AGRONEGÓCIO

Brasil bate recorde no turismo: país já alcançou 65% da meta anual com 4,4 milhões de visitantes até abril

Publicado em

O Brasil alcançou um marco histórico no turismo em 2025. Apenas entre janeiro e abril, o país recebeu 4.425.888 turistas internacionais, o que representa 65% da meta anual de visitantes e um crescimento de 51% em relação ao mesmo período de 2024.

Esse resultado superou o recorde anterior, atingido apenas em agosto do ano passado, e reforça a expectativa de que o país encerre o ano com mais de 8 milhões de visitantes estrangeiros — meta inicialmente prevista apenas para 2027.

Diversidade natural e cultural impulsionam o turismo

O Brasil continua se destacando como um dos destinos mais atrativos do mundo, graças à sua diversidade natural e cultural. De paisagens icônicas como Fernando de Noronha, os Lençóis Maranhenses e a Amazônia, até a energia do Carnaval e a hospitalidade do povo brasileiro, o país oferece experiências únicas para turistas de lazer e negócios.

Segundo Marcelo Freixo, presidente da Embratur, o desempenho atual do setor consolida o Brasil como referência no turismo latino-americano e internacional. “Sem dúvida, este ano receberemos mais de oito milhões de visitantes estrangeiros”, afirmou.

Abril marca forte aceleração nas chegadas internacionais

Somente em abril, o Brasil recebeu 686.239 turistas internacionais, um aumento de 72% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esse avanço reforça o compromisso do país em se tornar um destino turístico de classe mundial.

O Ministro do Turismo, Celso Sabino, destacou que os resultados refletem a eficácia das campanhas promocionais segmentadas por regiões e perfis de viajantes, além da melhora na imagem internacional do Brasil.

Plano Brasil impulsiona conectividade e atratividade internacional

O crescimento do setor é resultado de uma ação coordenada entre governo federal, Embratur, Ministério do Turismo e setor privado. Lançado no início de 2025, o Plano Brasil (2025-2027) tem como foco a promoção internacional por meio de inteligência de dados, segmentação de mercado e parcerias com companhias aéreas, aumentando a conectividade com os principais mercados emissores.

Leia Também:  Pecuária 4.0: iBOI lança brinco IoT com tecnologia Qualcomm para monitoramento inteligente de rebanhos
América do Sul lidera o envio de turistas ao Brasil

A Argentina foi a principal origem de visitantes no primeiro quadrimestre, com 2.147.000 turistas — quase o dobro do mesmo período em 2024. O Chile assumiu a segunda posição, com 333.592 turistas (+29%), superando os Estados Unidos, que somaram 305.932 (+21,7%).

Da Europa, países como Portugal, França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Espanha enviaram juntos 481.986 turistas, atraídos principalmente por destinos como Rio de Janeiro e Salvador.

Receita do turismo internacional cresce e supera exportações tradicionais

Entre janeiro e março de 2025, os turistas internacionais movimentaram US$ 2,401 bilhões, um crescimento de 16% em relação ao primeiro trimestre de 2024. Somente em março, foram US$ 773 milhões gastos com hospedagem, alimentação, transporte e lazer.

Esse valor superou exportações como as de carne de aves (US$ 2,3 milhões) e algodão (US$ 1,57 milhões). Para Freixo, esses números refletem a geração de empregos e renda, especialmente para pequenas e médias empresas do setor.

Aviação registra recordes e melhora na ocupação

O setor aéreo também acompanha o crescimento do turismo. Em abril, o país registrou quase 10 milhões de passageiros, sendo 7,9 milhões em voos domésticos e 2,1 milhões em voos internacionais — primeira vez que o número internacional supera os dois milhões em um mês de abril.

A demanda interna cresceu 9,6%, enquanto o indicador de passageiros por quilômetro (RPK) aumentou 13,4%. A oferta de assentos (ASK) subiu 7,6%, o que demonstra maior eficiência e ocupação das aeronaves.

Crescimento desigual na carga aérea

No transporte de carga, o desempenho foi misto em abril. O frete internacional aumentou 4,4%, com 74.800 toneladas movimentadas. Já a carga doméstica caiu 12,5%, totalizando 35.900 toneladas, possivelmente devido a ajustes logísticos ou flutuações na demanda.

Estados mais visitados no início de 2025

Entre os estados mais procurados por turistas internacionais entre janeiro e abril, destacam-se:

  • Rio Grande do Sul: 1.144.558 turistas (+93,4%)
  • São Paulo: 1.020.851 turistas (+24,7%)
  • Rio de Janeiro: 901.991 turistas (+51,9%)
  • Paraná: 531.192 turistas (+28,8%)
  • Santa Catarina: 492.960 turistas (+67,5%)
  • Bahia: 83.914 turistas (+61,4%)
Leia Também:  Embrapa Realiza Clonagem de Araucária Centenária no Paraná: Um Marco na Pesquisa Florestal

Esses estados combinam belezas naturais, infraestrutura turística de qualidade e diversidade cultural, atraindo visitantes de todas as partes do mundo.

Nova campanha internacional reforça imagem do Brasil

No dia 20 de maio, foi lançada a campanha “Não há lugar como o Brasil” nos Estados Unidos. A proposta aposta em uma abordagem visual e emocional para atrair viajantes norte-americanos, destacando experiências autênticas, sustentabilidade e cultura local.

A campanha apresenta imagens reais de turistas em locais como:

  • Pantanal – com foco no ecoturismo e preservação da onça-pintada
  • Lençóis Maranhenses – paisagens únicas de dunas e lagoas
  • Rio de Janeiro – união entre natureza e cultura urbana
  • Paraty – charme colonial e história preservada

A estratégia inclui vídeos publicitários de 60 e 20 segundos voltados a perfis específicos: aventureiros, famílias e viajantes em busca de tranquilidade.

Plano Nacional de Turismo mira liderança sul-americana até 2027

A campanha integra o Plano Nacional de Turismo 2024-2027, alinhado à Agenda 2030 da ONU. O objetivo é posicionar o Brasil como principal destino turístico da América do Sul, valorizando a sustentabilidade, inovação e identidade cultural.

Além disso, a Embratur planeja ações complementares, como viagens de familiarização para agentes de turismo, campanhas com imprensa especializada e a inauguração da Galeria Visit Brasil, prevista para setembro de 2025, nos Estados Unidos.

Com esses esforços, o Brasil reforça seu papel como destino de destaque no cenário global e promete continuar surpreendendo o mundo com sua diversidade e hospitalidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

Published

on

O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
Leia Também:  Açúcar registra queda superior a 1% nas bolsas de NY e Londres devido à realização de lucros

Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

Leia Também:  Prefeitura dará suporte logístico em show internacional na Arena Pantanal

A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA