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Bolsas asiáticas registram ganhos com otimismo no setor manufatureiro e estímulos econômicos

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Os principais índices acionários da China e de Hong Kong encerraram a segunda-feira em alta, impulsionados por dados otimistas sobre o desempenho do setor manufatureiro e expectativas de continuidade nos estímulos econômicos promovidos por Pequim.

Em Xangai, o índice SSEC avançou 1,13%, mantendo a tendência positiva registrada em novembro, quando acumulou alta de 1,4%. O CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,79%, com destaque para o setor automotivo, que registrou um ganho expressivo de 4,78%. Outros setores também acompanharam o movimento de alta, com o índice imobiliário subindo 2,12% e o subíndice de chips registrando acréscimo de 0,63%.

Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou em alta de 0,65%, refletindo o maior apetite dos investidores por ativos de risco.

O otimismo no mercado foi alimentado pelos números do Índice de Gerentes de Compras (PMI) do Caixin/S&P Global, que subiu de 50,3 em outubro para 51,5 em novembro, superando as expectativas de 50,5 em pesquisa realizada pela Reuters. Esse é o maior patamar desde junho e reforça os dados de uma pesquisa oficial divulgada no sábado, que apontou o PMI industrial na maior marca dos últimos sete meses.

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De acordo com analistas do Citi, “o ímpeto econômico mostrou sinais claros de melhora, impulsionado pelo apoio político e por exportações antecipadas”. Eles destacaram ainda que a continuidade de políticas fiscais e monetárias será crucial para sustentar o consumo e enfrentar possíveis desafios externos.

Desempenho regional

Os ganhos não ficaram restritos à China e a Hong Kong. Outros mercados asiáticos também apresentaram desempenho positivo, com exceção da Coreia do Sul, onde o índice KOSPI recuou ligeiramente:

  • Tóquio (Nikkei): +0,8%, a 38.513 pontos
  • Hong Kong (Hang Seng): +0,65%, a 19.550 pontos
  • Xangai (SSEC): +1,13%, a 3.363 pontos
  • Shenzhen (CSI300): +0,79%, a 3.947 pontos
  • Seul (KOSPI): -0,06%, a 2.454 pontos
  • Taiwan (TAIEX): +2,13%, a 22.736 pontos
  • Cingapura (Straits Times): +0,32%, a 3.751 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): +0,14%, a 8.447 pontos

Os dados reforçam a perspectiva de recuperação econômica, especialmente na China, onde os estímulos implementados desde setembro parecem estar começando a gerar resultados mais consistentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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