AGRONEGÓCIO

Brasil assume liderança mundial na produção de carne bovina em 2025; Goiás bate recorde histórico nas exportações

Publicado em

Brasil ultrapassa os Estados Unidos e se torna o maior produtor de carne bovina do mundo

O Brasil encerrou 2025 como líder mundial na produção de carne bovina, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) no informativo Agro em Dados de janeiro.

Apesar dos impactos da taxação de produtos brasileiros pelo governo norte-americano e das tensões geopolíticas que afetaram o comércio internacional, o país obteve recordes históricos de produção e exportação, impulsionado pelo elevado abate de fêmeas, demanda externa aquecida e valorização do preço do bezerro.

Com a retração da produção nos Estados Unidos, o Brasil ultrapassou o antigo líder global, reforçando sua posição como principal fornecedor de carne bovina no comércio internacional.

Setor bovino mantém preços firmes e abates em alta

De acordo com o relatório da Seapa, o desempenho do setor foi sustentado não apenas pelo bom momento das exportações, mas também pela manutenção de preços firmes no mercado interno.

Esse equilíbrio entre consumo doméstico e vendas externas foi essencial para consolidar o crescimento da produção nacional, mesmo em um contexto de custos elevados e desafios logísticos.

Leia Também:  Prazo para Emissão do CCIR 2024: Até 18 de julho

O documento destaca ainda que o abate de fêmeas teve papel relevante no aumento da oferta de carne, movimento que tende a se estabilizar ao longo de 2026 com o início de um novo ciclo de retenção de matrizes.

Goiás tem recorde de abates e se consolida entre os maiores produtores do país

O estado de Goiás registrou avanço expressivo nos abates e na produção de carcaças bovinas em 2025.

Nos seis primeiros meses do ano, foram abatidos 2,0 milhões de animais, um aumento de 1,3% em relação ao mesmo período de 2024, com produção total de 527,6 mil toneladas de carcaça.

Segundo a Gerência de Inteligência de Mercado Agropecuário da Seapa, o resultado “sinaliza uma tendência de recorde histórico para o estado”, especialmente considerando o terceiro trimestre, quando foram registrados 1,1 milhão de abates e 306,8 mil toneladas de carcaça, os maiores volumes da série histórica para o período.

Exportações goianas de carne bovina atingem recorde histórico

Entre janeiro e novembro de 2025, Goiás registrou o maior volume e valor exportado de carne bovina da história, consolidando-se como o terceiro maior exportador do país.

Leia Também:  Nanopesticidas verdes: estudo define materiais sustentáveis e critérios para nova geração de pesticidas agrícolas

Foram embarcadas 384,6 mil toneladas do produto para 96 países, gerando US$ 1,9 bilhão em receita — o maior saldo comercial já obtido pelo estado.

O desempenho reflete o fortalecimento da indústria frigorífica local e a diversificação dos destinos de exportação, que ampliaram o alcance da carne goiana em mercados estratégicos da Ásia e do Oriente Médio.

Perspectivas para 2026: Brasil fortalecido no mercado global

A Seapa avalia que o avanço de 2025 reforça a competitividade do Brasil no mercado mundial de proteínas e confirma a eficiência do setor pecuário nacional diante de um cenário de restrições comerciais e mudanças geopolíticas.

Com o aumento da produtividade, investimentos em tecnologia e consolidação de novos mercados, o país deve manter a liderança global na produção e exportação de carne bovina em 2026, com destaque para estados como Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil deve produzir 600 mil toneladas de canola nesta safra

Published

on

A canola começa a sair das lavouras brasileiras com uma produção estimada em 601,3 mil toneladas na safra 2025/26, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa crescimento de 74,4% sobre as 344,8 mil toneladas colhidas na temporada anterior e confirma o avanço de uma cultura que fornece óleo para alimentação, farelo para os animais e matéria-prima para biocombustíveis.

A colheita ainda está no início. No Rio Grande do Sul, responsável pela maior parte da produção nacional, aproximadamente 1% das lavouras havia sido colhido até a segunda quinzena de setembro. Cerca de 88% das áreas estavam entre a floração e o enchimento de grãos e outros 9% já se encontravam em maturação, conforme o acompanhamento da assistência técnica estadual.

Isso significa que a safra de canola que aparece nas estatísticas como 2025/26 ainda está no campo. A cultura foi semeada principalmente entre abril e junho de 2026 e deverá ter a colheita concentrada durante a primavera. O plantio da temporada 2026/27, portanto, não começou: ocorrerá somente no primeiro semestre de 2027.

