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BNDES e Finep destinam R$6 bilhões para fomentar projetos de biocombustíveis avançados

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram uma chamada pública que disponibilizará R$6 bilhões para financiar planos de negócios voltados ao desenvolvimento e implantação de biorrefinarias. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

A iniciativa tem como objetivo fomentar a cooperação empresarial e fortalecer os primeiros empreendimentos voltados à produção de Combustível de Aviação Sustentável (SAF) e de combustíveis sustentáveis para navegação no Brasil.

Podem participar da chamada pública empresas brasileiras que atuam na produção de combustíveis ou que se dedicam à pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação com foco na criação das tecnologias mencionadas no edital. Também são elegíveis empresas que comercializem os produtos finais derivados dessas tecnologias.

Cada proposta submetida deverá conter um único plano de negócios, com a necessidade de crédito superior a R$20 milhões para sua execução, utilizando os instrumentos financeiros disponíveis pelo BNDES e pela Finep.

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“Essa chamada pública integra a política industrial do governo do presidente Lula e representa uma grande oportunidade para o desenvolvimento econômico do país. Globalmente, a aviação e a navegação respondem por cerca de 5% das emissões de CO2”, destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota. Ele acrescentou que “os combustíveis sustentáveis, derivados de biomassa, resíduos e outras matérias-primas renováveis, têm o potencial de reduzir essas emissões em até 94%”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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