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Bem-estar animal e reprodução: Uma dupla para uma pecuária sustentável

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A pecuária moderna enfrenta o desafio de unir produtividade e bem-estar animal para atender à crescente demanda global por proteína e laticínios. As biotecnologias de reprodução, como a Inseminação Artificial (IA), Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e a Transferência de Embriões (TE), têm se mostrado eficazes para alcançar esse equilíbrio, proporcionando ganhos genéticos e produtivos enquanto preservam a saúde e o bem-estar do rebanho.

Na Inseminação Artificial, os pecuaristas buscam sincronizar o ciclo estral das vacas para garantir o momento certo para a inseminação, minimizando falhas no processo. Com a IATF, os protocolos de inseminação são programados, evitando falhas de observação e aumentando a eficiência da reprodução. Já a TE permite a produção de embriões em laboratório para posterior implantação em receptoras, facilitando a reprodução de matrizes de alto valor genético.

Marcos Malacco, médico-veterinário e gerente de serviços veterinários para bovinos da Ceva Saúde Animal, explica que a superovulação (SOV) é uma técnica utilizada para aumentar o número de ovulações por ciclo estral, geralmente por meio da administração de hormônios. Esse procedimento é usado para produzir vários embriões a partir de uma única fêmea, o que acelera o melhoramento genético do rebanho.

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Os protocolos tradicionais de superovulação utilizam FSH (Hormônio Folículo Estimulante) de origem animal, extraído de glândulas pituitárias suínas ou ovinas. No entanto, esses métodos podem gerar estresse nas matrizes, pois requerem aplicações repetidas e precisas. Uma solução inovadora é a utilização do FSH recombinante, que permite uma única aplicação, reduzindo o estresse animal e proporcionando maior precisão no protocolo de superovulação.

FSH Recombinante: Uma Inovação para a Reprodução Bovina

A tecnologia recombinante permitiu o desenvolvimento do primeiro FSH bovino produzido sem a necessidade de extração de glândulas pituitárias de outros animais. A Ripafolitropina alfa bovina (rbFSH) é uma solução injetável que possibilita uma única aplicação para promover a ovulação múltipla nas matrizes. Essa abordagem reduz a necessidade de aplicações repetidas, minimiza o estresse do rebanho e oferece maior precisão, resultando em melhores resultados reprodutivos.

“O rbFSH oferece uma solução mais segura e eficaz para a superovulação das matrizes bovinas, melhorando a precisão do protocolo e reduzindo o estresse nos animais”, explica Malacco. “Além disso, a biotecnologia permite a produção de embriões de alta qualidade, impulsionando a melhoria genética dos rebanhos e promovendo a sustentabilidade na pecuária.”

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Com o uso do rbFSH, é possível otimizar o protocolo de superovulação, reduzindo as falhas e proporcionando maior bem-estar ao rebanho. Essa inovação representa um avanço significativo para a reprodução bovina, contribuindo para uma pecuária mais sustentável e eficiente.

A evolução dos protocolos de reprodução, associada a um enfoque no bem-estar animal, está redefinindo o cenário da pecuária moderna, onde a tecnologia e a inovação se tornam aliadas para garantir uma produção mais eficiente e consciente. Com soluções como o rbFSH, a Ceva Saúde Animal está liderando o caminho para uma pecuária mais sustentável e saudável, beneficiando produtores e consumidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas

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A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.

“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.

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A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com

De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.

Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.

A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.

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Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.

A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.

Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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