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Biotrop comemora 6 anos com crescimento exponencial e foco na expansão internacional

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A Biotrop, uma das líderes do setor de insumos biológicos para a agricultura, celebra seis anos de uma trajetória marcada por crescimento exponencial e inovação. Em 2023, a empresa registrou uma receita bruta de R$ 618 milhões no Brasil e planeja continuar crescendo em ritmo acelerado neste ano. Agora, a Biotrop está se preparando para uma expansão internacional mais ampla, mirando em novos mercados na América Latina, na União Europeia e, em breve, nos Estados Unidos.

Atualmente, a Biotrop já comercializa seus produtos no Paraguai, Argentina, Bolívia, Uruguai e Peru. Segundo o CEO da Biotrop, Antonio Carlos Zem, o sucesso da empresa está enraizado em um propósito claro e significativo. “Desde o começo, acreditamos no potencial dos biológicos para transformar a agricultura. Temos muito ainda a construir para oferecer uma agricultura mais saudável, regenerativa e respeitosa ao meio ambiente. Queremos destacar o Brasil como líder mundial na produção de alimentos”, afirma.

A rápida adoção de tecnologias biológicas pelos produtores e a facilidade operacional da produção nacional têm sido cruciais para o avanço desse mercado. Um estudo da Kynetec revelou que 31% das áreas cultivadas na safra 2022/2023 adotaram produtos biológicos, e cerca de 60% das propriedades rurais brasileiras já utilizam essas soluções.

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Para atender à crescente demanda do mercado, a Biotrop tem investido fortemente em pesquisa e desenvolvimento, bem como na ampliação de sua capacidade produtiva. Em 2023, a empresa investiu R$ 90 milhões para expandir sua estrutura fabril e prevê investir mais R$ 30 milhões este ano. “Em seis anos, construímos uma equipe incrível, lançamos produtos consagrados, focamos em inovação e ampliamos nossa capacidade produtiva. É raro ver um crescimento tão rápido no setor empresarial como o nosso”, comemora Zem.

Alinhamento de Valores com a Biofirst

No final de 2023, o grupo belga Biofirst, líder mundial em bioinsumos para a agricultura, concluiu a aquisição da Biotrop como parte de sua estratégia global, que dividiu a empresa em quatro segmentos distintos. Dentro dessa reorganização, a Biotrop ficou responsável pelo desenvolvimento e comercialização de produtos para grandes culturas.

Maina Pardini, diretora de Gente e Gestão da Biotrop, ressalta que o alinhamento de valores entre as duas empresas foi relativamente tranquilo, graças às semelhanças em cultura organizacional. “Os valores já eram bastante semelhantes, então mantivemos a essência e fizemos apenas alguns ajustes. A nossa cultura permanece forte”, comenta.

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Um dos valores fundamentais para a Biotrop é a colaboração e o senso de dono. “Nós acreditamos na colaboração, em sentir-se parte do todo, com paixão e comprometimento. Agimos com senso de dono, buscando sempre superar os resultados. Como equipe, celebramos as conquistas juntos e promovemos um ambiente positivo”, destaca Maina Pardini.

Com essa abordagem colaborativa e um forte compromisso com a inovação, a Biotrop está pronta para continuar sua jornada de crescimento exponencial, expandindo sua presença no mercado internacional e reforçando sua posição como líder no setor de insumos biológicos para a agricultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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