AGRONEGÓCIO

Brasil amplia exportações com novas aberturas de mercado em três países

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O governo brasileiro concluiu negociações que viabilizam a exportação de novos produtos agropecuários para El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago. Com esses avanços, o agronegócio nacional alcança a marca de 555 aberturas de mercado desde o início de 2023, reforçando sua presença internacional.

Os resultados são fruto da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que seguem ampliando o acesso de produtos brasileiros ao exterior.

Exportação de carne suína avança em El Salvador

Em El Salvador, a liberação para exportação de carne suína e seus derivados deve ampliar o aproveitamento econômico da cadeia produtiva brasileira, com maior agregação de valor.

O país já representa um parceiro relevante: em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 103 milhões em produtos agropecuários para o mercado salvadorenho.

Filipinas abrem mercado para feno seco brasileiro

Nas Filipinas, a autorização para exportação de feno seco cria novas oportunidades em um mercado de grande escala. Com cerca de 112 milhões de habitantes, o país apresenta forte demanda por insumos agropecuários.

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Em 2025, as importações filipinas de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 1,8 bilhão, evidenciando o potencial de expansão das relações comerciais.

Sementes de coco chegam a Trinidad e Tobago

Já em Trinidad e Tobago, a abertura de mercado para sementes de coco brasileiras deve contribuir para a recomposição da flora local, além de estimular a economia do país caribenho.

No último ano, Trinidad e Tobago importou mais de US$ 61 milhões em produtos agropecuários do Brasil.

Estratégia amplia presença global do agro brasileiro

A ampliação do acesso a novos mercados reforça a estratégia do Brasil de diversificar destinos e produtos exportados, fortalecendo a competitividade do agronegócio no cenário global.

Com 555 aberturas registradas desde 2023, o país consolida sua posição como um dos principais fornecedores mundiais de produtos agropecuários.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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