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Biochar avança como solução para recuperação de áreas degradadas no Espírito Santo

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A NetZero, empresa franco-brasileira especializada na produção industrial de biochar, participou de um encontro com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, para discutir a aplicação da tecnologia na recuperação de áreas degradadas e na restauração florestal no estado.

A reunião ocorreu na última terça-feira (17), em Brejetuba, e contou com a presença de secretários estaduais e lideranças locais, reforçando a integração entre setor público e iniciativa privada em soluções sustentáveis para o agronegócio e o meio ambiente.

Biochar ganha espaço como solução ambiental e agrícola

O biochar, material rico em carbono obtido a partir da transformação de resíduos agrícolas, tem se destacado como uma solução capaz de unir recuperação ambiental, produtividade agrícola e mitigação das mudanças climáticas.

A proposta discutida envolve sua aplicação em solos degradados por atividades como mineração e uso intensivo, com o objetivo de restaurar a fertilidade e acelerar processos de regeneração ambiental.

Além disso, a tecnologia permite a remoção permanente de carbono da atmosfera, contribuindo para a geração de créditos de carbono de alto valor agregado e alinhando desenvolvimento econômico com compromissos climáticos.

Resultados científicos comprovam eficácia do biochar

Estudos realizados ao longo dos últimos anos indicam que o biochar atua de forma multifuncional na recuperação de solos degradados. Entre os principais benefícios observados estão:

  • Redução da concentração de metais pesados
  • Correção do pH do solo
  • Melhoria da estrutura física do solo
  • Aumento da disponibilidade de nutrientes
  • Estímulo à atividade microbiológica
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Esses resultados reforçam o potencial da tecnologia como ferramenta eficaz para a reconstrução da funcionalidade dos solos e para a restauração florestal em diferentes regiões.

Tecnologia alia economia circular e regeneração de solos

A NetZero desenvolveu um modelo industrial baseado na conversão de resíduos agrícolas em biochar certificado, garantindo fornecimento em larga escala e com qualidade padronizada.

Esse modelo permite transformar passivos agrícolas em insumos regenerativos, conectando a recuperação ambiental à economia circular e ao fortalecimento da agricultura sustentável.

A empresa mantém, desde 2024, uma unidade de produção em Brejetuba, utilizando resíduos da cafeicultura local como matéria-prima.

Declarações reforçam potencial estratégico da tecnologia

Para Pedro de Figueiredo, o biochar já se consolidou como uma solução robusta para múltiplos desafios ambientais. Segundo ele, a tecnologia permite regenerar solos e acelerar a restauração florestal, ao mesmo tempo em que promove o armazenamento duradouro de carbono no solo.

Já o governador Renato Casagrande destacou o compromisso do estado com a sustentabilidade e a descarbonização das cadeias produtivas, ressaltando que iniciativas como essa geram valor econômico aliado à preservação ambiental.

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Aplicação em larga escala depende de produção industrial

A expansão do uso do biochar em projetos agrícolas e ambientais depende da disponibilidade do insumo em escala e com qualidade controlada.

Nesse contexto, a produção industrial padronizada é considerada essencial para viabilizar sua aplicação em larga escala, especialmente em programas de recuperação de áreas degradadas e restauração de ecossistemas.

Biochar: solução estratégica para o futuro do agro sustentável

Produzido por meio da pirólise — processo de aquecimento de resíduos agrícolas na ausência de oxigênio — o biochar estabiliza o carbono capturado pelas plantas, permitindo seu armazenamento no solo por longos períodos.

Sua estrutura porosa contribui para a retenção de água, melhoria da fertilidade e recuperação da atividade biológica do solo. Em áreas degradadas, também atua na correção da acidez, redução da compactação e aceleração do restabelecimento da vegetação.

Combinando recuperação ambiental, sequestro de carbono e reaproveitamento de resíduos, o biochar se consolida como uma solução técnica e economicamente viável para a restauração de ecossistemas e o avanço da agricultura sustentável no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Café brasileiro terá que comprovar origem e rastreabilidade para manter espaço no mercado europeu

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O avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia pode ampliar oportunidades comerciais para o café brasileiro, mas também inaugura uma nova etapa de exigências para exportadores e produtores nacionais.

Mais do que qualidade, produtividade e competitividade, o mercado europeu deve passar a exigir comprovação detalhada da origem do café, rastreabilidade completa da cadeia produtiva e evidências concretas de conformidade socioambiental.

O alerta é da especialista em ESG e vice-presidente da Sustentalli, Eliana Camejo, que aponta uma mudança estrutural na forma como compradores europeus irão avaliar fornecedores brasileiros.

ESG deixa de ser diferencial e passa a ser requisito comercial

Segundo Eliana Camejo, parte da cadeia cafeeira ainda pode estar subestimando o impacto das novas regras europeias sobre exportações agrícolas.

Na avaliação da especialista, ESG não deve mais ser tratado apenas como pauta reputacional ou ferramenta institucional. Para o setor cafeeiro, a agenda passa a representar condição estratégica para manutenção de mercados, mitigação de riscos comerciais e agregação de valor ao produto.

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A tendência é que compradores europeus exijam informações cada vez mais detalhadas sobre a produção, incluindo localização da área produtiva, regularidade ambiental, histórico de desmatamento, segregação de lotes, documentação comprobatória e governança dos dados.

Mesmo empresas já consolidadas no comércio internacional podem precisar ampliar seus sistemas de controle e monitoramento para atender ao novo padrão regulatório europeu.

EUDR aumenta exigências para café exportado à Europa

A pressão sobre a cadeia produtiva tem como base o Comissão Europeia Regulamento Europeu Antidesmatamento, conhecido como EUDR.

A legislação inclui o café entre os produtos sujeitos às novas exigências de rastreabilidade e comprovação de que não possuem relação com áreas desmatadas após o marco regulatório estabelecido pela União Europeia.

Pelas regras divulgadas pela Comissão Europeia, a aplicação ocorrerá em duas etapas:

  • 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores;
  • 30 de junho de 2027 para micro e pequenos operadores.

Na prática, importadores europeus passarão a responder legalmente pela chamada diligência devida, exigindo de fornecedores brasileiros informações robustas sobre toda a cadeia produtiva.

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Isso deve impactar diretamente produtores rurais, cooperativas, armazéns, exportadores, transportadoras, beneficiadores e indústrias ligadas ao café.

Cadeia cafeeira precisará investir em governança e rastreabilidade

De acordo com Eliana Camejo, o diferencial competitivo do café brasileiro tende a migrar da qualidade isolada do produto para a capacidade de comprovação das práticas adotadas ao longo da cadeia.

Segundo ela, empresas que conseguirem demonstrar origem, rastreabilidade, regularidade ambiental e governança terão vantagem na manutenção de contratos e no fortalecimento da confiança junto ao mercado europeu.

Por outro lado, agentes que mantiverem estruturas frágeis de controle documental e gestão socioambiental podem enfrentar perda de valor comercial justamente em um momento de maior abertura internacional.

O cenário reforça a necessidade de modernização da cadeia cafeeira brasileira, especialmente em sistemas de monitoramento, integração de dados, compliance ambiental e transparência das operações voltadas à exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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