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Brasil avança em política de fertilizantes e acordos para gás natural argentino

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Na 19ª Reunião de Cúpula do G20, realizada sob a presidência brasileira no Rio de Janeiro, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a assinatura de um Memorando de Entendimento entre Brasil e Argentina como um marco estratégico para a agricultura nacional. O acordo, firmado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), viabiliza a importação de gás natural argentino, oferecendo condições para fortalecer a produção agropecuária brasileira e reduzir sua dependência externa de insumos essenciais.

O memorando prevê a criação de um grupo de trabalho bilateral para identificar ações que viabilizem a oferta de gás natural, com foco na produção de Vaca Muerta, um dos maiores reservatórios do mundo. Inicialmente, a expectativa é de movimentação diária de 2 milhões de metros cúbicos de gás, com projeção de alcançar 30 milhões até 2030.

“Adquirir gás natural aos preços acordados com Vaca Muerta é uma garantia não só para a produção de alimentos, mas também para o combate à fome, a estabilidade inflacionária e a oferta de preços justos. Essa medida marca a retomada de políticas concretas para a produção de fertilizantes no Brasil, saindo do campo do discurso e voltando à prática”, afirmou Fávaro, durante entrevista coletiva no Museu de Arte Moderna, ao lado do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

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O custo do gás natural importado da Argentina é estimado entre US$ 7 e US$ 8 milhões por BTU. Essa iniciativa ocorre em um cenário em que o Brasil importa cerca de 86% dos fertilizantes que consome. Com a ampliação do acesso ao gás argentino, o governo prevê ganhos competitivos para a agropecuária nacional, particularmente pela possibilidade de aumento na produção de fertilizantes nitrogenados.

Fávaro também ressaltou que o Brasil continua a se consolidar como um dos maiores produtores de alimentos do mundo, com foco em práticas sustentáveis e na segurança alimentar global. Ele destacou que, sob a gestão do presidente Lula, o país abriu cerca de 300 novos mercados para produtos agropecuários nos últimos dois anos.

Contudo, o ministro apontou que a dependência externa de fertilizantes ainda é um desafio significativo. “Os fertilizantes tinham deixado de ser tratados como uma matriz estratégica. Com o retorno do presidente Lula, o Brasil volta a investir na sua soberania nacional e na segurança produtiva”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rumo (RAIL3) bate recorde histórico de transporte em maio e Santander mantém recomendação de compra para ações

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Rumo registra maior volume mensal de transporte da história

A operadora logística Rumo (RAIL3) alcançou em maio cerca de 8,2 bilhões de toneladas por quilômetro útil (RTK), o maior volume mensal já registrado pela companhia.

O resultado representa crescimento de 8% em relação a maio de 2025, segundo relatório do Santander Corporate & Investment Banking, divulgado nesta quarta-feira (10).

O desempenho também superou as expectativas do mercado, ficando 7,5% acima das estimativas do banco, indicando uma performance operacional mais forte do que o projetado.

Crescimento é impulsionado por corredores Norte e Sul

De acordo com os analistas do Santander, o avanço foi sustentado pelo desempenho consistente das principais rotas operacionais da companhia.

  • Corredor Norte: alta de 8,2% na comparação anual
  • Corredor Sul: crescimento de 6,5% no mesmo período

O relatório destaca que a expansão simultânea nas duas regiões reforça a eficiência logística da empresa e sua capacidade de atender a demanda crescente do transporte ferroviário no Brasil.

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Santander mantém recomendação de compra para Rumo

Com base nos resultados operacionais, o Santander manteve a recomendação de “Outperform” (equivalente à compra) para as ações da Rumo.

O banco também reiterou o preço-alvo de R$ 20,50 para o final de 2026, reforçando a perspectiva positiva para os papéis da companhia no médio prazo.

Segundo o relatório, o desempenho operacional sólido contribui para sustentar a confiança dos investidores e fortalece as expectativas de continuidade do crescimento ao longo do ano.

Análise reforça solidez operacional da companhia

O estudo foi elaborado pela equipe de pesquisa de ações para a América Latina do Santander, com participação dos analistas Lucas Barbosa, Gabriel Tinem e Victor Tani.

A análise considerou os dados operacionais divulgados pela própria Rumo em 9 de junho, além de comparações com projeções internas do banco, informações da plataforma FactSet e histórico operacional da companhia.

Para o Santander, os números confirmam a solidez operacional da Rumo e reforçam a visão de um cenário favorável para o desempenho da empresa no setor de logística ferroviária brasileiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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