AGRONEGÓCIO

Bayer apresenta soluções integradas para a safrinha de milho durante a Tecnoshow Comigo

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De 7 a 11 de abril, a Bayer marca presença na 22ª edição da Tecnoshow Comigo, realizada em Rio Verde (GO), um dos principais eventos voltados à inovação e tecnologia do agronegócio nacional. Durante a feira, a companhia apresenta um portfólio completo de soluções integradas, que inclui tecnologias para proteção de cultivos, sementes de alto desempenho e ferramentas digitais, com foco em aumentar a produtividade e rentabilidade das lavouras brasileiras, sem deixar de lado a sustentabilidade.

A empresa aproveita o alinhamento com o calendário agrícola da região para destacar suas soluções voltadas à cultura do milho. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), enquanto a colheita da safra de verão está na reta final em Goiás, o plantio da segunda safra está praticamente concluído. A estimativa da Conab é que o Brasil colha 122,8 milhões de toneladas de milho na safra 2024/25, crescimento de 6,1% em relação ao ciclo anterior — resultado da recuperação da produtividade e da ampliação da área plantada com milho safrinha.

Diante de uma safra marcada por desafios como a alta incidência de pragas e o clima seco, a inovação é aliada essencial para garantir a resiliência das lavouras. Um dos focos da Bayer é o combate à Mancha de Bipolaris, doença fúngica que tem causado sérios prejuízos à produção de milho no país. De acordo com a Embrapa, a doença pode provocar perdas superiores a 70% na produção.

“Para reduzir os danos provocados pela Mancha de Bipolaris, é fundamental adotar estratégias de manejo como a escolha de híbridos tolerantes, o monitoramento precoce, a rotação de culturas e o uso adequado de fungicidas”, orienta Luiz Márcio Bernardes, líder regional da unidade de negócios para milho da Bayer.

Entre as soluções oferecidas pela empresa está o fungicida Fox Xpro, primeiro produto no mercado com registro do ativo para o complexo de Bipolaris. Composto por bixafem, protioconazol e trifloxistrobina, o produto pode ser aplicado antecipadamente, ainda no estágio V4 da cultura, protegendo a planta antes da penetração do fungo e ajudando a evitar surtos da doença.

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Outro desafio enfrentado pelos produtores é a cigarrinha-do-milho, um inseto sugador com potencial de perda de até 100% da produção, segundo a Embrapa. O manejo adequado inclui estratégias integradas — desde a escolha de híbridos resistentes e práticas culturais, como a destruição do milho tiguera, até o uso de inseticidas como o Curbix®, que oferece controle prolongado com efeito de choque e proteção às lavouras de milho e soja.

Na cultura da soja, a Bayer também apresenta oito diferentes ativos no manejo integrado de fungicidas, incluindo o lançamento do Nativo Plus. O produto, que combina tebuconazol, trifloxistrobina e oxicloreto de cobre, chega ao mercado com proposta de maior eficiência e sustentabilidade, sendo indicado para aplicação preventiva contra doenças como ferrugem asiática e mancha-alvo. O lançamento faz parte da estratégia global da empresa, que prevê mais de 20 novas formulações no Brasil até 2030.

Sementes e biotecnologia em destaque

No campo das sementes, os visitantes da feira poderão conhecer a biotecnologia VTPRO4, que se destacou no Concurso de Produtividade Elevada no Campo – Safra de Inverno 2024, promovido pelo Grupo Tático de Aumento de Produtividade (Getap). Entre os híbridos apresentados estão o DKB 358 PRO4, com tolerância moderada ao complexo de enfezamento; o DKB 356 PRO4, com boa estabilidade e potencial produtivo; o DKB 360 PRO3, vencedor da categoria sequeiro no Fórum Getap; além de variedades das marcas Sementes Agroceres e Agroeste, como o AG 8701 PRO4, AG 8606 PRO4 e AS 1868 PRO4, todas com atributos adaptados à região Centro-Oeste.

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Para a cultura da soja, a Bayer apresenta a Plataforma Intacta2 Xtend® (i2x), que tem demonstrado produtividade superior a 100 sacas por hectare. Com cerca de 194 variedades adaptadas a diferentes regiões do país, a tecnologia oferece flexibilidade no manejo de plantas daninhas, com tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba, além de proteção contra lagartas. Um dos destaques é a cultivar Agroeste AS 3715 I2X, que alia precocidade, alto teto produtivo e sanidade foliar e radicular.

Agricultura digital e regenerativa

Em consonância com sua visão de agricultura regenerativa — produzir mais, com menos recursos e impacto ambiental positivo — a Bayer tem promovido programas como o PRO Carbono, que visa à resiliência dos ecossistemas agrícolas e gera oportunidades de negócios baseadas na sustentabilidade. Um dos destaques é a calculadora Footprint PRO Carbono, desenvolvida em parceria com a Embrapa, que permite mensurar a pegada de carbono na produção de soja, milho e algodão.

A plataforma Climate FieldView™ também integra o portfólio digital da empresa, com recursos para mapeamento em tempo real, análises de produtividade, recomendações personalizadas e relatórios comparativos. Programas como FieldView Advisor, Bayer Directo Nematoide (para aplicação localizada do nematicida Verango® Prime) e Bayer VAlora Milho (que otimiza a população de híbridos de milho por talhão) contribuem para o uso mais eficiente dos recursos nas propriedades rurais.

Durante a feira, o estande da Bayer também contará com a ação Impulso Bayer, que oferece 500 pontos para clientes que fizerem check-in ou cadastro no programa. Haverá ainda palestras, informações sobre treinamentos gratuitos oferecidos pela Escola Técnica Bayer e consultoria especializada aos produtores. Mais informações podem ser acessadas em: www.agro.bayer.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil importa 73% das vacinas contra doença fatal no gado

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O Brasil colocou no mercado 9,98 milhões de doses de vacinas contra clostridioses em agosto, mas quase três em cada quatro vieram do exterior. Os dados mostram que a oferta mensal se manteve próxima de 10 milhões de doses, enquanto a produção nacional perdeu participação e aumentou a dependência das importações para proteger os rebanhos.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), 7,30 milhões de doses disponibilizadas no mês passado foram importadas, o equivalente a 73,16% do total. As fábricas brasileiras forneceram 2,68 milhões de doses, ou 26,84%.

Em julho, haviam sido colocadas no mercado 10,16 milhões de doses, das quais 60,31% eram importadas. Na passagem de um mês para o outro, a oferta total diminuiu 1,7%, mas a produção nacional caiu aproximadamente 34%. As importações cresceram 19% e sustentaram o abastecimento.

O balanço não significa necessariamente que as vacinas chegaram de forma regular a todas as regiões. O número divulgado pelo governo corresponde às doses liberadas para comercialização, e não à quantidade efetivamente vendida, distribuída em cada Estado ou aplicada nos animais.

O acompanhamento mensal começou depois de uma escassez registrada no início do ano. Fabricantes interromperam a produção e a comercialização de imunizantes entre o fim de 2025 e janeiro de 2026, reduzindo a oferta em um mercado já concentrado. Desde então, o governo passou a acelerar a análise de lotes importados e a negociar com as empresas a ampliação da produção.

As clostridioses não são uma única doença. O nome reúne diferentes enfermidades provocadas por bactérias do gênero Clostridium e, principalmente, pelas toxinas produzidas por esses microrganismos. Entre as mais conhecidas estão o botulismo, o carbúnculo sintomático, chamado no campo de manqueira, a gangrena gasosa, a enterotoxemia e o tétano.

Essas bactérias conseguem formar esporos resistentes, que permanecem por longos períodos no solo, na água, em restos de animais e no ambiente das propriedades. Em determinadas condições, os microrganismos se multiplicam ou produzem toxinas que atingem o sistema nervoso, os músculos ou o aparelho digestivo dos animais.

