já começa a ser percebida no mercado brasileiro, especialmente nos fertilizantes, embora os preços ainda permaneçam acima dos níveis registrados antes das tensões geopolíticas globais que afetaram o comércio internacional de insumos.

Fertilizantes têm impacto maior nos custos da safra

Segundo especialistas em inteligência de mercado, o recuo dos fertilizantes tem peso mais significativo nas contas do produtor rural do que a oscilação observada nos defensivos agrícolas.

Nas últimas semanas, simulações realizadas para a safra 2026/27 mostraram que a diferença no custo por hectare com defensivos ainda é relativamente limitada. Já os fertilizantes seguem sendo os principais responsáveis pelas variações mais expressivas nos custos totais de produção.

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Além disso, a recuperação recente dos preços da soja contribuiu para melhorar parcialmente as margens do produtor, reduzindo a pressão observada nos meses anteriores.

Mercado de defensivos reage mais lentamente

Apesar da tendência de queda, o mercado pede cautela na interpretação dos movimentos. Isso porque fertilizantes e defensivos possuem dinâmicas comerciais diferentes.

No caso dos defensivos agrícolas, a transmissão dos preços entre origem e destino costuma ocorrer de forma mais lenta. Assim, quedas registradas no mercado internacional nem sempre chegam imediatamente ao produtor brasileiro.

O mesmo comportamento ocorre em momentos de alta, quando os reajustes na origem também podem levar algum tempo para impactar os preços internos.

Grande parte do mercado ainda está em aberto

Mesmo com os ajustes recentes, o mercado ainda possui um volume elevado de negociações pendentes para os próximos ciclos produtivos.

Para os defensivos destinados à soja da safra 2026/27, cerca de 55% a 60% do mercado ainda não foi negociado. Já no milho safrinha 2027, aproximadamente 90% dos volumes seguem em aberto.

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Em Mato Grosso, principal estado produtor do país, o ritmo de comercialização avançou mais rapidamente nas últimas semanas, mas ainda existe uma parcela significativa do mercado a ser fechada.

Produtores acompanham cenário internacional

O comportamento das commodities agrícolas, do câmbio e da demanda global por fertilizantes seguirá no radar do setor nos próximos meses. A expectativa é de que o mercado continue sensível às oscilações internacionais, especialmente em relação à China, Rússia e Oriente Médio, regiões estratégicas para o fornecimento global de insumos agrícolas.

Com isso, produtores permanecem atentos às oportunidades de compra, buscando equilibrar custos, margens e riscos diante de um cenário ainda marcado por volatilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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