AGRONEGÓCIO

Bolsas chinesas fecham novembro em alta impulsionadas por expectativas econômicas

Publicado em

Os mercados acionários da China encerraram esta sexta-feira em alta expressiva, marcando um fechamento positivo para o mês de novembro. O otimismo foi impulsionado pela expectativa de divulgação de dados favoráveis sobre a atividade industrial neste fim de semana e pela possibilidade de novos estímulos econômicos na Conferência Central de Trabalho Econômico, prevista para dezembro.

O índice CSI300 registrou alta de 1,14%, interrompendo uma sequência de duas semanas de quedas e acumulando um ganho de 0,7% no mês. Já o índice SSEC, da Bolsa de Xangai, avançou 0,93%. Entre os setores, os chips lideraram os ganhos com alta de 2,38%, seguidos pelos bens de consumo básicos (0,95%) e o imobiliário (0,75%).

As bolsas de Hong Kong também encerraram o dia em alta, com o índice Hang Seng subindo 0,29%. Contudo, o indicador acumulou sua segunda queda mensal consecutiva, reflexo das incertezas geopolíticas e dos riscos associados a tarifas internacionais.

Expectativas para a economia chinesa

Segundo pesquisa da Reuters, a atividade industrial da China deve apresentar crescimento pelo segundo mês consecutivo em novembro. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) oficial está projetado em 50,2 pontos, levemente acima dos 50,1 registrados em outubro, sinalizando expansão econômica.

Leia Também:  Preço médio do frete por km rodado cai 7,1% e fecha novembro com a menor média do ano, aponta Edenred Repom

Apesar do avanço, o cenário chinês permanece desafiador. A crise prolongada no setor imobiliário mostra sinais de desaceleração na queda de preços, que podem se estabilizar até 2026, conforme projeções também divulgadas pela Reuters.

Kevin Liu, estrategista da CICC Research, destacou a importância da reunião econômica de dezembro. “O mercado deve reagir às expectativas em torno de detalhes sobre orçamento fiscal e estímulos ao consumo para 2024”, afirmou.

Panorama dos principais mercados asiáticos
  • Tóquio (Nikkei): queda de 0,4%, a 38.208 pontos
  • Hong Kong (Hang Seng): alta de 0,29%, a 19.423 pontos
  • Xangai (SSEC): alta de 0,93%, a 3.326 pontos
  • CSI300: alta de 1,14%, a 3.916 pontos
  • Seul (Kospi): queda de 1,95%, a 2.455 pontos
  • Taiwan (Taiex): baixa de 0,16%, a 22.262 pontos
  • Cingapura (Straits Times): alta de 0,05%, a 3.739 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): queda de 0,10%, a 8.436 pontos

Os investidores aguardam ansiosamente pelos próximos desdobramentos econômicos na China, que prometem influenciar o desempenho dos mercados asiáticos no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  OCB prevê crescimento até 4 vezes superior ao PIB do Brasil em 2023

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Sudeste supera Centro-Oeste em custo alimentar e confinamento registra lucro recorde em 2026

Published

on

O custo alimentar do confinamento bovino no Brasil apresentou uma mudança inédita na dinâmica entre as principais regiões produtoras em março de 2026. Pela primeira vez no ano, o Sudeste registrou custo inferior ao Centro-Oeste, segundo dados do Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP).

O indicador, baseado em dados reais de confinamentos que representam cerca de 62% das cabeças confinadas no país, evidencia uma nova configuração de competitividade regional, ao mesmo tempo em que a atividade atinge níveis recordes de rentabilidade.

Sudeste registra menor custo alimentar e quebra padrão histórico

Em março, o ICAP no Centro-Oeste fechou em R$ 13,23 por cabeça/dia, alta de 11,93% em relação a fevereiro, pressionado principalmente pelo encarecimento de insumos energéticos e volumosos.

Já no Sudeste, o índice foi de R$ 12,19, com recuo de 3,64% no mesmo período. O resultado consolidou a tendência de queda iniciada em fevereiro e marcou a inversão regional, com diferença de R$ 1,04 a favor do Sudeste.

Na comparação anual, ambas as regiões apresentam redução de custos. O Centro-Oeste acumula queda de 4,89%, enquanto o Sudeste registra recuo mais expressivo de 8,14% frente a março de 2025.

