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Brasil e China estreitam laços no agronegócio e destacam liderança feminina durante o 10º CNMA

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A relação entre Brasil e China no setor agropecuário ganha mais força com a participação inédita da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC) no 10º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), que acontecerá nos dias 22 e 23 de outubro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP). A estimativa é reunir mais de 3 mil participantes de todo o país.

Participação estratégica da CCIBC

Em sua estreia no CNMA, a CCIBC contará com estande próprio e apoio institucional ao evento. A entidade irá apresentar suas atividades e oferecer orientações a visitantes sobre como estabelecer negócios com a China.

“É muito significativo estarmos no CNMA, já que o agronegócio é a principal base da nossa relação comercial com o Brasil. Assim como aqui, muitas mulheres também lideram grandes empresas do setor na China”, afirma Charles Andrew Tang, presidente da Câmara.

Relações bilaterais e impacto econômico

Tang destacou que eventos como o CNMA ajudam a fortalecer a parceria estratégica iniciada em 2002 entre os dois países. Desde 2009, a China ocupa o posto de maior parceiro comercial do Brasil. Em 2024, o superávit brasileiro com os chineses chegou a quase US$ 80 bilhões.

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Atuação da CCIBC

Fundada em 1986, a CCIBC é a única entidade brasileira reconhecida oficialmente pelo Conselho Chinês para Promoção do Comércio Internacional (CCPIT), pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

A instituição atua como ponte entre empresas brasileiras e chinesas, oferecendo serviços como orientação sobre legislações comerciais, identificação de oportunidades de negócio, emissão de certificados de origem, além de promover missões empresariais, rodadas de negócios, feiras e seminários.

Envolvimento feminino no agro sino-brasileiro

A participação da CCIBC também visa ampliar o diálogo sobre a presença feminina no agronegócio, tanto no Brasil quanto na China. “A presença do nosso maior parceiro comercial no Congresso é fundamental para ampliarmos o conhecimento sobre o papel das mulheres no setor agrícola chinês”, destaca Renata Camargo, gerente de Desenvolvimento e Novos Negócios do Transamerica Expo Center.

Inscrições abertas para o CNMA 2025

As inscrições para o CNMA 2025 já estão abertas e podem ser feitas pelo site oficial do evento: www.mulheresdoagro.com.br/inscricao. Um lote promocional está disponível para os interessados em garantir presença na edição especial do congresso.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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