AGRONEGÓCIO

Brasil e China Fortalecem Parceria Técnica e Comercial em Evento Internacional de Defensivos Agrícolas em São Paulo

Publicado em

Com foco na promoção do agronegócio nacional e no fortalecimento das relações comerciais com a China, Índia e outros mercados estratégicos, a 16ª edição do Brasil AgroChemShow será realizada nos dias 12 e 13 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento reunirá mais de 70 expositores e 1.200 profissionais de fabricantes, distribuidores, consultorias, laboratórios, entre outros setores ligados aos defensivos agrícolas.

Origem e Objetivos do Evento

Flavio Hirata, representante do evento e sócio da consultoria AllierBrasil, destaca que o AgroChemShow foi criado há 20 anos em parceria com a CCPIT Chem-China — órgão do governo chinês que promove empresas no exterior — para aproximar o potencial agrícola do Brasil e da China, então pouco conhecidos entre si. Além da China, o encontro abre oportunidades para negócios com Índia, Rússia, Japão, Canadá, Europa, Estados Unidos e América Latina.

Importância da China no Mercado Brasileiro de Pesticidas

Segundo Hirata, a China tem papel fundamental no mercado de defensivos no Brasil, com uma relação recíproca entre os países. Nos últimos anos, a Índia tem se destacado como nova potência no setor, impulsionando uma maior competitividade. A trajetória de entrada dessas empresas asiáticas no Brasil está alinhada com a atuação pioneira da AllierBrasil, que facilita registro, parcerias e aquisições no setor.

Leia Também:  Exportações de carne de frango crescem 15,4% em outubro
Impactos da Instabilidade Internacional no Mercado de Fertilizantes

A situação no Oriente Médio pode afetar as importações brasileiras de fertilizantes, já que países da região, como o Irã, são fornecedores importantes. Hirata alerta que os preços já estão em alta e podem subir ainda mais, caso restrições ao transporte marítimo persistam. O cenário global exige atenção especial na definição de estratégias comerciais e logísticas, tema que será debatido no evento.

Programação Técnica Atualizada e Relevante

O AgroChemShow contará com palestras de especialistas sobre registro de produtos, nova lei de agrotóxicos, recuperação judicial no setor, controle biológico de pragas e o mercado chinês de insumos. Entre os confirmados estão representantes do Ministério da Agricultura, da CCPIT Chem-China, advogados especializados e pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente.

Inscrições e Ação Social

As inscrições para o evento são feitas por meio da doação de cestas básicas à ONG CrêSer, que atua em São Paulo. Em 2025, já foram arrecadados 2.300 quilos de alimentos. Em 2024, o evento doou 11 toneladas, reforçando seu compromisso com a responsabilidade social, além de ser referência em conteúdo técnico e geração de negócios.

Leia Também:  Enzima Inovadora Converte Óleo de Milho em Combustível Sustentável para Aviação

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural

Published

on

O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.

A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.

Leia Também:  Embrapa e UFPel lançam planilha para cálculo de custos de produção e tratamento da madeira no campo

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.

“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.

Leia Também:  Retomada de frigorífico em Cachoeira Alta abre novas oportunidades para pecuaristas goianos

“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA