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Beterraba híbrida Triton se destaca no mercado pela alta durabilidade e coloração intensaVariedade oferece maior competitividade aos produtores ao permitir armazenamento prolongado e manter qualidade superior

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A beterraba é uma hortaliça amplamente cultivada no Brasil, com destaque para as regiões Sudeste e Sul, que concentram cerca de 77% da produção nacional. Sua comercialização é voltada, principalmente, ao mercado interno, integrando-se à horticultura familiar. Nesse cenário, a busca por cultivares que aliam produtividade e qualidade tem sido uma estratégia essencial para os produtores.

Entre as variedades que vêm ganhando espaço no mercado nacional, a beterraba híbrida Triton, da linha Topseed Premium, se destaca pelo seu potencial genético e pela elevada sanidade foliar. O engenheiro agrônomo e proprietário da H2 Agro Comercial Agrícola, Moisés de Carlo Taveira, observa que a demanda pela cultivar tem crescido na região de Casa Branca (SP) e municípios vizinhos.

“Os produtores demonstram grande interesse, tanto que já recebemos pedidos para a safra de 2025. A Triton apresenta um excelente desenvolvimento desde o início do ciclo até a colheita, garantindo raízes de alta qualidade”, afirma Taveira.

Diferencial competitivo: armazenamento prolongado e qualidade preservada

Uma das principais vantagens da beterraba Triton é sua capacidade de armazenamento. O especialista em Bulbos e Raízes, Samuel Sant’Anna, explica que a variedade pode ser conservada em câmaras frias por um período de quatro a sete meses sem perder a intensidade da coloração nem a firmeza da pele.

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“Esse fator é um diferencial importante para os produtores, pois permite uma melhor gestão da oferta e maior resistência às oscilações de preço no mercado”, destaca Sant’Anna.

Além da durabilidade, a Triton possui características que atendem às exigências do mercado e dos consumidores. A coloração roxa intensa, a ausência de anéis brancos e a pele lisa são qualidades valorizadas, assim como a pequena inserção de folhas e a excelente sanidade. “Esses atributos garantem raízes uniformes e bem aceitas comercialmente”, reforça Sant’Anna.

O revendedor Moisés de Carlo Taveira confirma essa aceitação positiva da variedade. “A Triton tem se consolidado no mercado, com vendas crescentes. A Agristar e a Topseed trouxeram um excelente produto, que tem conquistado a confiança dos agricultores”, enfatiza.

Alta adaptabilidade e resistência a doenças

Com um ciclo médio entre 80 e 90 dias, a Triton demonstra alta adaptabilidade às diversas regiões do Brasil. O assistente técnico de vendas da Agristar, Daniel Zaniboni, destaca a resistência da variedade às adversidades climáticas e a doenças foliares comuns, como cercospora e míldio. “Essa tolerância garante mais segurança ao produtor em diferentes cenários de cultivo”, explica.

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Os dados da produção nacional de beterraba reforçam a relevância de cultivares como a Triton. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a hortaliça está entre as mais cultivadas no país, com forte presença em estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

“Com diferenciais que abrangem rendimento, qualidade e conservação, a beterraba Triton se posiciona como uma escolha estratégica para quem busca aliar produtividade e competitividade no mercado agrícola”, conclui Sant’Anna.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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