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Belgo apresenta inovações em cercamento na Tecnoshow em Rio Verde (GO)

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A Belgo Arames, renomada fabricante de soluções para cercamento, marcou presença na Tecnoshow, uma das maiores exposições do agronegócio no Centro-Oeste, realizada em Rio Verde, Goiás. A empresa aproveitou a ocasião para exibir seu portfólio de produtos inovadores voltados para a proteção e a segurança no campo.

“A Tecnoshow é uma oportunidade para mostrar nossas soluções inovadoras, que auxiliam o setor produtivo com proteção e segurança”, afirmou Gustavo Nogueira, gerente de negócios agro da Belgo Arames.

Um dos destaques apresentados pela Belgo foi o Instabov, um sistema de monitoramento que permite acompanhar o comportamento bovino em tempo real. Segundo Guilherme Vianna, também gerente de negócios agro da Belgo Arames, a tecnologia fornece dados como geolocalização, número de passos, deslocamento diário e mapa de calor. Essas informações permitem aos produtores otimizar a produtividade, melhorar a segurança e aumentar a transparência em processos relacionados à criação de gado.

“Ao analisar esses dados, é possível identificar as melhores áreas para investir em pastagens para aumento de peso do gado, otimizar o uso do terreno da fazenda, além de detectar se um animal está doente, prenhe ou no cio”, explicou Vianna.

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Além do Instabov, a Belgo apresentou sua linha de cercas prontas. Entre elas, a Belgo Javaporco®, projetada para proteger propriedades rurais contra ataques de animais de médio e grande porte, como javalis e porcos-selvagens. A cerca conta com 11 fios horizontais altamente resistentes, projetados para impedir a passagem desses animais.

Outras soluções da empresa incluem as cercas Belgo Strada® e Belgo Ferrovia®, destinadas a serem instaladas nas margens de estradas e ferrovias para delimitar áreas de acesso, conduzindo animais para pontos mais seguros, reduzindo o risco de acidentes e atropelamentos.

Produtos clássicos, como o arame farpado Belgo Fortte®, também foram destacados. Segundo Vianna, esse tipo de arame é especialmente resistente, graças à torção alternada dos fios e farpas, proporcionando uma cerca mais firme e durável. Ele é de fácil instalação e pode ser utilizado tanto no meio rural quanto urbano.

A Belgo Arames também trouxe para a Tecnoshow sua startup corporativa, a Cerca Rápida, que conecta mão de obra qualificada a clientes, agilizando o processo de montagem de cercas. “Ela simplifica a contratação e a entrega do serviço, garantindo qualidade com padrão industrial, permitindo que os gestores não precisem se preocupar com cada etapa do processo, já que a execução fica por conta da equipe da Cerca Rápida”, explicou Gustavo Nogueira.

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A participação da Belgo Arames na Tecnoshow reforça o compromisso da empresa em oferecer soluções inovadoras para o agronegócio, garantindo segurança e produtividade para os produtores rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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