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Brasil deve iniciar este ano embarques de etanol para SAF

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O Brasil deve iniciar neste ano a exportação de etanol para a indústria de bioquerosene de aviação (SAF, na sigla em inglês). Os volumes ainda serão pequenos porque, por enquanto, só há uma indústria de SAF no mundo voltada para essa rota tecnológica. Mas, na avaliação das usinas brasileiras, esse mercado deve engrenar a partir de 2027. Além disso, a expectativa de executivos do setor é a de que 20% a 30% de todo o SAF que será demandado até o fim desta década seja produzido a partir de etanol.

A Raízen estima que há potencial para que a indústria global de etanol forneça entre 9 bilhões e 12 bilhões de litros ao ano para a indústria de SAF até 2030, o que atenderia até 30% da produção esperada do bioquerosene.

O Brasil não deve ser o único fornecedor, mas pode ser o principal, pois responde por metade do comércio global de etanol. Ademais, a indústria de SAF prioriza fontes renováveis, o que favorece o etanol de cana brasileiro sobre o etanol de milho americano, observa Raphael Nascimento, diretor de novos negócios em trading da Raízen.

Ricardo Carvalho, diretor comercial da BP Bunge, estima que haverá espaço para que o Brasil forneça 5 bilhões de litros de etanol ao ano para a indústria de SAF daqui uma década. Como comparação, esse é o volume esperado de crescimento do consumo do combustível nacional com o aumento da frota brasileira, diz.

A substituição do querosene de origem fóssil pelo bioquerosene (que possui a mesma molécula, o que não demanda adaptação de motores) é a principal estratégia da indústria de aviação para reduzir suas emissões de carbono.

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O acordo liderado pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) prevê que todos os voos internacionais das empresas aéreas terão que reduzir suas emissões a partir de 2027. Isso significa que a indústria de bioquerosene já terá de estar garantindo a oferta necessária até lá. O setor, que responde por 2% das emissões de gases-estufa do planeta, aposta que o SAF garantirá 65% de sua descarbonização.

O etanol não é a única matéria-prima elegível para a produção de SAF e terá de competir com sete rotas, como a de óleos vegetais e usados (HEFA) na Europa, mais consolidada. Mas estudos da IATA indicam que o etanol tende a ser a opção mais competitiva. Um documento da organização de 2022 indicava que, na época, o biocombustível tinha o menor preço mínimo necessário para venda, junto com as gorduras (uma das opções de HEFA).

A primeira planta comercial de SAF baseado na rota do etanol (ATJ, sigla em inglês para “alcohol-to-jet”) foi inaugurada pela LanzaJet em janeiro na Georgia, nos EUA, e já deve começar a importar etanol brasileiro para atender sua demanda, segundo Carvalho, da BP Bunge.

Os EUA querem produzir 11 bilhões de litros de SAF até 2030 e devem ser o principal mercado de curto prazo de etanol brasileiro para SAF. Outro mercado potencial é o Japão, que estabeleceu no ano passado a meta de misturar 10% de SAF ao querosene fóssil até 2030. No Brasil, ainda não há investimentos anunciados em plantas de SAF via ATJ, mas empresas como Raízen e Copersucar já debatem internamente a possibilidade.

Para Carvalho, a construção de indústrias de SAF via ATJ vai começar a crescer no ano que vem, conforme se provar o conceito da planta da Lanzajet, mas o ganho de escala só deve vir em 2027.

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Usinas brasileiras, como Raízen e BP Bunge, estão buscando certificação para fornecer etanol a essa indústria — todas, até agora, de cana. A paulista Zilor também quer avançar nesse mercado e já certificou 90% da cana de duas de suas três unidades. Com isso, assegurou capacidade de atender o setor de SAF com até 300 milhões de litros de etanol ao ano.

Fabiano Zillo, CEO da Zilor, acredita que a nova demanda do SAF pode cobrir uma eventual lacuna que se abrir com a migração de parte da frota de veículos a combustão para elétricos.

Na avaliação de Carvalho, o etanol de cana tem mais potencial para atender à demanda do SAF do que o de milho dada sua proximidade dos portos, o que facilita as exportações a mercados promissores, e pela maior facilidade de rastreio da biomassa, o que garante um volume maior de etanol elegível para atender o mercado.

Nascimento, da Raízen, defende que há espaço para aumentar a produção de etanol de cana para atender o novo mercado. Segundo ele, se a área de cana no Brasil, hoje em 10 milhões de hectares, dobrar, a oferta de etanol triplicaria, já que o foco das usinas não seria açúcar.

Ele também acredita que a cana não será a única fonte. “[O etanol de milho] ainda tem jornada para chegar ao mínimo de captura de carbono [e atender os requisitos da IATA]”.

Fonte: Globo Rural

Fonte: Portal do Agronegócio

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Operação em clubes da capital avança e reforça exigências de segurança e acessibilidade

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A Prefeitura de Cuiabá realizou mais um desdobramento da Operação Alvará Regular: Férias Seguras, com a vistoria de dois clubes da capital. Com foco na prevenção de acidentes e na orientação dos responsáveis durante o período de férias escolares, a ação integrada ocorre às quartas, quintas e sextas-feiras em clubes e balneários do município. A fiscalização foi realizada nesta sexta-feira (19) e continuará nesta semana.

O Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso (Sinpol-MT) foi o primeiro local vistoriado. Durante a fiscalização, as equipes constataram que o espaço está regularizado quanto aos alvarás e às exigências de segurança. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) também verificou a conformidade com as normas de acessibilidade, constatando a presença de rampas de acesso, banheiros adaptados e barras de apoio.

De acordo com o secretário-geral do Sinpol-MT, Arley Xavier, a atuação da Prefeitura de Cuiabá e dos demais órgãos fiscalizadores é fundamental para garantir a segurança dos frequentadores.

“Hoje recebemos a fiscalização da Prefeitura de Cuiabá, do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária. Eles vieram verificar o funcionamento do nosso sindicato, e pudemos demonstrar que estamos em pleno funcionamento, com todos os alvarás em dia, oferecendo segurança aos nossos sindicalizados. Esse trabalho precisa ocorrer em todos os locais, pois demonstra o que é necessário para a realização de atividades com qualidade e segurança”, afirmou.

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Representando o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), o cabo Renan Ortiz informou que foram encontradas situações distintas nos estabelecimentos vistoriados. Enquanto um deles está regularizado, o outro apresentou pendências relacionadas à documentação e aos sistemas de segurança.

“Em um dos locais, constatamos que o estabelecimento está em processo de regularização e todos os sistemas preventivos da edificação estão em funcionamento. Já no segundo, verificamos a ausência do alvará da corporação e de equipamentos preventivos. Como se trata de uma edificação com menos de 750 metros quadrados, orientamos o responsável sobre a possibilidade de regularização diretamente pelo site do Corpo de Bombeiros”, explicou Ortiz.

O agente de fiscalização e coordenador da Fiscalização Preventiva Integrada do Crea-MT, Reinaldo Magalhães Passos, notificou o segundo estabelecimento devido à ausência de condições de acessibilidade. Segundo ele, ao término da operação será elaborado um relatório apontando os locais que não atendem às exigências previstas em lei.

“O documento será encaminhado ao Ministério Público, que poderá adotar as medidas cabíveis, incluindo a proposição de ação civil pública para que os responsáveis realizem as adequações necessárias”, destacou.

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Coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Operação Alvará Regular: Férias Seguras reúne equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), Procon Municipal, Vigilância Sanitária, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) e Secretaria Municipal de Segurança Pública. As fiscalizações seguem até o dia 3 de julho.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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