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BNDES Registra Mais de R$ 11 Bilhões em Operações no Plano Safra 2024-2025

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Entre julho e agosto de 2024, até o dia 12, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu mais de 40 mil solicitações de financiamento, totalizando R$ 11 bilhões no âmbito do Plano Safra 2024-2025. Esse valor representa um crescimento de 7% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando foram protocolados R$ 10 bilhões.

De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a expectativa é aumentar ainda mais os financiamentos ao longo do plano. “Estamos seguindo a orientação do presidente Lula para que o BNDES continue oferecendo um forte apoio tanto à agricultura familiar quanto ao agroempresarial. No primeiro semestre deste ano, já ampliamos em 204% as aprovações de crédito para a agropecuária, passando de R$ 4,7 bilhões para R$ 14,2 bilhões. Este é o maior Plano Safra já operado pelo BNDES, com mais de R$ 65 bilhões disponibilizados”, destaca Mercadante.

Dos R$ 66,5 bilhões disponíveis para a safra, R$ 33,5 bilhões são recursos equalizáveis. Desse total, R$ 18,7 bilhões serão destinados à agricultura empresarial e R$ 14,8 bilhões à agricultura familiar, representando aumentos de 26% e 28%, respectivamente, em relação ao ano anterior. Além disso, o BNDES oferecerá R$ 33 bilhões em recursos próprios através da linha BNDES Crédito Rural.

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No primeiro mês de operações, dos R$ 11 bilhões solicitados, R$ 10,3 bilhões são provenientes dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF). Destacam-se entre eles o Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota). Adicionalmente, foram demandados R$ 701,3 milhões para o produto BNDES Crédito Rural, que manteve uma demanda semelhante ao período anterior.

O Pronaf registrou R$ 2,6 bilhões em 26,3 mil operações financiadas. Desse total, 65% foram alocados para investimentos em instalações e máquinas, enquanto o restante destinou-se a custeio. Para esta safra, estão disponíveis R$ 726 milhões exclusivamente para agricultores familiares das regiões Norte e Nordeste, um aumento de 131% em relação ao ano anterior, contribuindo para a redução das desigualdades sociais e territoriais no país.

O Pronamp, voltado para o médio produtor rural, teve uma demanda de R$ 2,5 bilhões, representando um crescimento de 59% e resultando em mais de 9,6 mil operações. Outros programas relevantes para a agricultura empresarial incluem o PCA, com R$ 883 milhões, e o Moderfrota, com R$ 824 milhões.

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A atuação do BNDES no setor agropecuário é majoritariamente indireta, através da parceria com mais de 80 instituições financeiras credenciadas, o que favorece a desconcentração bancária e amplia o acesso ao crédito. Nas primeiras semanas do Plano Safra, 28 agentes financeiros parceiros enviaram pedidos ao BNDES, com destaque para bancos cooperativos e cooperativas de crédito, que representaram R$ 6,2 bilhões (56% do total) e 34,8 mil operações (87% do total). “Nossa atuação garante que os recursos do Banco alcancem além das capitais e grandes centros urbanos, promovendo a interiorização do crédito”, explica o presidente Mercadante.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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