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Biocombustíveis são um caminho para o protagonismo do Brasil

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O diesel tem em sua composição 14% de biodiesel, desde o início deste mês de março. O aumento de 2% da mistura ao combustível não só agrega valor ao produto, como traz benefícios sociais, econômicos, ambientais e impactos positivos à saúde pública.

As recentes definições do governo são um alento para os setores do biodiesel e do agronegócio –que vislumbram aquecimento dos negócios– e abrem o caminho para o país protagonizar globalmente uma transição energética que percebe o uso de combustíveis limpos e renováveis como uma alternativa para a diminuição da emissão de gases de efeito estufa, responsáveis pelas mudanças climáticas que têm impactado o planeta.

O biodiesel é um dos setores com forte potencial para colocar o Brasil na liderança da transição energética. A indústria está preparada para atender aos mercados nacionais e internacionais porque tem:

  • estrutura de mais de 60 usinas;
  • capacidade de produção de 14,3 bilhões de litros de combustível por ano;
  • parque fabril ávido para ampliação;
  • matéria-prima farta; e
  • políticas públicas convergentes à demanda global de descarbonização.

Destaca-se ainda que o setor já estava coordenado para atuar em 2023 com 15% de biodiesel ao óleo diesel. Entretanto, uma resolução do governo de 2018 foi revisada em virtude da crise sanitária de covid-19, alterando a trajetória socioeconômica. Só em 2023 voltou-se a ter avanços que, hoje, permitem ao setor seguir com mais confiança.

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As expectativas são positivas para os próximos 2 anos. Os percentuais de 14% de biodiesel ao diesel em 2024, e 15% em 2025, vão movimentar a economia. São esperados impactos na cadeia produtiva dos biocombustíveis e do agronegócio.

O biodiesel é, hoje, um importante estimulador da criação de empregos. Com as novas diretrizes, a expectativa é de bons resultados para a sociedade e para os pequenos produtores que fornecem insumos às empresas do setor.

O ano de 2023 foi a retomada da categoria. O aumento de 10% para 12% da mistura proporcionou a entrega de 7,34 bilhões de litros de biodiesel e um crescimento de 19,4% em comparação a 2022. Para 2024, o governo projeta números mais animadores: 8,9 bilhões de litros produzidos, um incremento de 22% da produção em relação a 2023. O mercado está confiante, mas não podemos perder de vista que o setor de energia necessita de planejamento de longo prazo para projetar investimentos.

Para seguir em curva ascendente em biocombustíveis, é preciso cronograma, diretrizes e políticas públicas com olhar de futuro. Essas definições são essenciais para o país assumir a liderança na transição energética.

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O Brasil tem uma rica matriz e, nesse cenário, os biocombustíveis assumem papel crucial para o país ser protagonista da redução do uso de combustíveis fósseis e da diminuição da emissão de gases de efeito estufa.

O caminho para o protagonismo do Brasil na transição energética está aberto. Daqui a 10 anos, o setor projeta ser referência mundial em biocombustíveis, com práticas e políticas econômicas, sociais e ambientais benéficas à sociedade. Que o país seja exemplo em diminuição da poluição, melhoria da qualidade do ar, aumento de emprego e renda e benefícios à saúde pública para todo o planeta.

Silvio Roman Silvio Roman

Diretor de Biodiesel do Grupo Delta Energia, onde atua no desenvolvimento estratégico de mercado e gestão das usinas de biodiesel localizadas em Cuiabá (MT) e Rio Brilhante (MS). Graduado em direito pela Unoeste com pós-graduação em gestão empresarial pela Salesiano de Lins, também é diretor do Conselho Administrativo da Aprobio (Associação dos Produtores de Biodiesel).

Fonte: Poder 360 – Por: Silvio Roman

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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