AGRONEGÓCIO

Bem-Estar Animal será beneficiada por corrida com doação de ração

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Bem-Estar Animal (BEA), está com mais uma ação em andamento em favor da causa animal, com apoio dos organizadores da 11ª edição da Corrida Pela Vida, que acontecerá no dia 13 de setembro. Mediante a inscrição, serão beneficiados o Hemocentro, com doação de sangue, a BEA, com doação de ração, e entidades filantrópicas, com doação de alimentos não perecíveis. É a primeira vez que a iniciativa ocorre em parceria com a BEA.

As inscrições funcionam da seguinte forma: o participante realiza a doação de sangue no Hemocentro e, com o comprovante em mãos, oficializa a inscrição. A mesma inscrição dá direito ao Pedal Pela Vida, que será realizado no dia 28 de setembro.

O Hemocentro conta com 14 unidades de coleta no estado, presentes nos principais polos, e todas participam da campanha. O comprovante da doação de sangue pode ser enviado por WhatsApp ou e-mail aos organizadores. No momento da retirada do kit em Cuiabá, o participante deve entregar o alimento ou a ração.

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“Quem não pode fazer a doação de sangue e quer participar deve trazer uma pessoa para doar em seu lugar, pegar o comprovante e confirmar a inscrição. Só é válida a doação feita no Hemocentro e, nas vésperas do evento, nos dias 11, 12 e 13, ao retirar o kit, deve ser entregue a doação de 2 kg de alimentos ou 1 kg de ração”, explicou João Chiroli, responsavel pela corrida.

“É gratificante ver que as pessoas estão aderindo à campanha de arrecadação de ração para atender à demanda da cidade. Assim poderemos ampliar nossas ações junto aos protetores e ONGs que nos auxiliam no acolhimento de animais resgatados. É um movimento em prol de vidas. Convidamos a população a se envolver nessa maratona”, destacou a diretora da BEA, Morgana Thereza Enz.

Segundo o gerente de doação do Hemocentro, Arnildo Mendes, a iniciativa já faz parte do calendário do órgão. “Influencia muito no nosso estoque. Então, quando tem o evento, a gente fica mais tranquilo, porque as pessoas vêm doar”, frisou.

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Participante pela terceira vez, Bruno Botelho ressaltou a importância da campanha. “Doar sangue é importante durante todo o ano. Mas essa parceria é um incentivo a mais para ajudar a salvar vidas. Já sou doador há muito tempo, mas no meu grupo de amigos, muitos vêm devido ao evento”, disse.

“Acabei de me tornar pai de pet e estou literalmente apaixonado. Essa parceria, que une a doação de sangue ao incentivo à prática esportiva, é um ato maravilhoso. Sou profissional de educação física e vejo como uma causa a mais de motivação. Por isso, chamo e recruto pessoas para virem doar sangue e salvar vidas”, destacou Abner Gusmão.

#PraCegoVer

A foto mostra o momento em que uma profissional do Hemocentro realiza o procedimento de doação de sangue.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Resistência parasitária na pecuária avança e acende alerta no controle sanitário dos rebanhos

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A resistência parasitária tem se consolidado como um dos principais desafios sanitários da pecuária bovina no Brasil, com impactos diretos na produtividade, no ganho de peso dos animais e nos custos de produção. O fenômeno ocorre quando parasitas deixam de responder a moléculas antes eficazes, em grande parte associado ao uso inadequado e repetitivo de antiparasitários ao longo do tempo.

Estimativas do setor indicam que os prejuízos causados por parasitas podem chegar a R$ 70 bilhões por ano, afetando toda a cadeia produtiva da pecuária.

Resistência já é realidade em vermes e carrapatos no Brasil

Estudos realizados no país apontam que a resistência parasitária já está amplamente disseminada nos rebanhos bovinos.

Entre os principais agentes envolvidos estão vermes gastrointestinais como Haemonchus, Cooperia, Trichostrongylus e Oesophagostomum, que já apresentam resistência a diferentes classes de vermífugos.

O problema também é observado no controle do carrapato bovino. No Rio Grande do Sul, análises indicam que 95% das amostras apresentaram resistência a pelo menos um carrapaticida, enquanto 45% demonstraram resistência a quatro ou mais produtos utilizados no manejo sanitário.

Impacto na pecuária brasileira preocupa setor exportador

O avanço da resistência ocorre em um momento em que o Brasil mantém posição de liderança global na exportação de carne bovina, com embarques que ultrapassaram 700 mil toneladas no primeiro trimestre do ano, representando crescimento próximo de 20% em relação ao mesmo período anterior.

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Especialistas alertam que a perda de eficiência no controle parasitário compromete diretamente o desempenho dos rebanhos, reduzindo ganhos de peso, eficiência alimentar e competitividade da cadeia produtiva.

Uso inadequado de antiparasitários é principal fator de resistência

Segundo o médico veterinário e gerente técnico de antiparasitários da Zoetis Brasil, Elio Moro, o avanço da resistência está ligado principalmente à pressão de seleção causada por práticas inadequadas no campo.

Entre os principais fatores estão aplicações frequentes sem critério técnico, dosagens incorretas, uso desnecessário em determinadas categorias animais e escolha inadequada de princípios ativos.

“O grande desafio hoje não é apenas tratar, mas preservar a eficácia das moléculas disponíveis, com uma abordagem mais estratégica e sustentável, baseada em prevenção, monitoramento e uso criterioso dos antiparasitários”, destaca o especialista.

Estratégias integradas ganham força no controle sanitário

Diante do avanço da resistência, especialistas reforçam a necessidade de estratégias mais amplas e integradas no controle parasitário, combinando diferentes mecanismos de ação e manejo sanitário.

Entre as soluções destacadas pelo setor está o uso de produtos com associações de princípios ativos, capazes de ampliar o espectro de ação e atuar inclusive sobre cepas resistentes.

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Nesse contexto, soluções como Valcor™ são citadas como alternativas de controle mais abrangente, contribuindo para a redução de perdas produtivas, melhoria do ganho de peso e fortalecimento da sanidade animal.

Manejo sustentável é decisivo para conter avanço da resistência

A recomendação técnica aponta que o controle da resistência parasitária depende de uma abordagem contínua, envolvendo diagnóstico da carga parasitária, rotação de princípios ativos e adoção de boas práticas de manejo de pastagens.

Esse conjunto de medidas é considerado essencial para reduzir a pressão seletiva sobre os parasitas e prolongar a eficácia dos tratamentos disponíveis.

Setor reforça foco em inovação e produtividade no campo

Com o avanço dos desafios sanitários, empresas do setor reforçam o investimento em inovação, suporte técnico e desenvolvimento de soluções voltadas à sustentabilidade produtiva.

A expectativa é de que a adoção de estratégias mais estruturadas contribua para melhorar a eficiência sanitária dos rebanhos e garantir maior rentabilidade à pecuária brasileira nos próximos ciclos produtivos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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