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Bayer Registra Queda de 8,2% no Lucro Líquido no 1º Trimestre de 2024, Totalizando €2 Bilhões

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A empresa farmacêutica alemã Bayer divulgou uma redução de 8,2% em seu lucro líquido no primeiro trimestre de 2024, totalizando €2 bilhões, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A receita, por sua vez, alcançou €13,765 bilhões, representando uma queda de 4,3% em relação ao ano anterior.

Análise Financeira

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Bayer apresentou uma leve diminuição de 1,3%, atingindo €4,41 bilhões, enquanto a margem EBITDA mostrou uma melhoria significativa, passando de 31,1% para 32,1%.

Desempenho por Divisões

Na divisão Crop Science, voltada para produtos agrícolas, as vendas diminuíram 5,3%, alcançando €7,9 bilhões, e o EBITDA recuou 12,8%, totalizando €2,85 bilhões.

Por outro lado, na divisão farmacêutica, embora as vendas tenham registrado uma leve queda de 1,1%, atingindo €4,36 bilhões, houve um crescimento significativo de 8% no EBITDA, que totalizou €1,19 bilhão, como reportado pela Bayer.

Medidas de Ajuste

Em termos ajustados, as vendas de medicamentos aumentaram em 3,9%, com destaque para a contribuição de um medicamento contra o câncer e outro para a doença renal, conforme destacado pela empresa. Esses resultados demonstram os desafios enfrentados e as oportunidades exploradas pela Bayer nos segmentos farmacêutico e agrícola.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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