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Banco do Brasil Lança Novo Boletim Agro com Análises Abrangentes para o Setor Agrícola

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O Banco do Brasil, consolidando sua posição de liderança no setor agropecuário, anuncia o lançamento do novo “Boletim Agro”. Esta publicação, elaborada pela equipe de economistas da instituição, visa proporcionar uma visão abrangente e precisa do cenário agrícola. Com periodicidade trimestral, o boletim apresenta análises detalhadas e projeções fundamentais que auxiliam na tomada de decisões no mercado.

Na primeira edição, o boletim revela um cenário promissor para 2025, com expectativas de que a safra alcance recordes históricos. A produção de soja deverá crescer 12,8%, enquanto a de milho registrará um aumento de 3,6%. O relatório também prevê crescimento nas colheitas de arroz (13,8%), algodão (1,2%) e trigo (2,1%). Em relação às condições climáticas, há a possibilidade de ocorrência do fenômeno La Niña nos próximos meses, mas sua intensidade deve ser fraca ou moderada, com impacto limitado sobre as atividades rurais. Além disso, o ambiente de custos dos fertilizantes mostra-se menos pressionado em comparação à última safra.

No que diz respeito à pecuária, as projeções indicam uma retração de 4,3% no abate de bovinos em 2025, após um ano de recorde em 2024. Por outro lado, a avicultura e a suinocultura devem continuar apresentando crescimento, com expectativas de aumento de 2,1% e 1,6%, respectivamente.

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“Como o Banco do Agro, possuímos uma expertise e uma capacidade analítica amplamente internalizadas, e sentíamos a necessidade de um relatório mais abrangente para compartilhar com nossos clientes nossa visão sobre o segmento. O Boletim Agro tem o objetivo de preencher essa lacuna”, afirma Marcelo Rebelo, economista-chefe do Banco do Brasil.

O Boletim Agro reafirma o compromisso da instituição em apoiar o setor agro com informações de qualidade, contribuindo para decisões estratégicas. Além da elaboração de cenários, a equipe de economistas do Banco do Brasil realiza também análises econômicas regionais. O conteúdo do boletim está disponível para consulta no site www.bb.com.br/analises e na plataforma InvesTalk.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Segurança jurídica no campo: FPA aponta enfraquecimento de normas fundiárias entre 2023 e 2025

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) avalia que houve enfraquecimento das normas de proteção fundiária no Brasil nos últimos anos. Entre 2023 e 2025, ao menos 15 atos normativos federais alteraram regras relacionadas à questão fundiária, com reflexos diretos sobre o direito à propriedade privada rural, segundo a entidade.

De acordo com o levantamento, parte significativa das medidas promove flexibilizações em procedimentos legais, especialmente no que diz respeito à desapropriação de terras e à regularização fundiária.

Flexibilização de regras levanta preocupações

Entre os pontos destacados está a retirada da exigência de previsão orçamentária para desapropriações. A revogação do memorando-circular nº 01/2019 do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em abril de 2023, e o Decreto 12.002/2024 são citados como exemplos dessa mudança.

Outra medida apontada é o Decreto 11.637/2023, que permite a titulação de terras para pessoas jurídicas, como associações e cooperativas de assentados, além de priorizar a titulação coletiva. Na avaliação da FPA, o modelo pode abrir margem para maior atuação de grupos organizados no acesso à terra via reforma agrária.

Já a Instrução Normativa 132/2023 do Incra ampliou a possibilidade de participação de entidades externas no cadastramento de famílias para o Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA).

Regularização fundiária e entraves legais

A FPA também aponta ausência de regulamentação da Lei 14.757/2023, que trata da regularização fundiária na Amazônia. Sem regulamentação, dispositivos como a atualização de laudos de vistoria antigos não podem ser plenamente aplicados.

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Além disso, normas recentes passaram a incorporar critérios ambientais ao processo fundiário. O Decreto 11.688/2023, por exemplo, direcionou áreas passíveis de regularização para políticas ambientais e retirou o Ministério da Agricultura de instâncias técnicas sobre o tema.

Na mesma linha, a Portaria 1.309/2025 ampliou a participação do Ministério do Meio Ambiente nas atribuições do Incra e permitiu o envolvimento de organizações da sociedade civil em levantamentos fundiários.

Programa Terra da Gente concentra críticas

O Programa Terra da Gente, instituído em 2024, é apontado como o principal eixo da atual política de reforma agrária. Segundo parlamentares da FPA, o decreto que criou o programa apresenta pontos considerados controversos do ponto de vista jurídico.

Entre eles, está a possibilidade de utilização de terras vinculadas a garantias judiciais, como bens penhorados, sem previsão clara de compensação orçamentária. Outro ponto levantado é a previsão de cancelamento de títulos fundiários já emitidos, inclusive em áreas de faixa de fronteira.

A entidade também destaca que o decreto não diferencia propriedades produtivas daquelas que não cumprem função social, tema previsto na Constituição Federal.

Avanço de desapropriações e reação no Congresso

Em março de 2025, sete decretos classificaram áreas como de interesse social para desapropriação. Segundo a FPA, parte dessas medidas pode conflitar com dispositivos legais que restringem assentamentos em áreas invadidas ou em propriedades de porte médio.

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Diante desse cenário, parlamentares protocolaram o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 167/2024, que busca sustar os efeitos do Programa Terra da Gente. A proposta aguarda análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Projetos buscam reforçar segurança jurídica

Outras iniciativas legislativas tramitam no Congresso com foco na segurança jurídica no campo. O Projeto de Lei 4.357/2023 propõe definir de forma mais objetiva o conceito de função social da propriedade rural, condicionando sua caracterização ao trânsito em julgado de decisões judiciais em casos de crimes ambientais ou trabalhistas.

Já o Projeto de Lei 8.262/2017 trata da retomada da posse de propriedades invadidas, permitindo ação por parte do proprietário com apoio policial, dentro de prazos estabelecidos.

Outra proposta, o PL 709/2023, prevê sanções administrativas a invasores de terras, incluindo restrições ao acesso a programas públicos, crédito subsidiado e cargos públicos por um período determinado.

Debate segue no centro da agenda do agro

O conjunto de medidas e propostas evidencia que a questão fundiária segue como um dos principais pontos de atenção do agronegócio brasileiro. O debate envolve temas como segurança jurídica, reforma agrária, regularização fundiária e o equilíbrio entre produção, direitos de propriedade e políticas públicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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