AGRONEGÓCIO

Brasil busca ampliar presença no mercado halal egípcio com participação em feira internacional

Publicado em

Uma missão composta por representantes de dez empresas brasileiras estará presente na Food Africa, a maior feira de alimentos e bebidas do Egito, que ocorrerá de 3 a 5 de dezembro, no Cairo. O objetivo é promover a inserção de produtos alimentícios no mercado egípcio, o mais populoso do continente africano, e, pela primeira vez, para muitas das empresas participantes.

O grupo de empresas é diversificado, incluindo desde fabricantes de granolas, ração para animais, feijões e carnes até produtores de doces e grãos. Participam da missão a paranaense Grano Real (granolas), a Danês Alimentos (ração para pets), a Coperaguas (feijões), as gaúchas Neokin Foods (carnes) e DaColônia (doces), a goiana Áurea Internacional (pipocas, feijões e grãos), a capixaba Stefanoni Interagrícola (commodities agrícolas), a matogrossense Dassoler (gergelim, feijão, milho e soja), e as paulistas Camap (amendoins) e Holen Trading (commodities agrícolas).

Essas empresas estarão no estande da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, que promove o intercâmbio de negócios entre o Brasil e os países da Liga Árabe, incluindo o Egito. A participação é parte do projeto Halal do Brasil, uma iniciativa liderada pela Câmara Árabe em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e da Embaixada do Brasil no Egito.

Leia Também:  Dia do Chimarrão: Indústria celebra tradição enquanto busca estimular consumo

A missão visa expandir a presença de produtos brasileiros no Egito e nos países vizinhos, com um foco especial na exportação de alimentos halal, voltados para consumidores muçulmanos. Fernanda Dantas, chefe de negócios internacionais da Câmara Árabe, destaca que a feira oferece uma oportunidade estratégica para aumentar a exportação de produtos de valor agregado, que ainda são pouco comuns no mercado egípcio. Em 2023, o Egito foi um dos principais destinos das exportações brasileiras na Liga Árabe, com destaque para produtos como açúcar, milho, carne bovina e de aves, óleo de soja, e soja em grãos e triturada.

“Durante os três dias de feira, as empresas expositoras terão a chance de apresentar seus produtos e estreitar relações com importadores do Egito e de países vizinhos. Temos uma diversidade de itens, incluindo os líderes tradicionais de exportação e também novos produtos, industrializados e com certificação halal, que são altamente valorizados no Egito, um país de maioria muçulmana”, explica Dantas.

Uma das empresas com destaque é a DaColônia, produtora de doces e alimentos funcionais à base de amendoim. A empresa ingressou no Halal do Brasil após participar de um evento com compradores muçulmanos trazidos ao Brasil pela Câmara Árabe, com apoio da ApexBrasil. A DaColônia já tem estabelecido contato com importadores egípcios e espera avançar nas negociações durante a Food Africa para concretizar os primeiros embarques.

Leia Também:  Mercado brasileiro de trigo apresenta estabilidade e expectativa de movimentação futura

Outra empresa com grande expectativa é a paranaense Danês Alimentos, fabricante de rações para animais. A empresa despertou o interesse pelo mercado egípcio durante um evento promovido pela Câmara Árabe e pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP). Embora o selo halal não seja obrigatório para rações, a empresa acredita que ele pode ajudar a diferenciar seu produto, demonstrando a qualidade e o rigor na produção, semelhantes aos dos alimentos humanos.

Para fortalecer as oportunidades de negócios, a Câmara Árabe no Cairo convidou os principais importadores egípcios para visitarem o estande durante a feira. A abertura do estande será feita pelo embaixador do Brasil no Egito, Paulino Franco de Carvalho Neto, que também celebrará os 100 anos de relações diplomáticas entre os dois países e o acordo de livre comércio Mercosul-Egito, que está em processo de finalização.

