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Brasil apresenta propostas à China para financiar recuperação de pastagens degradadas

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou o Programa Caminho Verde Brasil a representantes do Departamento de Relações Econômicas Internacionais da China. A iniciativa tem como meta recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas ao longo da próxima década, por meio da atração de capital estrangeiro.

Primeira fase já conta com R$ 30,2 bilhões

Durante o encontro, os assessores especiais do Mapa, Carlos Ernesto Augustin e Pedro Cunto, destacaram que o programa já possui R$ 30,2 bilhões em recursos, obtidos pelo Eco Invest Brasil, para financiar a primeira fase do projeto.

Essa etapa inicial prevê a restauração de até 3 milhões de hectares de terras abandonadas ou pouco produtivas, com a seguinte distribuição de investimentos regionais:

  • Amazônia: R$ 3,5 bilhões
  • Caatinga: R$ 3 bilhões
  • Pampa: R$ 1,2 bilhão
  • Pantanal: R$ 1,1 bilhão
Modelos de investimento para parceiros internacionais

Na reunião, realizada no Museu do Café, em Santos, Augustin apresentou dois formatos de investimento voltados a parceiros estrangeiros:

  • Equity: prevê a participação de investidores internacionais como sócios minoritários em propriedades rurais, destinando os recursos para restauração de solos, aplicação de tecnologia e aumento da produtividade.
  • Barter: modalidade em que o financiamento é quitado com parte da produção resultante das áreas recuperadas.
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A comitiva chinesa demonstrou interesse nas propostas e levantou dúvidas técnicas, abrindo espaço para novas agendas de negociação.

Apoio do Ministério da Fazenda e visita ao Porto de Santos

A reunião também contou com a presença de integrantes do Ministério da Fazenda, entre eles a embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Internacionais.

Além da apresentação do programa, o representante da Autoridade Portuária, Wagner Gonçalves, mostrou a estrutura e os investimentos realizados no Porto de Santos. Os participantes ainda realizaram uma visita técnica de barco, conhecendo de perto a movimentação portuária.

Caminho Verde Brasil: sustentabilidade e produção sem desmatamento

O Caminho Verde Brasil tem como diretriz ampliar a produção de alimentos e biocombustíveis sem necessidade de desmatar novas áreas de vegetação nativa. A iniciativa contribui para a segurança alimentar, apoia a transição energética e fortalece a posição estratégica do Brasil na agenda global de desenvolvimento sustentável.

Produtores interessados poderão acessar crédito com juros abaixo da média do mercado, em instituições vencedoras do leilão, como Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco, Santander, Rabobank, BTG, Safra e Banco Votorantim.

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Entre as exigências para adesão ao programa estão:

  • compromisso de não desmatar novas áreas durante o financiamento;
  • apresentação de balanço anual de carbono;
  • cumprimento de boas práticas ambientais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do setor batem recorde e reforçam protagonismo mundial

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O algodão brasileiro segue ampliando sua relevância no comércio internacional e alcançou mais um resultado histórico em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o país embarcou 291,2 mil toneladas da fibra no mês, o maior volume já registrado para maio. As vendas renderam cerca de R$ 2,25 bilhões, reforçando a força de uma cadeia que se consolidou como uma das mais competitivas do agronegócio nacional.

O desempenho ganha ainda mais relevância diante da expansão do mercado algodoeiro brasileiro nos últimos anos. O país disputa a liderança mundial das exportações da fibra e tem ampliado sua participação em mercados estratégicos da Ásia, principal destino da produção nacional. Com tecnologia, produtividade elevada e ganhos logísticos, o algodão deixou de ser uma cultura regional para se transformar em uma importante fonte de geração de renda e divisas para o país.

Na comparação com maio de 2025, os embarques cresceram 51,5% em volume, enquanto o faturamento avançou 45,3%. Embora o resultado tenha ficado abaixo das 370,4 mil toneladas exportadas em abril, o setor considera o movimento compatível com a sazonalidade do mercado e sem impacto sobre o excelente desempenho da temporada.

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Com o resultado de maio, o Brasil ultrapassou a marca de 3,1 milhões de toneladas exportadas no acumulado da temporada 2025/26, iniciada em julho do ano passado. O volume representa um novo recorde para a cotonicultura nacional e confirma a crescente demanda internacional pela fibra produzida no país.

Além dos números expressivos, o setor comemora a diversificação dos mercados compradores. Bangladesh liderou as importações em maio, absorvendo 21,1% dos embarques brasileiros. Na sequência aparecem Paquistão, com 19%, Turquia, com 14,2%, e Vietnã, com 13,4%. Juntos, Bangladesh e Paquistão responderam por aproximadamente 40% de todo o algodão exportado pelo Brasil no período.

A mudança no perfil dos compradores também chama atenção. Tradicionalmente um dos principais destinos da fibra brasileira, a China respondeu por 9,6% das compras em maio, participação inferior à observada ao longo da temporada. A Índia também reduziu suas aquisições após alterações em sua política de importação. Para o setor, a capacidade de ampliar vendas para diferentes mercados demonstra a competitividade do produto brasileiro e reduz a dependência de poucos compradores.

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O algodão já ocupa posição de destaque entre os produtos exportados pelo agronegócio. Em maio, a fibra respondeu por 1,41% de todas as exportações brasileiras e figurou entre os principais produtos agropecuários embarcados pelo país. O resultado reflete os investimentos realizados pelos produtores em tecnologia, qualidade da fibra, sustentabilidade e rastreabilidade, fatores cada vez mais valorizados pelos mercados internacionais.

Com a safra em expansão e a demanda global permanecendo aquecida, a expectativa do setor é de continuidade do bom desempenho nos próximos meses. O cenário reforça o protagonismo do algodão brasileiro no comércio mundial e consolida a cultura como uma das atividades mais dinâmicas e estratégicas do agronegócio nacional.

Fonte: Pensar Agro

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