AGRONEGÓCIO

Barter Trading cresce 58% e amplia soluções para importação, exportação e gestão tributária no agronegócio

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O aumento da complexidade tributária, as oscilações cambiais e a necessidade de maior eficiência operacional estão transformando a forma como empresas do agronegócio conduzem suas operações internacionais. Nesse cenário, a Barter Trading, unidade de comércio exterior do Fiorde Group, registrou crescimento de 58% no último exercício e reforçou sua atuação com soluções integradas voltadas à importação, exportação, planejamento tributário e estruturação financeira.

A expansão acompanha um movimento de profissionalização das empresas brasileiras, que passaram a tratar o comércio exterior como uma estratégia de competitividade e não apenas como uma atividade operacional.

Segundo a empresa, a combinação entre inteligência tributária, logística integrada e acesso a soluções financeiras tem sido um dos principais fatores para atender às novas demandas do mercado.

Comércio exterior exige mais planejamento e gestão estratégica

Inserida em um grupo com mais de três décadas de atuação em logística e comércio internacional, a Barter Trading opera de forma integrada às cadeias de suprimentos de seus clientes.

A estrutura movimenta mais de 7 mil contêineres por ano e administra cerca de 80 mil processos anuais, apoiada por aproximadamente 500 colaboradores distribuídos em polos estratégicos como São Paulo, Santos, Guarulhos, Jacareí e Itajaí.

De acordo com Plínio Dias, Head da Barter Trading, o perfil das empresas que atuam no mercado internacional mudou significativamente nos últimos anos.

“O empresário brasileiro passou a entender que importar e exportar fazem parte da estratégia do negócio. Hoje, mais do que executar uma operação, é necessário estruturá-la de forma eficiente, com planejamento tributário, controle logístico e soluções financeiras integradas”, afirma.

Planejamento tributário aumenta competitividade das importações

Um dos principais pilares da expansão da empresa está na engenharia tributária aplicada às operações internacionais.

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Entre as estratégias utilizadas estão o enquadramento de bens de capital no regime de Ex-Tarifário e a utilização de incentivos fiscais estaduais, especialmente em operações estruturadas em Santa Catarina.

Segundo a empresa, esse modelo permite reduzir a carga tributária, otimizar o fluxo de caixa e oferecer maior segurança jurídica nas operações, principalmente na importação de máquinas, equipamentos industriais e insumos de maior valor agregado.

Para Plínio Dias, a eficiência tributária tornou-se um diferencial competitivo importante para empresas que atuam no comércio exterior.

“Existe um amplo espaço para reduzir custos dentro da legislação. O diferencial está na capacidade técnica de estruturar corretamente toda a operação desde sua origem, garantindo competitividade sem abrir mão da segurança jurídica”, destaca.

Trading amplia atuação como parceira financeira das empresas

Além da logística e da gestão tributária, a Barter Trading vem fortalecendo sua atuação na estruturação financeira das operações internacionais.

A empresa oferece alternativas de crédito e funding para importações, permitindo que clientes tenham maior flexibilidade para executar negociações em um ambiente de juros elevados e crédito mais seletivo.

Segundo a companhia, essa atuação amplia o papel tradicional da trading, que passa a integrar o planejamento financeiro das empresas, oferecendo suporte desde a negociação internacional até a entrega da mercadoria.

Para Plínio Dias, muitas operações deixam de ser realizadas não pela ausência de demanda, mas pela dificuldade de estruturar financeiramente o processo dentro do prazo necessário.

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Controle logístico integrado reduz riscos operacionais

Outro diferencial apontado pela empresa é o controle de todas as etapas da cadeia logística.

A Barter Trading administra desde a negociação com fornecedores internacionais até o desembaraço aduaneiro, armazenagem e entrega final ao cliente, utilizando estrutura própria para garantir maior previsibilidade e eficiência operacional.