Insumos pressionam custos no Centro-Oeste

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Centro-Oeste encerrou março acima da média do período, refletindo a pressão concentrada no último mês.

Os principais movimentos foram:

  • Volumosos: alta de 21,02%
  • Energéticos: alta de 12,35%
  • Proteicos: estabilidade (-0,30%)

O aumento foi impulsionado principalmente pelos energéticos, com destaque para o milho grão seco (+2,2%) e o sorgo (+6,9%), em meio à transição entre a safra de verão e a expectativa da safrinha.

Leia Também:  Movimento de cargas no Porto de Santos cresce 29,4% em novembro e aponta para novo recorde de movimentação em 2023

Nos volumosos, a elevação foi puxada pela silagem de capim (+30,4%), mesmo com recuos em itens como a silagem de milho (-8,1%).

Sudeste reduz custos com maior oferta de insumos

No Sudeste, o custo alimentar encerrou março 1,79% abaixo da média trimestral, influenciado principalmente pela queda nos insumos energéticos e proteicos.

Os destaques foram:

  • Energéticos: queda de 8,74%
  • Proteicos: queda de 5,11%
  • Volumosos: alta de 43,75%

Entre os energéticos, houve recuo no preço do sorgo (-15,3%) e do milho (-1,5%), reflexo da maior disponibilidade e competitividade de coprodutos agroindustriais.

Nos proteicos, a redução foi puxada pela torta de algodão (-8,2%) e pelo DDG (-2,1%). Apesar da forte alta nos volumosos, especialmente silagem de cana (+65,1%) e bagaço de cana (+23,3%), o custo total da dieta foi reduzido na região.

Rentabilidade do confinamento atinge níveis recordes

A relação entre custo alimentar e preço da arroba manteve o confinamento em um dos melhores momentos de lucratividade da série recente.

No mercado físico:

  • Centro-Oeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 192,76
    • Preço da arroba: R$ 345,00
    • Lucro: R$ 1.278,79 por cabeça
  • Sudeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 193,50
    • Preço da arroba: R$ 350,00
    • Lucro: R$ 1.267,65 por cabeça

As duas regiões registraram crescimento superior a 24% na rentabilidade em relação a fevereiro, com margens acima de R$ 1,2 mil por animal.

Convergência de custos e competitividade entre regiões

Outro destaque foi a forte aproximação no custo por arroba produzida entre as regiões. A diferença caiu para apenas R$ 0,74 em março, ante mais de R$ 17 no mês anterior.

Leia Também:  Mercados de Wall Street Abrem a Semana em Estabilidade com Expectativas Voltadas para Jackson Hole

Esse movimento indica uma equalização da competitividade entre Centro-Oeste e Sudeste, reforçada também por um empate técnico na lucratividade — com diferença inferior a R$ 12 por cabeça.

No mercado de exportação, o Sudeste apresenta leve vantagem, com lucro estimado em R$ 1.324,35 por animal, impulsionado por preços mais elevados do boi destinado à China.

Inversão de custos levanta dúvidas sobre tendência para 2026

A mudança no padrão regional de custos, considerada atípica para a pecuária brasileira, levanta questionamentos sobre sua continuidade.

Enquanto o Centro-Oeste foi pressionado pela alta dos energéticos (+16,55%) e volumosos (+15,18%), o Sudeste se beneficiou da queda nos energéticos (-9,56%) e proteicos (-7,71%), favorecida pela maior oferta de coprodutos.

A consolidação ou não desse novo cenário dependerá, principalmente, do desempenho da safrinha de milho ao longo do ano.

ICAP se consolida como ferramenta estratégica no confinamento

O ICAP é calculado com base em dados de confinamentos monitorados por tecnologias de gestão, incluindo sistemas amplamente utilizados no Brasil.

O índice reúne milhões de registros de alimentação animal e permite acompanhar mensalmente a evolução dos custos nas principais regiões produtoras.

Segundo especialistas, a ferramenta tem se consolidado como apoio estratégico para decisões de compra de insumos, análise de viabilidade econômica e planejamento da atividade de confinamento.

icpa-mar26

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA