AGRONEGÓCIO

Bauer e Itaú lançam primeiro CRA exclusivo para irrigação no Brasil

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Novo CRA visa ampliar acesso a crédito de longo prazo para produtores

A Bauer do Brasil, em parceria com o Itaú, lançou em setembro de 2025 o primeiro Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) dedicado exclusivamente à irrigação no país. A emissão inicial da operação é de R$ 100 milhões e tem como objetivo facilitar o acesso dos produtores rurais a crédito de longo prazo com condições mais competitivas, especialmente em um cenário de juros elevados e restrição de linhas públicas de fomento.

O CRA é lastreado em recebíveis em dólar e oferece taxa de juros de 8,5% ao ano mais variação cambial, com carência de até dois anos e prazo de pagamento de quatro anos, permitindo o financiamento de projetos completos de irrigação.

Garantias flexíveis e limite de financiamento ampliado

O modelo de financiamento possibilita que produtores utilizem equipamentos de irrigação ou alienação fiduciária da terra como garantias, eliminando a necessidade de comprometer imóveis e acelerando a aprovação do crédito. Cada produtor pode contratar valores entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões, acima do limite de linhas de crédito convencionais, permitindo a execução de projetos de maior porte ou a finalização da irrigação em uma única etapa.

“Com o CRA, criamos uma alternativa para que o produtor tenha fôlego financeiro e possa investir com planejamento, mesmo em um ambiente de juros elevados e linhas públicas mais restritas”, afirma Luiz Alberto Roque, Co-CEO da Bauer do Brasil e CEO da Irricontrol.

Proteção cambial favorece produtores que vendem commodities

A indexação do CRA em dólar permite oferecer taxas de juros mais competitivas e contar com mecanismos de swap cambial, reduzindo a volatilidade. Para produtores que comercializam commodities cotadas em dólar, como soja, a operação funciona como uma proteção natural contra variações cambiais. “Grande parte dos nossos clientes já realiza suas vendas em dólar, o que garante previsibilidade de retorno e reduz a exposição ao risco cambial”, destaca Roque.

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Recursos disponíveis e início imediato de projetos

Os recursos da emissão já estão disponíveis, permitindo que os produtores começam imediatamente seus projetos de irrigação. A liberação antecipada possibilita planejar a implantação de sistemas antes do início do próximo ciclo de chuvas, otimizar o calendário agrícola e garantir que a infraestrutura esteja pronta para operar no momento ideal da safra, aumentando a eficiência no uso da água e acelerando o retorno do investimento.

Efeito multiplicador no agronegócio

A Bauer do Brasil projeta que o CRA terá um efeito multiplicador no setor, ampliando investimentos e reduzindo a dependência de crédito público. “A irrigação é um seguro de safra: aumenta a produtividade e assegura receita para cobrir as parcelas, mesmo em períodos de clima adverso”, afirma Roque.

O CRA deve impulsionar vendas e fortalecer projetos em Minas Gerais, Goiás, Bahia, Piauí e Tocantins, onde a empresa já atua com soluções integradas de irrigação. A abordagem Fazenda Inteligente combina automação, monitoramento remoto e gestão de dados, permitindo que a irrigação seja entregue pronta para uso por meio de um contrato turnkey.

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Modernização do agronegócio e novas oportunidades

“O CRA é mais do que um instrumento financeiro. Ele sinaliza uma nova fase de modernização do agronegócio, aproximando produtores e investidores e criando condições para uma expansão sustentável da irrigação no Brasil”, conclui Rodrigo Parada, Co-CEO da Bauer do Brasil e Diretor Global de Vendas e Marketing do Grupo Bauer.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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