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Brasil amplia presença na África com abertura do mercado da Tanzânia para carnes de aves e suínos

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A Tanzânia oficializou a abertura de seu mercado para produtos da avicultura e da suinocultura brasileira, consolidando mais um avanço nas exportações do setor agropecuário nacional. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (7) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), durante evento em Brasília (DF), com confirmação do secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua.

A decisão do governo tanzaniano autoriza a entrada de carne e produtos de aves e suínos, ovos férteis e pintos de um dia provenientes do Brasil, além de outros itens agropecuários. A medida marca um novo capítulo na expansão da presença brasileira no continente africano, especialmente em países com potencial de crescimento populacional e econômico.

Mercado em expansão e novas oportunidades comerciais

Com cerca de 70 milhões de habitantes, a Tanzânia é o quarto país mais populoso da África Subsaariana e deve alcançar 140 milhões até 2050, segundo projeções da Organização das Nações Unidas (ONU). A abertura do mercado representa uma importante oportunidade para o agronegócio brasileiro, que consolida sua posição como fornecedor global de alimentos seguros e de alta qualidade.

Além disso, o país africano tem um setor de turismo e hospitalidade altamente dinâmico, responsável por mais de 17% do PIB nacional e por 11% dos empregos formais. O segmento de turismo de safári e destinos litorâneos tende a impulsionar o consumo fora do lar e a demanda de redes hoteleiras por produtos avícolas e suinícolas importados.

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ABPA celebra avanço e destaca potencial de crescimento

Para o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, o movimento reforça o reconhecimento internacional da qualidade da proteína animal brasileira.

“Essa expansão populacional, associada ao crescimento do turismo e da urbanização, reforça o potencial de consumo do país — especialmente em produtos alimentares de alto valor nutricional e com estabilidade de oferta”, afirmou.

De acordo com a ABPA, a Tanzânia importou 8,8 mil toneladas de carne de frango em 2024, sendo 70% provenientes do Brasil, 20% dos Estados Unidos e 4% da Turquia. Até então, as vendas brasileiras se concentravam na região autônoma de Zanzibar, mas com a nova autorização, o acesso passa a abranger todo o território tanzaniano, ampliando significativamente o potencial de crescimento das exportações.

Carne suína brasileira ganha novo espaço no mercado africano

O comércio de carne suína também deve se beneficiar da nova parceria. Dados do Trademap indicam que a Tanzânia importa cerca de 100 toneladas de carne suína por ano, com o Quênia respondendo por 67% das compras, seguido pela União Europeia (26%) e o Reino Unido (3%).

Com o ingresso do Brasil nesse mercado, abre-se um novo canal de fornecimento competitivo, respaldado por credibilidade sanitária internacional e reconhecimento da excelência dos produtos brasileiros.

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Consumo per capita ainda baixo, mas com alto potencial de avanço

Apesar do baixo consumo atual de carne de aves, estimado em 2 quilos por habitante ao ano, segundo a FAO, o cenário é favorável à expansão. A tendência é de crescimento acelerado impulsionado pelo aumento da renda média, avanço da urbanização e modernização do varejo alimentar local.

“A Tanzânia representa uma nova oportunidade para a proteína animal do Brasil. É um mercado de grande potencial, com população em rápido crescimento e alta dependência de importações. A abertura anunciada pelo ministro Carlos Fávaro e pelo secretário Luís Rua reforça a confiança internacional na qualidade e na segurança dos nossos produtos, além de ampliar a presença brasileira em um continente estratégico”, destacou Santin.

Brasil fortalece liderança global em exportações de proteína animal

O Brasil segue como um dos maiores exportadores mundiais de carnes de frango e suína, com mercados consolidados na Ásia, Oriente Médio, Europa e África. A nova abertura comercial reforça o papel estratégico do país como fornecedor global de alimentos, ampliando o alcance da agroindústria nacional e fortalecendo a imagem do agronegócio brasileiro como referência em segurança sanitária, qualidade e sustentabilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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