A empresa também destaca sua atuação em segmentos altamente regulados, como agronegócio, indústria farmacêutica, alimentos, setor automotivo, químico, hospitalar e construção civil.

Entre os marcos recentes está o registro da primeira Declaração Única de Importação (DUIMP) com anuência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), reforçando sua especialização em operações que exigem elevado nível de conformidade regulatória.

Estratégia mira expansão das operações estruturadas

Para os próximos anos, a Barter Trading pretende ampliar sua presença em operações de maior complexidade, fortalecendo as áreas de inteligência tributária, gestão logística e soluções financeiras para o comércio exterior.

A expectativa da empresa é que o avanço das mudanças regulatórias, da digitalização dos processos aduaneiros e da busca por maior eficiência operacional continue impulsionando a demanda por operações estruturadas.

“O comércio exterior tornou-se cada vez mais técnico e estratégico. Nosso objetivo é oferecer aos clientes previsibilidade, segurança jurídica, redução de riscos e soluções que permitam crescimento sustentável em um mercado cada vez mais competitivo”, conclui Plínio Dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Governo descarta reduzir tarifa do etanol dos EUA em negociação comercial e defende proteção ao setor brasileiro

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O governo federal descartou a possibilidade de reduzir a tarifa de importação do etanol produzido nos Estados Unidos como parte das negociações envolvendo as tarifas de 25% recomendadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para produtos brasileiros.

A informação foi confirmada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias, que afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o tema não faça parte das atuais negociações comerciais entre os dois países.

A declaração ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL) sugerir ao governo norte-americano um acordo para zerar, de forma recíproca, as tarifas sobre etanol e açúcar. Questionado sobre essa possibilidade, o ministro reiterou que o assunto está fora da pauta oficial do governo brasileiro.

Etanol é considerado estratégico para o agronegócio brasileiro

Segundo Elias, uma eventual abertura do mercado brasileiro ao etanol norte-americano poderia provocar impactos significativos na cadeia produtiva nacional, especialmente na Região Nordeste, onde a produção do biocombustível possui forte importância econômica e social.

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De acordo com o ministro, qualquer mudança nas tarifas do etanol precisa considerar toda a cadeia sucroenergética, evitando prejuízos à competitividade da produção brasileira.

Além disso, ele destacou que o açúcar brasileiro enfrenta uma sobretaxa próxima de 100% para entrar no mercado dos Estados Unidos, tornando inviável discutir apenas o etanol sem abordar também as barreiras impostas ao açúcar.

Açúcar também entra na pauta das negociações

O governo brasileiro defende que os mercados de etanol e açúcar sejam tratados de forma conjunta, já que ambos pertencem à mesma cadeia produtiva.

Para o MDIC, negociar exclusivamente o etanol poderia criar desequilíbrios comerciais e comprometer setores estratégicos da agroindústria brasileira, principalmente os produtores de cana-de-açúcar e as usinas instaladas nas regiões Norte e Nordeste.

USTR cita fim da reciprocidade tarifária

No documento que recomendou a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o USTR mencionou como um dos fatores o encerramento da política de reciprocidade tarifária no comércio de etanol entre Brasil e Estados Unidos.

Desde 2023, o Brasil voltou a cobrar uma tarifa de 18% sobre as importações de etanol norte-americano, encerrando o acordo bilateral que vigorava desde 2010.

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Segundo dados citados pelo governo americano, após a retomada da cobrança da tarifa brasileira, as exportações de etanol dos Estados Unidos para o Brasil registraram queda de aproximadamente 87% em valor na comparação com o pico observado em 2018.

Cenário segue em negociação

Apesar das discussões comerciais entre os dois países, o governo brasileiro reforça que não pretende flexibilizar a política tarifária do etanol de forma isolada. A posição oficial é manter a defesa da cadeia sucroenergética nacional e buscar negociações que contemplem tanto o etanol quanto o açúcar, preservando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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