Além disso, representantes do MAPA e adidos comerciais estarão no estande, realizando ações institucionais para promover os produtos brasileiros e suas qualidades no mercado egípcio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Zelensky endurece discurso e alerta Rússia após ataques: “Se a Ucrânia pegar fogo, Moscou também pegará”

Published

on

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, elevou o tom contra a Rússia nesta quinta-feira (18) ao afirmar que Moscou poderá enfrentar consequências cada vez mais severas caso os ataques russos ao território ucraniano continuem. A declaração foi feita após uma nova onda de ataques com drones atingir a capital russa durante a madrugada.

Segundo Zelensky, a ofensiva ucraniana foi uma resposta direta aos recentes bombardeios promovidos pela Rússia, que resultaram em mortes e danos significativos à infraestrutura civil da Ucrânia, incluindo um ataque que atingiu o histórico Mosteiro de Pechersk Lavra, em Kiev.

“Não queremos essa guerra, nunca quisemos, e todos sabem disso. Mas, se a Ucrânia pegar fogo, a sua Moscou pegará fogo”, declarou o presidente ucraniano em mensagem enviada a jornalistas.

Ataques atingem Moscou e refinaria de petróleo

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades russas, dezenas de drones foram lançados contra Moscou durante a madrugada. Entre os alvos atingidos está uma refinaria de petróleo da capital, que sofreu impactos pela segunda vez na mesma semana.

Os ataques refletem uma intensificação das operações de ambos os lados do conflito, que já ultrapassa quatro anos e segue sem perspectivas concretas de encerramento.

Leia Também:  Dia do Chimarrão: Indústria celebra tradição enquanto busca estimular consumo

Analistas avaliam que a ampliação das ofensivas em território russo busca aumentar a pressão sobre o governo do presidente Vladimir Putin, especialmente em um momento de crescente desgaste econômico e militar provocado pela guerra.

Ataque em Kiev deixou mortos e atingiu patrimônio histórico

Na última segunda-feira, uma ofensiva russa com drones e mísseis deixou pelo menos dez mortos em diferentes regiões da Ucrânia. Um dos alvos foi o tradicional Mosteiro de Pechersk Lavra, considerado um dos principais símbolos religiosos e históricos do país.

O episódio provocou forte reação do governo ucraniano e ampliou os pedidos por apoio internacional para reforçar a defesa aérea do país.

Defesa aérea e novas medidas serão debatidas na Otan

Zelensky participa nesta quinta-feira de reuniões com aliados da Ucrânia em Bruxelas, onde a ampliação da assistência militar estará entre os principais temas da agenda.

Entre as propostas em discussão estão o fortalecimento dos sistemas de defesa aérea fornecidos pela OTAN e o desenvolvimento de uma estrutura integrada de defesa contra mísseis balísticos envolvendo Ucrânia e países parceiros.

O presidente ucraniano argumenta que a ampliação dessas capacidades é fundamental para proteger cidades, instalações estratégicas e a população civil dos ataques russos.

Leia Também:  Tome de Brasília disputará o voleibol feminino nos Jogos Escolares do Brasil
Ucrânia pede novas sanções contra a Rússia

Além do apoio militar, Zelensky voltou a defender o endurecimento das sanções econômicas contra Moscou. O líder ucraniano pediu que Europa, Estados Unidos e demais aliados ampliem as restrições aos setores de energia, defesa e finanças da Rússia.

Segundo ele, o aumento da pressão econômica é uma das principais ferramentas para forçar o Kremlin a rever sua estratégia militar e buscar uma solução para o conflito.

“Todos precisam pressionar Putin: ucranianos, europeus, norte-americanos e também os russos. É hora de encarar a realidade e pressionar seu líder”, afirmou.

Guerra segue sem perspectiva de trégua

O conflito entre Rússia e Ucrânia continua sendo um dos principais focos de instabilidade geopolítica global, com impactos diretos sobre os mercados internacionais, energia, fertilizantes, commodities agrícolas e cadeias de abastecimento.

A escalada dos ataques em ambos os territórios aumenta as preocupações da comunidade internacional sobre uma possível ampliação da guerra e seus reflexos sobre a economia mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA