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Biofumigação: Técnica Eficaz no Controle de Pragas e Regeneração do Solo

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A biofumigação é uma técnica agrícola inovadora que visa controlar pragas e patógenos no solo, utilizando plantas específicas ricas em glucosinolatos. Essas plantas, predominantemente do gênero Brassica, como mostarda, nabo, rúcula e repolho, desempenham um papel fundamental na regeneração do solo.

O processo de biofumigação inicia-se com o plantio dessas sementes. Após o crescimento das plantas, elas são trituradas e incorporadas ao solo. De acordo com Douglas Machado, gerente das linhas Superseed e TSV Sementes da Agristar do Brasil, durante a hidrólise enzimática e a decomposição, essas plantas liberam compostos orgânicos biocidas, como os isotiocianatos. Esses compostos são eficazes no controle de fungos, oomicetos, nematoides, bactérias e protozoários presentes no solo.

Machado destaca que, além de reduzir a incidência de doenças nas culturas subsequentes, a biofumigação melhora a fertilidade do solo, aumentando a biodiversidade das populações de organismos benéficos, como fungos que solubilizam nutrientes. “O plantio das culturas pode ser feito simultaneamente, mas é essencial avaliar o principal problema a ser solucionado para maximizar a eficiência da prática e obter melhores resultados”, explica ele.

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A técnica de biofumigação pode ser aplicada em qualquer estação do ano, independentemente das condições meteorológicas. O intervalo de carência, ou seja, o tempo necessário para que os compostos liberados exerçam seus efeitos, é de 14 dias após a incorporação das plantas. O processo completo, que inclui o plantio, a incorporação e o intervalo de carência, leva de 2 a 3 meses.

Douglas Machado também menciona que as variedades de mostarda Caliente (Bioactive) e rúcula Nemat, da linha Superseed da Agristar, são especialmente adaptadas para biofumigação em condições tropicais. Embora as culturas apresentem uma vegetação mais robusta no inverno em comparação com o verão, o estresse causado por altas temperaturas estimula a produção de glucosinolatos. Assim, essas plantas podem ser cultivadas durante todo o ano, mantendo a eficácia dos isotiocianatos por hectare.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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