AGRONEGÓCIO

Bolsas da China e Hong Kong fecham em alta com foco nas tarifas dos EUA

Publicado em

Os principais índices acionários da China encerraram o pregão desta segunda-feira (data) em alta, impulsionados pelo avanço das ações do setor de metais. No entanto, os ganhos foram moderados devido à cautela dos investidores diante da proximidade do prazo final para o anúncio de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos.

O índice CSI300 registrou alta de 0,51%, enquanto o SSEC, da Bolsa de Xangai, subiu 0,15%. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,91%. O setor de metais não ferrosos teve um desempenho destacado, com valorização de 1,7%, após notícias de que Pequim pretende aumentar suas reservas estatais de metais estratégicos.

Nos Estados Unidos, o representante comercial Jamieson Greer deve se reunir com autoridades chinesas nesta semana, antes do anúncio das tarifas recíprocas pelo presidente Donald Trump, previsto para 2 de abril. Os mercados acompanham atentamente qualquer nova sinalização sobre o tema, que pode impactar o comércio global.

Além disso, o senador norte-americano Steve Daines se encontrou com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, em Pequim, ao lado de um grupo de executivos de empresas dos EUA. A reunião ocorreu após uma cúpula de negócios que reuniu líderes de grandes corporações estrangeiras na capital chinesa.

Leia Também:  Clima seco no Matopiba reduz projeção de safra de soja, mas Brasil ainda deve colher volume recorde em 2026

Analistas alertam que a escalada das tensões comerciais entre os dois países pode afetar negativamente a economia chinesa. Segundo Ting Lu, economista-chefe do Nomura para a China, a deterioração do cenário externo pode reduzir investimentos domésticos, pressionar margens industriais e impactar os salários dos trabalhadores. Ele avalia que, diante desse contexto, o governo chinês poderá ampliar medidas de estímulo econômico para sustentar o crescimento, com foco no consumo de serviços.

Desempenho dos mercados asiáticos:

  • Tóquio (Nikkei): queda de 0,2%, a 37.608 pontos.
  • Hong Kong (Hang Seng): alta de 0,91%, a 23.905 pontos.
  • Xangai (SSEC): avanço de 0,15%, a 3.370 pontos.
  • CSI300 (Xangai e Shenzhen): alta de 0,51%, a 3.934 pontos.
  • Seul (Kospi): recuo de 0,42%, a 2.632 pontos.
  • Taiwan (Taiex): queda de 0,46%, a 22.106 pontos.
  • Cingapura (Straits Times): alta de 0,25%, a 3.936 pontos.
  • Sydney (S&P/ASX 200): leve avanço de 0,07%, a 7.936 pontos.

O mercado segue monitorando novos desdobramentos das relações comerciais entre Pequim e Washington, que podem influenciar os rumos dos índices acionários nos próximos dias.

Leia Também:  Embrapa pode influenciar padrões de produção globais com diplomacia científica e inovação

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

Published

on

O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

Leia Também:  Queda nos preços do milho ganha força com avanço das chuvas e aumento da oferta no Brasil

Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá incorpora retinógrafo portátil e amplia prevenção da cegueira na Atenção Primária

Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA