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Biogénesis Bagó Destaca Avanços em Sanidade e Nutrição Animal no Feedlot Summit Brazil 2024

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Durante o 16º Feedlot Summit Brazil 2024, que será realizado entre os dias 18 e 20 de setembro em Goiânia (GO), a Biogénesis Bagó, referência global em biotecnologia voltada para a saúde, produtividade e bem-estar animal, apresentará os resultados de sua atuação em sanidade e nutrição em alguns dos maiores confinamentos do Brasil. Entre os destacados estão a Fazenda Conforto, o Grupo Maximus, o Grupo Agrojen e a Real Beef.

Carlos Godoy, médico-veterinário e gerente de Marketing da Biogénesis Bagó na América Latina, enfatiza a integração de conhecimento técnico, gestão operacional e soluções tecnológicas avançadas para aprimorar a produção. “Vamos demonstrar como nossas soluções em sanidade e nutrição são cruciais para a eficiência dos confinamentos, abordando dois pilares fundamentais da produção de proteína animal”, destaca Godoy.

Sanidade e Nutrição em Foco

No campo da sanidade, a Biogénesis Bagó mostrará suas vacinas, vermífugos, antibióticos, anti-inflamatórios e suplementos minerais e vitamínicos. Esses produtos são essenciais para evitar prejuízos e perdas desde a entrada dos animais no confinamento até o momento do abate. Bruno Di Rienzo, gerente nacional de Demanda da empresa, explica que, apesar de representar apenas 1,2% dos custos totais do confinamento, a sanidade é crucial. “Enquanto a taxa média de mortalidade em confinamentos no Brasil é de 0,5% a 1%, nossos clientes têm alcançado índices muito mais baixos, chegando a 0,16% com nossas soluções”, afirma Di Rienzo. Para operações de maior escala, essa eficiência pode significar uma economia que cobre totalmente o investimento em sanidade.

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Bruno Gottard, sócio proprietário do Grupo Maximus, ressalta a importância da sanidade para manter altos níveis de ocupação e garantir a recuperação adequada dos animais. “A Biogénesis Bagó desempenha um papel fundamental, mapeando riscos e oferecendo soluções personalizadas para desafios específicos, além de capacitar nossos colaboradores para uma execução eficaz”, observa Gottard.

No que diz respeito à nutrição, a Biogénesis Bagó destacará o impacto dos inoculantes na preparação de silagem, utilizando a linha Magniva da Lallemand Animal Nutrition. Pedro Hespanha, gerente de Produtos e Trade, explica que as perdas na silagem, como apodrecimento e oxidação, podem ser significativas. “Combinando tecnologias de inoculantes e filmes de última geração, é possível reduzir perdas de silagem entre 10% e 50%, dependendo das condições”, afirma Hespanha.

Expansão do Confinamento no Brasil

O Brasil possui um rebanho bovino estimado em 202,8 milhões de cabeças, o que representa 12,18% do total mundial, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O país é o segundo maior no confinamento de gado, atrás apenas dos Estados Unidos. O percentual de animais confinados destinados ao abate subiu de 13,3% (39,1 milhões de cabeças) em 2021 para 18,2% (42,3 milhões de cabeças) em 2023.

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Godoy ressalta o orgulho e a responsabilidade da Biogénesis Bagó em estar presente nos principais sistemas de confinamento do Brasil. “Participar do Feedlot Summit Brazil com a Coan Consultoria e outros parceiros, como Lallemand, Phibro e Minerva Foods, é uma oportunidade para oferecer aos confinadores as melhores soluções para negócios, segurança e rentabilidade”, conclui Godoy.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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