AGRONEGÓCIO

Brado registra recorde histórico de cargas agrícolas e florestais no terminal de Rondonópolis

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A Brado, operadora de logística multimodal, alcançou um marco histórico em dezembro ao movimentar 874 contêineres de cargas agrícolas e florestais no terminal de Rondonópolis (MT). O volume representa um crescimento de 20,4% em relação ao recorde anterior, registrado em outubro, reforçando a capacidade da empresa em atender o agronegócio exportador.

Entre os produtos transportados estão pluma de algodão, madeira e gergelim, com destinos prioritários para Índia, Indonésia e Paquistão.

Ampliação da capacidade operacional impulsiona recorde

O desempenho de dezembro foi impulsionado pela expansão do terminal de Rondonópolis, especialmente no espaço dedicado ao tratamento fitossanitário, que passou de 28 para 100 contêineres tratados simultaneamente.

O processo de fumigação, realizado em parceria com empresas especializadas, é essencial para:

  • Garantir a eliminação de pragas e fungos, preservando a qualidade dos produtos;
  • Atender às exigências sanitárias internacionais, permitindo o acesso a mercados globais;
  • Reduzir riscos à saúde humana.
Otimização logística garante eficiência no embarque

Além da proteção sanitária, a Brado avançou na organização da movimentação operacional, garantindo o embarque dentro da programação ferroviária e promovendo maior eficiência no fluxo logístico, com a redução de gargalos.

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Outro fator que contribuiu para o recorde foi a ampliação do volume de cargas elegíveis ao tratamento fitossanitário, com destaque para a pluma de algodão, e a forte demanda no mercado de madeira teca, no qual a Brado se consolida como referência em soluções logísticas.

REDEX: agilidade no despacho aduaneiro

A executiva de vendas Mayra Antunes Coelho destaca a importância do Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (REDEX), que permite que a fiscalização e o desembaraço das cargas sejam realizados dentro do próprio terminal, acelerando o processo de exportação.

“Os desafios do mercado demonstram que alta performance é sinônimo de estratégia e preparo. Nosso recinto REDEX é um exemplo de prontidão, estruturado como uma solução completa para nossos clientes”, afirma Mayra.

Equipes integradas garantem excelência operacional

Segundo Wellida Reis, coordenadora de Planejamento e Controle Interno, o recorde evidencia a maturidade operacional da Brado e o comprometimento das equipes envolvidas:

“Superar nossa própria marca reforça a capacidade do time e o momento de crescimento da Brado. Esse resultado é fruto do empenho, dedicação e excelência operacional das nossas equipes”, ressalta.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio movimentou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões com as vendas ao exterior no primeiro semestre de 2026. Com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países, o estado manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.

Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho, publicado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base nos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,09.

Minas Gerais respondeu por 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio entre janeiro e junho. O setor também gerou 40,9% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais, demonstrando a importância das atividades rurais para a economia mineira.

A China permaneceu como o principal destino dos produtos agropecuários do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A presença em mercados com diferentes perfis de consumo reduz a dependência de um único comprador e amplia as possibilidades de comercialização para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O café continuou como o principal produto da pauta. As vendas somaram R$ 22,9 bilhões e representaram 50,1% de toda a receita do agronegócio mineiro no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre.

O preço médio do café exportado aumentou 4,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Convertida para a moeda brasileira, a média passou de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119 por saca. Essa referência corresponde ao valor do produto embarcado e não ao preço pago diretamente ao cafeicultor.

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A valorização ajudou a sustentar a receita em um período de menor disponibilidade do grão. O volume exportado diminuiu 21,6%, depois dos elevados embarques realizados nos ciclos anteriores e dos efeitos do clima sobre a produção e os estoques.

A perspectiva para os próximos meses é favorecida pela entrada da safra de 2026. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil possa colher 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% sobre o ciclo anterior.

Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deverá ter participação decisiva nesse avanço. A bienalidade positiva do arábica, a ampliação da área em produção e a recuperação esperada da produtividade podem aumentar a disponibilidade do grão para o mercado interno e para as vendas internacionais.

A soja foi o segundo principal grupo da pauta e apresentou crescimento. As exportações de grão, farelo e óleo movimentaram R$ 10,9 bilhões, alta de 10,2%. O volume chegou a 5,01 milhões de toneladas, avanço de 2,5%.

O resultado do complexo soja mostra que Minas Gerais também amplia sua participação na comercialização de produtos processados. A produção de farelo e óleo agrega valor ao grão, movimenta as indústrias de esmagamento e atende às cadeias de ração animal e biodiesel.

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As carnes também avançaram. Os embarques renderam R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O estado vendeu 247,3 mil toneladas, volume 3,7% maior.

O aumento mais expressivo da receita em relação à quantidade indica melhora no valor médio das carnes exportadas. O movimento favorece frigoríficos, cooperativas e pecuaristas integrados às cadeias que atendem ao mercado internacional.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, movimentou R$ 2,7 bilhões, enquanto os produtos florestais renderam R$ 2,6 bilhões. Juntos, café, soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais responderam por 96,2% das vendas externas do agronegócio mineiro.

Produtos tradicionais e de maior valor agregado também conquistaram espaço. Queijos, doce de leite, cachaça e doces mineiros movimentaram cerca de R$ 49,4 milhões no semestre. Embora tenham participação menor na pauta, esses produtos abrem oportunidades para pequenas e médias agroindústrias que trabalham com origem, qualidade, tradição e indicação geográfica.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita total das exportações do agro mineiro recuou 9,6% e o volume diminuiu 3%. Ainda assim, o crescimento da soja e das carnes, a valorização média do café e a presença em 166 mercados mantiveram Minas Gerais entre as principais forças do agronegócio exportador brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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