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Biosseguridade na avicultura será destaque no 15º Simpósio da ACAV em Florianópolis

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Evento acontece de 5 a 7 de agosto em Florianópolis

Entre os dias 5 e 7 de agosto, Florianópolis (SC) receberá o 15º Simpósio Técnico da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), um dos eventos mais relevantes do setor avícola brasileiro. A programação reúne palestras e debates com foco nos principais desafios técnicos da cadeia produtiva, e um dos destaques será a apresentação do médico veterinário Bruno Pessamilio.

Tema central: atualizações sobre biosseguridade e riscos sanitários

A palestra de Bruno Pessamilio terá como tema “Atualizações sobre biosseguridade na avicultura brasileira: situação epidemiológica e pontos de atenção”. Com um panorama técnico e prático, ele vai abordar os desafios sanitários que afetam granjas e serviços de inspeção no país, em um momento que exige vigilância constante diante do risco de surtos.

Segundo os organizadores, o conteúdo servirá como um guia prático para fortalecer a proteção dos plantéis avícolas, com orientações voltadas à prevenção, controle e resposta rápida a ameaças sanitárias.

Especialista com ampla experiência no setor

Bruno Pessamilio é médico veterinário pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, com especialização em Defesa Sanitária Animal. Ele atuou por quase cinco anos na antiga Perdigão (atual BRF), onde foi sanitarista, responsável técnico e supervisor de granjas de matrizes de avós.

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Posteriormente, integrou o Ministério da Agricultura e Pecuária como Auditor Fiscal Federal Agropecuário por 16 anos, sendo que por 15 desses anos trabalhou diretamente com o Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), liderando a divisão do programa por mais de uma década.

Atualmente, Bruno é CEO da Visionar Treinamentos e Consultoria, atua como consultor técnico independente para nove entidades e associações do setor avícola, além de prestar assessoria para empresas e fabricantes de produtos veterinários. Também é frequentemente requisitado por serviços veterinários oficiais estaduais, atuando como treinador e orientador técnico.

Análise técnica e estratégias viáveis para o campo

Com base em sua ampla vivência no setor, Pessamilio irá:

  • Apontar vulnerabilidades atuais nas granjas brasileiras
  • Propor soluções práticas e acessíveis
  • Reforçar a importância da biosseguridade para a sustentabilidade e competitividade da produção nacional

Sua palestra é indicada para veterinários, técnicos, gestores, produtores e profissionais de toda a cadeia produtiva.

Visão estratégica e aplicação prática

O coordenador geral do evento, Bento Zanoni, ressalta que a experiência de Pessamilio vai além dos números e protocolos:

“Em um cenário onde a sanidade do plantel é condição indispensável para a competitividade internacional, ouvir quem esteve por dentro das principais decisões do setor é uma oportunidade rara. Com uma visão clara dos bastidores da sanidade avícola no Brasil, Bruno trará ao Simpósio uma conexão entre experiência prática e conhecimento técnico que será valiosa para todo o setor.”

A apresentação pretende esclarecer os gargalos reais da biosseguridade e indicar como enfrentá-los com estratégias eficazes e realistas, reforçando a importância da ação coordenada entre todos os agentes do setor.

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Inscrições abertas com valores promocionais até 30 de julho

As inscrições para o 15º Simpósio Técnico da ACAV já estão abertas e podem ser realizadas pelo site: www.simposioacav.com.br.

  • Valor para profissionais: R$ 800,00
  • Valor para estudantes: R$ 400,00

Mais informações podem ser obtidas pelos canais oficiais:

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio movimentou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões com as vendas ao exterior no primeiro semestre de 2026. Com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países, o estado manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.

Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho, publicado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base nos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,09.

Minas Gerais respondeu por 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio entre janeiro e junho. O setor também gerou 40,9% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais, demonstrando a importância das atividades rurais para a economia mineira.

A China permaneceu como o principal destino dos produtos agropecuários do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A presença em mercados com diferentes perfis de consumo reduz a dependência de um único comprador e amplia as possibilidades de comercialização para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O café continuou como o principal produto da pauta. As vendas somaram R$ 22,9 bilhões e representaram 50,1% de toda a receita do agronegócio mineiro no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre.

O preço médio do café exportado aumentou 4,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Convertida para a moeda brasileira, a média passou de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119 por saca. Essa referência corresponde ao valor do produto embarcado e não ao preço pago diretamente ao cafeicultor.

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A valorização ajudou a sustentar a receita em um período de menor disponibilidade do grão. O volume exportado diminuiu 21,6%, depois dos elevados embarques realizados nos ciclos anteriores e dos efeitos do clima sobre a produção e os estoques.

A perspectiva para os próximos meses é favorecida pela entrada da safra de 2026. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil possa colher 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% sobre o ciclo anterior.

Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deverá ter participação decisiva nesse avanço. A bienalidade positiva do arábica, a ampliação da área em produção e a recuperação esperada da produtividade podem aumentar a disponibilidade do grão para o mercado interno e para as vendas internacionais.

A soja foi o segundo principal grupo da pauta e apresentou crescimento. As exportações de grão, farelo e óleo movimentaram R$ 10,9 bilhões, alta de 10,2%. O volume chegou a 5,01 milhões de toneladas, avanço de 2,5%.

O resultado do complexo soja mostra que Minas Gerais também amplia sua participação na comercialização de produtos processados. A produção de farelo e óleo agrega valor ao grão, movimenta as indústrias de esmagamento e atende às cadeias de ração animal e biodiesel.

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As carnes também avançaram. Os embarques renderam R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O estado vendeu 247,3 mil toneladas, volume 3,7% maior.

O aumento mais expressivo da receita em relação à quantidade indica melhora no valor médio das carnes exportadas. O movimento favorece frigoríficos, cooperativas e pecuaristas integrados às cadeias que atendem ao mercado internacional.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, movimentou R$ 2,7 bilhões, enquanto os produtos florestais renderam R$ 2,6 bilhões. Juntos, café, soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais responderam por 96,2% das vendas externas do agronegócio mineiro.

Produtos tradicionais e de maior valor agregado também conquistaram espaço. Queijos, doce de leite, cachaça e doces mineiros movimentaram cerca de R$ 49,4 milhões no semestre. Embora tenham participação menor na pauta, esses produtos abrem oportunidades para pequenas e médias agroindústrias que trabalham com origem, qualidade, tradição e indicação geográfica.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita total das exportações do agro mineiro recuou 9,6% e o volume diminuiu 3%. Ainda assim, o crescimento da soja e das carnes, a valorização média do café e a presença em 166 mercados mantiveram Minas Gerais entre as principais forças do agronegócio exportador brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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