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Biodiesel no Brasil: contratações para o 3º bimestre de 2026 se aproximam de 1,75 milhão de m³ e reforçam demanda por soja

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O mercado brasileiro de biodiesel fechou o 3º bimestre de 2026 com contratações próximas de 1,75 milhão de metros cúbicos (m³), volume destinado a garantir a mistura obrigatória do biocombustível ao diesel fóssil nos meses de maio e junho. O resultado representa a segunda maior contratação bimestral já registrada pelo setor desde a adoção do modelo de livre negociação entre distribuidoras e usinas.

O desempenho fica atrás apenas dos cerca de 1,81 milhão de m³ negociados no 5º bimestre de 2025, consolidando um cenário de demanda aquecida para o biodiesel no país. O movimento também reforça a importância estratégica do biocombustível para a cadeia do agronegócio brasileiro, especialmente para o complexo soja.

Com o volume contratado neste ciclo, o mercado garante a comercialização de aproximadamente 11,6 milhões de m³ de diesel B, combustível que combina diesel mineral e biodiesel. Na comparação anual, o avanço é de cerca de 1,4%, considerado moderado diante do crescimento mais forte observado nas vendas de diesel ao longo do primeiro trimestre.

Crescimento do diesel e safra recorde sustentam o setor

Os dados mais recentes do mercado de combustíveis mostram que as vendas de óleo diesel no Brasil avançaram em ritmo acelerado em março, registrando expansão de dois dígitos em relação ao mesmo período do ano anterior. O cenário fortalece as perspectivas para a indústria de biodiesel, que depende diretamente da demanda do setor de transportes e da atividade econômica.

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Além disso, a expectativa de uma safra recorde de soja em 2026 amplia a relevância do biodiesel na absorção da produção agrícola nacional. Estimativas de mercado indicam que a colheita brasileira poderá superar 180 milhões de toneladas, elevando a oferta de óleo de soja — principal matéria-prima utilizada na fabricação do biocombustível.

Analistas do setor avaliam que a manutenção de volumes elevados de contratação ajuda a equilibrar o mercado agrícola, agregando valor à cadeia produtiva e contribuindo para o escoamento da safra.

Livre negociação consolida novo modelo do mercado

O atual sistema de comercialização do biodiesel já soma 27 bimestres desde a substituição dos antigos leilões públicos pelo modelo de livre negociação. A mudança trouxe maior flexibilidade comercial para distribuidoras e usinas, além de ampliar a competitividade do setor.

Na avaliação de agentes do mercado, o novo formato vem permitindo ajustes mais rápidos às oscilações de oferta e demanda, favorecendo a previsibilidade operacional das usinas e a segurança de abastecimento para as distribuidoras.

Perspectivas para o biodiesel seguem positivas

O mercado mantém expectativa de continuidade do crescimento do biodiesel no Brasil ao longo de 2026, impulsionado pelo aumento gradual da mistura obrigatória, pela maior demanda doméstica por combustíveis e pela necessidade de ampliar fontes renováveis na matriz energética nacional.

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Outro fator acompanhado de perto pelo setor é a evolução dos preços do óleo de soja, do petróleo e do diesel fóssil, que seguem influenciando diretamente a competitividade do biodiesel no mercado interno.

Com a combinação entre safra robusta, demanda aquecida e expansão do consumo energético, o biodiesel segue consolidando posição estratégica dentro do agronegócio e da política de transição energética brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura avança na elaboração do Plano Municipal de Agricultura Familiar com participação de comunidades rurais

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A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade à construção do Plano Municipal de Agricultura Familiar (PMAF) ao reunir representantes de comunidades rurais da região do Coxipó do Ouro. O encontro marcou a terceira reunião de elaboração do documento e a realização da terceira oficina participativa, iniciativas voltadas ao levantamento de demandas, identificação de potencialidades e definição de ações para fortalecer a agricultura familiar no município, no último sábado (27).

Promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Agricultura, em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), o evento reuniu agricultores de localidades como a Sede Distrital, Arraial de Freitas, Recanto Tranquilo, Ponte de Ferro, Rio dos Médicos, São Jerônimo, Vale das Trilhas, Rio dos Peixes e Ribeirão Cascalheira. As contribuições apresentadas serão incorporadas ao diagnóstico base para a redação final do plano.

Segundo o secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, o objetivo é construir um planejamento sólido, capaz de nortear as políticas públicas para o setor. “A elaboração do PMAF visa mapear o cenário rural e direcionar ações governamentais para fortalecer o setor, combater a pobreza e evitar o êxodo rural. Na prática, ele garantirá aos produtores melhorias estruturais, acesso à capacitação, assistência técnica continuada e fomento à comercialização”, afirmou o gestor, destacando que o diagnóstico participativo das oficinas será transformado em metas e ações concretas pela administração municipal.

Demandas e planejamento regionalizado

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Durante a oficina, os produtores apresentaram prioridades relacionadas à infraestrutura, regularização fundiária, acesso à água, assistência técnica e ampliação dos canais de comercialização. As discussões também abordaram oportunidades de desenvolvimento econômico e valorização das atividades rurais e do turismo em cada comunidade.

O coordenador do PMAF na Secretaria Municipal de Agricultura, Osvaldo dos Santos Lara, explicou que o plano está sendo elaborado de forma regionalizada. Para isso, o município foi dividido em seis regiões, cada uma agrupando entre oito e 15 comunidades rurais. De acordo com Lara, a metodologia permite identificar problemas específicos e construir soluções coletivas.

Na região do Coxipó do Ouro, embora questões como a regularização fundiária e a disponibilidade de água influenciem diretamente a produção, os agricultores demonstram grande interesse em expandir suas atividades. O assessor pontuou ainda que as oficinas estimulam a integração entre os produtores locais, favorecendo parcerias, troca de experiências e a abertura de novos mercados.

Propostas da comunidade

Entre as propostas apresentadas, o presidente da Associação dos Moradores Mini e Pequenos Produtores Rurais da Comunidade Rio dos Peixes, Felipe José da Silva Oliveira, defendeu a criação de políticas públicas permanentes. Ele destacou a necessidade de melhorar as estradas rurais, garantir água para a produção, incentivar a agroindustrialização e implantar uma central de comercialização. Felipe também propôs o fortalecimento do turismo rural integrado à agricultura, valorizando a gastronomia, os balneários e a cultura local.

“A expectativa é que o plano contribua para ampliar as oportunidades dos pequenos produtores, fortalecer programas de compra institucional, como a alimentação escolar, gerar renda no campo e criar condições para que as famílias permaneçam na terra com mais qualidade de vida”, ressaltou o líder comunitário.

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Diversidade produtiva

As oficinas também evidenciaram a diversidade da produção rural na região:

Vale das Trilhas: destaque para o cultivo de mandioca, piscicultura, criação de aves e produção de queijos e ovos, com demandas voltadas à melhoria das estradas de acesso.

Arraial de Freitas: famílias atuam na produção de frutas, hortaliças, leite, doces artesanais, suínos e aves, reivindicando espaços estruturados para comercialização, como boxes e uma feira permanente.

São Jerônimo: produção diversificada que inclui peixes, banana, derivados de suínos, mel e azeite de mamona.

Recanto Tranquilo: predominância da criação de aves, incluindo patos, suínos e cultivo de hortaliças.

Próximos passos

Após a etapa do Coxipó do Ouro, a Prefeitura de Cuiabá dará sequência ao cronograma de oficinas nas regiões do Distrito da Guia, Distrito do Aguaçu e nas comunidades periurbanas do município. Com a conclusão dos encontros, a equipe técnica consolidará as contribuições para redigir a minuta final do Plano Municipal de Agricultura Familiar, que passará por uma última reunião de validação com as comunidades antes de ser oficialmente instituído.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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