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Bioinsumos: O Futuro da Agricultura Sustentável no Brasil

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A nova edição do informativo “Sucroenergético 360º”, elaborado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, já está disponível e traz como tema central os bioinsumos. Em um contexto de crescentes crises ambientais, solos degradados e demanda por uma produção mais sustentável, esses insumos biológicos despontam como alternativa estratégica para a agricultura regenerativa, reduzindo a dependência de agroquímicos sintéticos e minimizando impactos ambientais.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os biofertilizantes, biodefensivos e inoculantes não são meros substitutos ou complementos dos insumos químicos tradicionais, mas sim elementos fundamentais para um sistema produtivo mais equilibrado e eficiente. Além de aumentar a produtividade de forma sustentável, esses insumos contribuem para a conservação dos recursos naturais e para a mitigação das mudanças climáticas. No entanto, apesar de seu grande potencial, o setor ainda enfrenta desafios que retardam sua adoção em larga escala.

Um dos principais entraves, segundo os especialistas, está na falta de informação estruturada. Sem dados confiáveis, muitos produtores ainda hesitam em investir, investidores recuam e reguladores enfrentam dificuldades para criar normativas que impulsionem o setor. Essa lacuna informacional perpetua a dependência de métodos convencionais que, em muitos casos, comprometem a saúde do solo e a biodiversidade.

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Além disso, políticas internacionais voltadas à agricultura sustentável, adotadas por grandes parceiros comerciais do Brasil, reforçam a necessidade de transformar esse cenário. A demanda global por práticas ambientalmente responsáveis pressiona o setor agrícola brasileiro a se adaptar e avançar na implementação dos bioinsumos como uma alternativa viável e competitiva no mercado.

Sucroenergético 360º

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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