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Boletim da Conab revela queda nos preços de batata e banana no atacado no último mês

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O mais recente Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta segunda-feira (20), revela uma diminuição nos preços da batata e da banana nos principais mercados atacadistas, em contraponto ao cenário nacional.

Batata: Preços em Queda pelo Segundo Mês Consecutivo

A batata, comercializada nos principais mercados atacadistas, apresentou uma redução significativa pelo segundo mês consecutivo. O destaque vai para a Central de Abastecimento de Santa Catarina, onde os preços registraram uma queda de 25,1% em relação ao mês anterior. Surpreendentemente, essa redução ocorreu mesmo diante de uma menor oferta do tubérculo, resultado também de uma demanda em declínio.

Banana: Aumento da Oferta Impacta nos Preços

O cenário para a banana também se mostrou favorável ao consumidor, com um aumento na oferta nacional, especialmente da variedade nanica proveniente do Vale do Ribeira (SP), região norte mineira e norte catarinense. Esse aumento na disponibilidade do produto resultou em uma pressão sobre os preços da banana prata, proporcionando uma perspectiva de diminuição ainda maior nos preços, especialmente com a chegada prevista de uma boa safra em meados de junho.

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Outras Variações no Mercado Hortigranjeiro

Além da batata e da banana, outros produtos também apresentaram redução nos preços. O clima mais frio afetou negativamente a demanda por laranjas e melancias, exercendo uma pressão de queda sobre seus preços.

Por outro lado, houve um aumento nos preços de outras frutas e hortaliças analisadas no Boletim Prohort. Chuvas registradas nas regiões produtoras impactaram na oferta de alface, enquanto a cenoura viu uma interrupção em sua queda de preços devido ao menor envio da raiz a partir de Minas Gerais.

Perspectivas Futuras e Destaque do Boletim

A Conab destaca que a Missão Técnica do Vale do São Francisco, realizada recentemente, visou demonstrar aos visitantes a vigorosa produção agrícola na região, especialmente na área da fruticultura irrigada. Além disso, o Boletim acompanha a divulgação do Balanço de Comercialização Total de Frutas e Hortaliças de 2023, que aponta um aumento no volume e valor comercializados em comparação ao ano anterior.

Para mais detalhes sobre a comercialização de frutas e hortaliças no setor atacadista, assim como a análise completa dos números de 2023, os interessados podem acessar o boletim completo no site da Companhia Nacional de Abastecimento.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rastreabilidade muda controle do gado e exigirá adaptação até 2032

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A pecuária brasileira entrou em uma transição que deverá mudar a forma como produtores, frigoríficos e órgãos de defesa sanitária acompanham a movimentação do rebanho. O Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB) prevê que, até o fim de 2032, bovinos e búfalos que circularem pelo País estejam identificados individualmente, permitindo acompanhar o histórico de cada animal ao longo da cadeia.

A mudança não significa, porém, que o pecuarista tenha de identificar imediatamente todos os animais da propriedade. Em 2026, o programa está em sua segunda etapa, destinada principalmente à adequação dos sistemas de informação dos Estados e à integração das bases estaduais com a estrutura nacional. A identificação dos animais será ampliada gradualmente nos próximos anos.

Hoje, grande parte do controle sanitário brasileiro é feita a partir da propriedade e dos lotes de animais, com registros de rebanho e documentos como a Guia de Trânsito Animal (GTA). Com o novo modelo, cada bovino ou búfalo passará a ter uma identificação única associada a informações sobre sua movimentação.

Na prática, o sistema permitirá saber com maior precisão por quais propriedades determinado animal passou. Em caso de ocorrência de uma doença, por exemplo, o serviço de defesa agropecuária poderá localizar os animais relacionados ao foco e as propriedades pelas quais circularam, reduzindo a necessidade de medidas generalizadas sobre regiões ou rebanhos inteiros.

O PNIB também cria condições para atender uma exigência crescente dos compradores de carne brasileira. Mercados importadores vêm ampliando cobranças relacionadas à origem dos animais, segurança sanitária e comprovação da cadeia produtiva. A rastreabilidade individual aproxima o Brasil do modelo adotado por outros grandes fornecedores internacionais de carne bovina e pode facilitar o atendimento a protocolos comerciais mais rigorosos.

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Para o produtor, a identificação também poderá ser utilizada como ferramenta de gestão. Associado a sistemas próprios da fazenda, o código individual permite acompanhar ganho de peso, reprodução, tratamentos sanitários e desempenho de cada animal. O benefício, no entanto, dependerá da organização dos dados da propriedade e da integração dessas informações aos sistemas oficiais.

O cronograma estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) começou em 2025, com a estruturação da base nacional de dados. Durante 2026, os órgãos estaduais de defesa sanitária devem adaptar seus sistemas para permitir a comunicação com a plataforma federal.

A mudança começa a chegar diretamente ao curral entre 2027 e 2029. Nessa etapa, a identificação individual deverá avançar entre animais submetidos a determinados manejos sanitários, especialmente fêmeas vacinadas contra brucelose, além daqueles participantes de protocolos privados de rastreabilidade.

A etapa final está prevista para ocorrer entre 2030 e 2032. Nesse período, a identificação será ampliada aos bovinos e búfalos antes da primeira movimentação, independentemente da finalidade do trânsito. A previsão oficial é concluir o processo em 31 de dezembro de 2032.

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Os animais receberão códigos individuais vinculados aos sistemas oficiais. Os meios de identificação poderão incluir dispositivos visuais e eletrônicos, conforme as normas técnicas aplicáveis e a evolução da regulamentação durante a implantação do programa.

Para o pecuarista, portanto, a principal providência neste momento não é sair identificando todo o rebanho por conta própria, mas acompanhar as regras adotadas pelo serviço de defesa agropecuária de seu Estado e começar a organizar os registros da propriedade. Cadastro do rebanho, movimentações, origem e destino dos animais e informações sanitárias ganharão importância crescente à medida que o PNIB avançar.

A implantação do sistema será uma das maiores operações de rastreabilidade pecuária do mundo. O Brasil possui um rebanho superior a 238 milhões de bovinos e búfalos e pretende fazer a transição sem interromper a movimentação comercial dos animais ou criar uma exigência imediata para todas as propriedades.

Mais do que colocar um número em cada boi, o novo sistema muda a lógica do controle da pecuária brasileira. A identificação deixa de acompanhar apenas o lote e passa, progressivamente, a acompanhar o próprio animal. Para quem produz, isso significa mais informação para administrar, mas também pode significar maior segurança sanitária, acesso a mercados e capacidade de comprovar a origem do produto.

Fonte: Pensar Agro

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