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Bem-estar animal na suinocultura brasileira aumenta qualidade da carne e rentabilidade das granjas

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Bem-estar animal: uma estratégia científica e econômica

O bem-estar animal deixou de ser apenas uma questão ética e se tornou um pilar estratégico da suinocultura brasileira. Baseado em dados, fisiologia e comportamento, o conceito busca permitir que o suíno expresse seus comportamentos naturais com saúde e sem estresse, resultando em melhorias na produtividade, na rentabilidade e na qualidade da carne.

De acordo com Filipe Dalla Costa, coordenador técnico de Bem-Estar Animal da MSD Saúde Animal, “bem-estar animal é gestão e ciência. É garantir que a relação humano-animal seja respeitosa e conecte alimentação adequada, ambiência confortável, boa saúde, capacidade de expressão dos comportamentos naturais e bom estado mental”.

Práticas tangíveis de bem-estar nas granjas

Na suinocultura, o bem-estar é implementado por meio de ações práticas que combinam sanidade, manejo e tecnologia. Entre as principais estratégias estão:

  • Tecnologia e inovação
    • Programas de vacinação sem agulha, como sistemas IDAL, que reduzem estresse;
    • Inteligência Artificial para monitorar sinais de fome, frio ou desconforto nos animais, permitindo intervenção precoce.
  • Enriquecimento ambiental
    • Uso de objetos e estímulos para reduzir o tédio e evitar comportamentos anormais, como mordedura de cauda;
    • Gestação em grupos, promovendo socialização e fortalecimento imunológico.
  • Ambiência e nutrição
    • Conforto térmico adequado a cada fase de vida;
    • Acesso constante a água potável e alimentação balanceada;
    • Espaço suficiente para movimentação natural, evitando superlotação.
  • Manejo racional
    • Condução calma dos grupos, sem gritos e nos horários mais frescos;
    • Infraestrutura de maternidade que protege os leitões e permite que a porca se movimente com facilidade.

Segundo Filipe, “o bem-estar é essencial para a sustentabilidade dos sistemas produtivos e para atender consumidores que buscam produtos éticos e de qualidade”.

Impacto do estresse na qualidade da carne

O nível de estresse dos suínos influencia diretamente o sabor e a textura da carne. Animais submetidos a estresse liberam cortisol e adrenalina, alterando o pH pós-abate e afetando a suculência, cor e consistência da carne.

“Quando adotamos práticas de bem-estar, garantimos um produto mais suculento, nutritivo e seguro, desde a granja até a mesa do consumidor”, explica Filipe Dalla Costa.

Integração entre produtividade, ética e sustentabilidade

Além de melhorar a qualidade do produto final, as práticas de bem-estar animal promovem:

  • Redução de perdas e mortalidade;
  • Capacitação dos manejadores, com foco em processos éticos e produtivos;
  • Harmonia entre pessoas, animais e meio ambiente, fortalecendo a sustentabilidade da produção.
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Para certificar esses processos, o setor conta com selos como a Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar, auditada pela QIMA/WQS, que avalia mais de 150 critérios científicos, incluindo saúde animal, humana e proteção ambiental.

Conclusão

A suinocultura brasileira mostra que respeito ao animal, inovação tecnológica e manejo humanizado não apenas atendem às demandas de consumidores conscientes, mas também impulsionam a produtividade, reduzem perdas e elevam a qualidade da carne, consolidando a competitividade do setor no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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