A área cultivada na safra em fase de colheita alcançou 371,1 mil hectares, expansão de 75,1% diante dos 211,9 mil hectares do ciclo anterior. A produtividade média foi estimada pela Conab em 1.620 quilos por hectare, praticamente estável em relação aos 1.627 quilos obtidos em 2024/25.

Os números mostram que o crescimento da produção foi sustentado principalmente pela incorporação de novas áreas. Embora a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola) estime 405 mil hectares e um potencial de 607,2 mil toneladas, a referência oficial da Conab permanece em 371,1 mil hectares e 601,3 mil toneladas. A diferença decorre das fontes e metodologias utilizadas nos levantamentos.

O Rio Grande do Sul concentra aproximadamente 353,4 mil hectares, o equivalente a cerca de 95% da área nacional estimada pela Conab. O cultivo também aparece no Paraná, em Santa Catarina e, em menor escala, em outras regiões onde pesquisas procuram adaptar a oleaginosa ao sistema de segunda safra.

Leia Também:  Energia solar ilumina o norte do Brasil: Acre, Bahia, Ceará e Espírito Santo lideram em geração própria

Nas lavouras gaúchas, o desenvolvimento é considerado satisfatório na maior parte das áreas. Os primeiros trabalhos ocorrem em cultivos implantados mais cedo, sobretudo no Noroeste. A evolução da colheita dependerá do amadurecimento dos grãos e de intervalos de tempo seco, necessários para reduzir perdas e preservar a qualidade.

A canola pertence à mesma espécie agrícola da colza, mas foi selecionada para apresentar baixos teores de ácido erúcico no óleo e de glucosinolatos no farelo. Os grãos contêm aproximadamente 38% de óleo, conforme referências técnicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A maior parte da produção é destinada à fabricação de óleo comestível. Depois da extração, o farelo rico em proteína pode ser utilizado na alimentação animal, principalmente de bovinos, suínos e aves, respeitadas as formulações nutricionais de cada criação.

O óleo também pode ser empregado na fabricação de biodiesel. Outra possibilidade em estudo é seu aproveitamento na produção de combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF. Esse mercado, entretanto, ainda não está consolidado comercialmente em grande escala no Brasil.

No campo, a canola oferece uma alternativa de renda durante o inverno e amplia a rotação com soja, milho e cereais. Como pertence a uma família botânica diferente, pode ajudar a interromper ciclos de determinadas doenças e plantas daninhas, além de manter o solo coberto e distribuir melhor o uso de máquinas e mão de obra ao longo do ano.

A decisão de plantar exige, porém, comprador previamente definido. A cadeia nacional ainda possui menos pontos de recebimento e esmagamento que a soja, e a distância até a indústria pode reduzir a rentabilidade. A implantação também requer atenção ao tamanho reduzido das sementes, à profundidade de semeadura, ao controle de pragas e ao momento da colheita, porque a abertura das síliquas pode provocar perda de grãos.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá quita dívida histórica de R$ 40 milhões com transporte coletivo

Apesar do crescimento recente, o Brasil ainda ocupa uma posição pequena no mercado internacional. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) projeta produção mundial de 99,97 milhões de toneladas de canola e colza em 2026/27. A safra brasileira equivale a aproximadamente 0,6% desse total.

O USDA não apresenta o Brasil individualmente entre os grandes produtores, incluindo o País no grupo das demais origens. O Canadá lidera a produção entre os países, com previsão de 22,5 milhões de toneladas. A União Europeia, considerada como bloco, deverá colher 20,15 milhões, seguida pela China, com 16,2 milhões, e pela Índia, com 12,4 milhões.

Sozinho, o Canadá produz quase 37 vezes o volume brasileiro. A comparação mostra que o País ainda está distante dos líderes, mas também revela o espaço disponível para crescer. Enquanto a canola ocupa pouco mais de 370 mil hectares no Brasil, as culturas de inverno dispõem de milhões de hectares que permanecem sem atividade comercial em parte do ano.

O ciclo atual será decisivo para saber se a rápida expansão conseguirá se sustentar. Além da produtividade e da qualidade dos grãos, o produtor acompanhará os preços, a capacidade de recebimento das indústrias e o cumprimento dos contratos. Uma colheita próxima de 600 mil toneladas colocará a canola em um novo patamar no País, mas a continuidade dependerá de mercado, assistência técnica e segurança para comercializar a produção.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA