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Biologia Molecular revoluciona o combate a doenças invisíveis no solo e aumenta produtividade na safra de inverno

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Com a aproximação da safra de inverno, culturas como trigo, aveia e cevada ganham destaque no campo brasileiro. A tecnologia da Plataforma GoSolos, da GoGenetic Agro, está transformando o manejo dessas culturas ao permitir a identificação precoce de patógenos no solo, auxiliando produtores a tomarem decisões mais assertivas e a garantir melhores resultados.

Perspectivas para a safra de inverno 2025

Segundo o Oitavo Levantamento da Conab, a produção de trigo para a safra 2025 deve crescer, com uma estimativa de 8,3 milhões de toneladas. A aveia ocupará cerca de 94,5 mil hectares, com 12,7% da área já semeada até o último levantamento. No Paraná, a cevada deve alcançar 94,3 mil hectares, aumento de 21,2% em relação ao ciclo anterior.

Fase inicial das lavouras e riscos de doenças

Em maio, a maioria das lavouras encontra-se em fase inicial de desenvolvimento, período que exige atenção redobrada dos produtores. As doenças do solo mais comuns incluem Fusarium graminearum (giberela), Gaeumannomyces graminis (mal-do-pé) e Rhizoctonia solani (podridão radicular). Além do monitoramento constante, o ajuste da adubação com base em análises do solo e a proteção contra geadas são essenciais para o sucesso da safra, especialmente do trigo, que apresenta crescimento, mas com desaceleração nas expectativas oficiais.

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Plataforma GoSolos: inovação no sequenciamento genético do solo

A Plataforma GoSolos, da GoGenetic Agro, utiliza sequenciamento genético do DNA do solo para mapear fungos e bactérias presentes na área produtiva antes mesmo do plantio. “Muitas dessas doenças já estão no solo antes da semeadura. Nosso diferencial é fornecer ao produtor um perfil microbiológico da lavoura antecipadamente, auxiliando no manejo”, explica Vânia Pankievicz, CEO da GoSolos.

Benefícios da análise microbiológica do solo

Com a análise detalhada, é possível identificar os microrganismos presentes e escolher defensivos e bioinsumos adequados, reduzindo perdas e aumentando a produtividade. O processo é simples: amostras são coletadas em pontos estratégicos seguindo protocolos rigorosos para evitar contaminação, enviadas ao laboratório e, posteriormente, o produtor recebe um relatório com recomendações personalizadas para o manejo do solo.

Antecipação e segurança para o produtor

A antecipação, aliada ao uso de tecnologia genética, oferece ao produtor rural mais tempo para planejar e tomar decisões seguras, com respaldo científico, contribuindo para maior produtividade e sustentabilidade.

E-book gratuito para produtores rurais

Para apoiar o manejo preventivo das doenças do solo, a GoGenetic Agro lançou o e-book Safras de Inverno. Com linguagem acessível e conteúdo técnico, o material está disponível gratuitamente.

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e-book Safras de Inverno

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Safra 2026/27 confirma avanço do crédito privado e reduz dependência do financiamento oficial no agro

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O anúncio do Plano Safra 2026/27 trouxe um novo recorde nominal para o crédito rural empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados a médios e grandes produtores. Apesar do volume expressivo, o crescimento de apenas 1,7% em relação à safra anterior ficou abaixo da inflação acumulada e do avanço esperado para o setor, gerando questionamentos sobre a capacidade do programa de sustentar sozinho a expansão do agronegócio brasileiro.

Mais do que o valor anunciado, o que chama a atenção é a mudança estrutural que vem ocorrendo no sistema de financiamento rural. O crédito privado, impulsionado por instrumentos como CPR, Fiagro, CRA e LCA, assume papel cada vez mais relevante, reduzindo a dependência histórica dos recursos subsidiados pelo governo.

Plano Safra cresce menos e reflete cenário de maior cautela

O novo ciclo do Plano Safra foi lançado em um contexto marcado por margens mais apertadas no campo, aumento da inadimplência em algumas cadeias produtivas e maior seletividade das instituições financeiras.

Dos R$ 525,1 bilhões anunciados, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização da produção, uma redução de 7,2% em relação à safra anterior. Já os recursos para investimentos somam R$ 140,2 bilhões, alta de 38,1%, sinalizando prioridade para projetos de modernização, tecnologia e infraestrutura.

Além disso, houve redução nas principais taxas de juros das linhas de financiamento, acompanhando o início do ciclo de queda da taxa Selic. O crédito de custeio empresarial passou de 14% para 12,5% ao ano, enquanto o Pronamp caiu de 10% para 9%.

Crédito privado ganha protagonismo no financiamento rural

Embora o Plano Safra continue sendo um importante instrumento de política agrícola, sua participação relativa no financiamento do setor vem diminuindo.

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Nas últimas cinco safras, o crescimento do crédito rural ocorreu principalmente por meio de recursos livres, captados a mercado. Enquanto o crédito subsidiado permaneceu praticamente estável, as operações com recursos privados avançaram de forma consistente.

Esse movimento mostra que o agronegócio brasileiro está cada vez menos dependente dos subsídios governamentais e mais conectado ao sistema financeiro e ao mercado de capitais.

A participação dos recursos equalizados — aqueles em que o Tesouro Nacional subsidia parte dos juros — caiu significativamente nos últimos anos, representando atualmente cerca de 22% do total disponibilizado pelo Plano Safra.

Cooperativas ampliam presença no campo

Outro destaque da transformação do crédito rural é o avanço das cooperativas financeiras.

Nos últimos dez anos, a participação dessas instituições nas operações de crédito rural praticamente dobrou. Em diversas regiões do país, especialmente no interior, as cooperativas se tornaram a principal fonte de financiamento para produtores rurais.

Além da proximidade com o associado, essas instituições ampliaram sua capacidade de captação no mercado, fortalecendo sua atuação em um cenário de maior demanda por crédito e menor participação dos bancos tradicionais.

CPR alcança R$ 565 bilhões e lidera expansão do mercado privado

A principal evidência da mudança estrutural está no crescimento da Cédula de Produto Rural (CPR), instrumento que se consolidou como a espinha dorsal do crédito privado no agronegócio.

O estoque de CPR saltou de aproximadamente R$ 170 bilhões para R$ 565 bilhões em apenas seis safras, crescimento superior a 230%. O avanço supera com folga a expansão registrada pelo próprio Plano Safra no mesmo período.

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Paralelamente, outros instrumentos também ganharam espaço. O estoque de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) alcançou cerca de R$ 176 bilhões, enquanto os Fiagros já administram aproximadamente R$ 62 bilhões em ativos distribuídos em centenas de fundos.

Somados a operações de barter e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os mecanismos privados movimentam atualmente cerca de R$ 1,4 trilhão, consolidando uma nova realidade para o financiamento da produção agropecuária.

Desafio para produtores passa a ser gestão financeira

Especialistas apontam que o principal desafio para os próximos anos não será apenas acessar crédito, mas administrar diferentes fontes de financiamento de forma estratégica.

Ferramentas como CPR, barter, Fiagro e operações estruturadas passam a integrar cada vez mais o planejamento financeiro das propriedades rurais. Nesse cenário, gestão de risco, proteção de margem e eficiência operacional tornam-se fatores tão importantes quanto produtividade e tecnologia.

Nova fase do crédito rural já começou

O Plano Safra 2026/27 reforça uma tendência que vem se consolidando no agronegócio brasileiro: o financiamento da produção deixou de depender exclusivamente dos recursos oficiais.

Embora continue relevante, o programa governamental passa a atuar como parte de um sistema mais amplo, formado por cooperativas, mercado financeiro, investidores e instrumentos privados.

A mensagem para o setor é clara: o futuro do crédito rural será construído pela combinação entre recursos públicos e privados. Mais do que acompanhar o tamanho dos anúncios oficiais, produtores, empresas e investidores precisarão observar a qualidade do funding, a gestão dos riscos e a capacidade de execução dos projetos para garantir competitividade nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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