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Biofach 2024: quase US$ 17 milhões em negócios para empresas brasileiras na maior feira de orgânicos da Europa

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Quase US$ 17 milhões em negócios imediatos e contratos futuros: este é o saldo da participação de 21 empresas brasileiras na Biofach, a maior e mais importante feira de produtos orgânicos da Europa e do mundo, realizada entre 13 e 16 de fevereiro em Nuremberg, na Alemanha. Pela 7ª vez consecutiva, a delegação foi liderada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), somando-se a mais de 2500 expositores de 94 países.

A Biofach é uma importante plataforma de negócios para incrementar as exportações brasileiras de produtos orgânicos para o mercado alemão e para o restante da Europa, contribuindo para consolidar a imagem do Brasil nesse setor. A participação do país no evento contou com a parceria dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (MAPA) e das Relações Exteriores (MRE), por meio do Setor de Promoção Comercial e Investimentos (SECOM) da Embaixada do Brasil na Alemanha.

Para o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, a presença na Biofach é uma oportunidade valiosa para promover a sociobiodiversidade do país no comércio exterior. “A demanda mundial por bebidas e alimentos orgânicos está crescendo bastante e as empresas brasileiras têm plenas condições de abastecer esses mercados. Nossa participação na Biofach buscou incrementar o potencial exportador desse segmento, que contribui para fortalecer nossa bioeconomia e para impulsionar o desenvolvimento sustentável do país”, comentou Viana.

Liderança feminina e regional

Quase metade das empresas que expuseram na 35ª edição da Biofach são lideradas por mulheres, o que se alinha a uma importante diretriz da ApexBrasil: a promoção da equidade de gênero no comércio exterior, fruto de um compromisso assinado pela ApexBrasil em março de 2023. “Queremos reposicionar o Brasil no mundo e destacar o que o país tem de melhor em termos de sustentabilidade ambiental e social. Alcançar a paridade de gênero em nossas iniciativas faz parte desse propósito, inclusive em um segmento tão promissor como a produção de bebidas e alimentos orgânicos”, destacou a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza.

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Uma das lideranças femininas presentes na Biofach foi Fernanda Castro, gerente de exportação da usina Jalles Machado, dedicada à produção de açúcar orgânico. A Europa é o segundo maior destino das exportações da empresa e, para a empresária, estar na Biofach permite encontrar de perto os clientes. “Para nós é muito importante contar com o apoio da ApexBrasil, que, de uma forma muito organizada, organiza o Pavilhão Brasil e também nos dá o suporte necessário para estar presente. E por ser uma vitrine do mercado orgânico, a Biofach também é uma oportunidade de desenvolver novas relações e encontrar potenciais clientes para trabalhar ao longo do ano”, ressaltou a gerente.

Outro destaque da delegação brasileira no evento foi a representatividade das regiões Norte e Nordeste brasileiras. Oito empresas do Ceará, Maranhão, Pará e Piauí levaram para a feira produtos tipicamente brasileiros, tais como sucos e derivados de frutas como acerola, pitaya e caju, além de açaí, castanhas, mel natural e óleo de coco de babaçu. Essa participação se alinha à outra diretriz de gestão da Agência: ampliar e fortalecer a cultura exportadora daquelas regiões, cujas vendas para o mercado externo ainda são muito baixas se comparadas às de outras partes do país.

Thays dos Santos, assessora técnica da Cooperativa de Pequenos Produtores Agroextrativistas do Lado do Junco e Lago dos Rodrigues (Coopalj), no Maranhão, também integrou a comitiva brasileira à Biofach, em um estande coletivo montado junto do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Filha de quebradeira de coco babaçu, ela trabalha junto a mais de outras 1300 mulheres na produção do óleo de babaçu orgânico refinado. “Esse trabalho incrível que a Coopalj vem fazendo, há mais de 30 anos, com mais de mil mulheres extrativistas, gera renda para muitas famílias. A gente veio apresentar nosso produto e buscar novos mercados”, pontuou Thais.

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Comércio de orgânicos

O mercado mundial para bebidas e alimentos orgânicos tem crescido de forma contínua. Pesquisa do Instituto Organis aponta que, entre 2021 e 2023, houve um crescimento de 16% no consumo de orgânicos. Estima-se que o mercado mundial para esse tipo de alimentos tenha chegado a US$ 150 bilhões em 2023, liderado por Estados Unidos, França e Alemanha. O mercado brasileiro de orgânicos, por sua vez, corresponde a apenas R$7 bilhões, o que torna a Biofach uma excelente oportunidade para que as empresas brasileiras do setor possam adentrar mercados estratégicos e exibir ao mundo a qualidade de seus produtos.

No mercado alemão, em especial, há espaço para a entrada desses produtos e para a diversificação como um todo da pauta exportadora brasileira, hoje centrada em commodities. Lideram essa lista café não torrado; farelos de soja e outros alimentos para animais; minérios de cobre; e motores de pistão e suas partes. O Brasil é hoje o 31º maior fornecedor da Alemanha, sendo origem de apenas 0,6% dos produtos comprados pelo país europeu. Já a Alemanha é o 4º maior fornecedor do Brasil, com 5,2% de participação no mercado brasileiro.

A Biofach

A ApexBrasil participa da Biofach desde 2016. Na última edição, realizada entre 14 e 17 de fevereiro de 2023, foram gerados quase US$ 19 milhões em negócios, entre vendas imediatas e esperadas para os 12 meses seguintes à feira. Na ocasião, a delegação brasileira no evento contou com 25 empresas, sendo 16 delas no pavilhão da ApexBrasil e nove no espaço do MAPA. Naquele ano, o evento recebeu cerca de 36 mil visitantes, de 137 diferentes países.

Fonte: ApexBrasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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