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No botulismo, a toxina provoca paralisia progressiva, dificuldade para caminhar e engolir e, nos casos graves, parada respiratória. A contaminação pode ocorrer pelo consumo de água ou alimento impróprio e pelo contato com restos de animais em pastagens, silagens ou suplementos.

O carbúnculo sintomático atinge principalmente bovinos jovens e bem alimentados. A doença provoca febre, dificuldade de locomoção e inchaço dos músculos. A evolução é muito rápida e a mortalidade pode se aproximar de 100%. Em muitas ocorrências, o animal é encontrado morto antes que o produtor perceba sinais claros.

A enterotoxemia está associada à produção de toxinas no intestino e pode surgir após mudanças bruscas na alimentação, especialmente em sistemas intensivos. O tétano e a gangrena gasosa estão relacionados à contaminação de ferimentos, inclusive aqueles provocados por procedimentos de manejo.

As clostridioses geralmente não se espalham entre os animais da mesma forma que uma virose altamente contagiosa. O risco está na presença dos agentes no ambiente e na dificuldade de tratamento. Como a evolução costuma ser rápida, a vacinação preventiva é considerada a principal forma de controle.

O prejuízo começa com a morte do animal, mas não termina nela. O produtor perde o valor investido em genética, alimentação, medicamentos, mão de obra e tempo de criação. Também pode ter gastos com diagnóstico, descarte da carcaça, atendimento veterinário e revisão do manejo sanitário e nutricional.

Pelos preços atuais, um bezerro vale cerca de R$ 3,4 mil. Um bovino terminado com 18 arrobas pode superar R$ 6,2 mil, considerando a cotação do boi gordo próxima de R$ 347 por arroba. Em confinamentos, a perda inclui ainda toda a alimentação consumida até o momento da morte, o que torna o prejuízo maior conforme o animal se aproxima do abate.

Levantamentos realizados em confinamentos colocam as clostridioses entre as principais causas sanitárias de mortalidade. Em propriedades sem vacinação adequada, surtos de botulismo ou manqueira podem atingir vários animais em poucos dias e comprometer o resultado de um lote inteiro.

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Não existe uma estimativa oficial consolidada do prejuízo anual provocado por essas doenças em todo o País. O impacto nacional ocorre pela soma das mortes nas propriedades, da menor produção de carne e leite e do aumento das despesas sanitárias. Diferentemente da febre aftosa, as clostridioses não costumam provocar o fechamento generalizado de mercados internacionais, mas reduzem a eficiência econômica da pecuária.

Com um rebanho de aproximadamente 238 milhões de bovinos, além de milhões de ovinos e caprinos que também podem ser imunizados, o Brasil precisa de oferta contínua. Uma única aplicação nem sempre completa a proteção. Animais vacinados pela primeira vez geralmente precisam de dose inicial e reforço, conforme a idade, o produto utilizado e a orientação do médico-veterinário.

Por isso, não é possível comparar diretamente as quase 10 milhões de doses liberadas em agosto com o tamanho total do rebanho e concluir que o volume é suficiente ou insuficiente. A necessidade varia ao longo do ano e depende do histórico de vacinação, da categoria animal e dos riscos presentes em cada propriedade.

A retomada das importações reduziu o risco imediato de falta, mas a queda da produção nacional mantém o setor exposto a atrasos logísticos, oscilações cambiais e problemas nos países fornecedores. O desafio agora é garantir que a oferta permaneça regular e chegue às regiões pecuárias antes de ocorrerem falhas nos calendários de imunização.

O Mapa informou que trabalha com a indústria para ampliar a fabricação no País, viabilizar as importações e acelerar a fiscalização e a liberação dos produtos. Para o produtor, a orientação é não substituir ou adiar o protocolo por conta própria e procurar o médico-veterinário responsável para definir a vacina e o calendário adequados ao rebanho.

Fonte: Pensar Agro

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